Sabe aquele dia em que você acorda sorrindo à toa?! É... eu sei. É difícil. Mas aconteceu comigo. Na verdade, nada demais rolou na noite anterior, embora minha amiga tenha me feito tirar o pijama e sair de casa pra dar boas risadas. Tem dias que a alma acorda com um sorriso mesmo. Parece simples como um cabelo com escova progressiva. Amanhece lindo, liso, escorrido, ao sabor da brisa na janela.
Estava lendo há pouco uma reportagem da agência Estado sobre mulheres bem-sucedidas no trabalho, na vida, no amor. Elas administram ligações a respeito de negociações, pepinos no emprego, os filhos tirando dúvidas sobre aquela panela japonesa, atendem várias vezes ao dia o namorado/marido, e ainda encontram tempo para os filhos, a casa... Será que ainda acordam bem humoradas? Começo a acreditar que isso é raridade ou ainda não encontrei essa fórmula, que mistura vários desejos e os concretiza, com uma porção de felicidade, estilo self service. Sirva-se dela!
Mas pensando bem, as pessoas não têm os mesmos desejos, embora todos busquem felicidade. A sociedade parece cada vez mais individualista. Os casais parecem querer cada vez menos filhos [ou nenhum herdeiro], e os filhos, muitas vezes, constituem uma geração estranha, a de adolescentes rebeldes ou até alheios ao mundo. Dia desses li uma frase do tipo: 'se quiser um mundo melhor no futuro, pense na educação dos seus filhos, ou deixe herdeiros melhores'. Bingo!
Eu me sinto bem. Não tenho filhos, não tenho namorado nem marido. Não faço apologia à vida de solteira, mas às vezes acho que é a melhor coisa que existe. Talvez eu já faça parte dessa comunidade individualista e não perceba, talvez encontre um amor arrebatador na próxima esquina que me faça esquecer o quanto é bom ser avulsa, mas, por ora, acho que os solteiros é que sabem curtir a vida! Quando a gente se encontra assim, dá mais valor às amizades, sorri mais numa noite de sábado que terminaria em pizza, e até sonha mais.
Será que realmente importa ser bem-sucedida em todos os sentidos e não ter problema nenhum pra resolver? Então, que graça haveria? Temperar os momentos com pitadas de altos e baixos às vezes faz bem. Nos faz enxergar que a vida não é sempre pincelada em tons de rosa. E, nesses casos, a felicidade independe de estado civil.
Minha amiga Vic - autora desta foto - me deu de presente esta imagem, especialmente para o blog. Adorei! [Rio de Janeiro, maio de 2009]
A mesma imagem, em tons azuis, está aqui.
5 comentários:
Estar casado, ter filhos e ser bem sucedido profissionalmente não quer dizer que esteja tudo resolvido, que a vida não tem problemas.
Independente de ser casada ou solteira, o importante é sua inquietação. Deixar de sonhar, jamais!
Muitos sonhos, musicas e poesias pra você.
Beijos
adorei este texto! viva a solteirice! nada contra os casais, mas ser livre é impagável. mas sempre digo que, tudo aquilo que penso a favor da vida solteira vai mudar caso eu me apaixone perdidamente por alguém. é sempre assim, hehe. que aconteça um dia, pra mim e pra você. beijo.
Júlio, como vai? Viver de "sonhos, músicas e poesias"... Que lindo! Deveria ser obrigatório isso. Lhe desejo o mesmo e, se puder, em dobro.
Lipe, vai bem? Que aconteça, então, pra mim e pra você. Não necessariamente nesta ordem, mas se puder ser pra nós dois, já está bom.
Beijo para os dois.
A verdade é que estamos em pleno e ininterrupto movimento de mudança... vamos nos adaptando a situações. Como disse o seu amigo do recado de cima do meu...
O mais importante é saber quando uma etapa da vida acaba. E começar a outra de cabeça erguida com a certeza de que "faria tudo igual novamente". (Estranho eu escrever isso, porque na pratica não é o que tenho feito :( ).
O mais engraçado é que acordei e passei o domingo super bem... Acho que os donuts tem um pozinho mágico!
Beijos
Ah... modéstia a parte....
A FOTO FICOU DEMAISSSSSSSS! :)
Beijos
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