Enlouqueço numa livraria. Não tem jeito. Parece que os livros conversam comigo, me convidam pra abri-los, xeretá-los, folheá-los. Trouxe três pra casa. Os três da Martha Medeiros. Afinal, é um achado ver os livros dela nas prateleiras. E olha que já li vários títulos desta escritora gaúcha, mas desta vez achei três "inéditos" pra mim. E por R$ 15 cada um! Ora, pois. É quase uma ofensa deixar o livro na prateleira por um preço desses. Tive dó. Comprei, estou feliz, são meus! Que pensamento mais possessivo, né?
Comecei por "Montanha-Russa" e uma das crônicas que mais gostei até agora foi "As torres de dentro".
"Já tive torres internas que foram ao chão. Torres altas demais pra mim, torres que nem chegaram a ficar concluídas (as de dentro nunca se concluem), torres que me exigiram esforço, e que me deram prazer, até que alguém, com uma frase, ou com um gesto, as fez virem abaixo. Tinha gente dentro, tinha eu". [Martha Medeiros]
A felicidade vem assim, do nada, por nada. De repente a gente tropeça num sorriso, até mesmo quando lê uma passagem triste. É por isso que sou sua fã, Martha. Sua escrita me seduz. 



