O varal lá de casa
Na minha casa o varal não é só de roupas
As pessoas não são só de lágrimas
A poesia preenche as rachaduras da parede
A alegria cimenta os tijolos
A dor é envernizada.
Minha casa tem flores e tem espinhos
Tem alternâncias que escorrem do telhado
Entopem a calha de vida, brotam silêncio e diálogos.
No fim do dia, floresce um jardim de céu escuro sonolento
Semeado com estrelas que nem sempre brilham
Mas iluminam atrás das nuvens as asas dos anjos.
Minha casa tem magias que só a alguns seres enfeitiçam
A base da construção é edificada por amor
E as telhas são de vidro blindado
O quintal é habitado por pétalas e borboletas
O sol forra o chão, as folhas voam
A vida se delineia conforme as curvas do vento
Que ora é brisa ora tempestade ou garoa prateada.
5 comentários:
Adoro este esconderijo! Bjs
Oi Paulinha, fiquei sabendo da triste notícia. Meus profundos sentimentos... há poucos meses perdi minha vó e faço ideia do quanto você deve estar sofrendo. A única coisa que posso te dizer, além de que sinto muito mesmo, é para que você tente pensar que a partida de um ente tão querido como o seu pai não significa o fim, mas apenas uma fase porque, no fim das contas, embora muitos torçam o nariz para essa ideia, a alma humana é imortal sim e faz parte de um ciclo de vai-vem. Tenho certeza que seu pai está muuuuito feliz onde ele está e torcendo muito para que você consiga sofrer cada dia menos com a saudade e a transforme apenas em saudade dos lindos dias que compartilharam.
Fique com Deus. E um grande beijo pra você, minha amigona!
Não sei porque um blog está interferindo no outro. Mas esse concurseiro aí sou eu, paula, Gustavo. bjs.
Oi, Ciça! Adorei seu abraço, seu carinho. Muito obrigada pela força. Um beijo
Oi, Gu! Obrigada pelas palavras, querido. Vc mora aqui dentro.
Um beijo
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