Estacionei o carro e atravessei a rua correndo porque estava um pouco atrasada para a prova - a última de um curso de 2 anos. Ufa! De tão apressada, quase atropelei, a pé mesmo, um rapaz que vinha puxando uma dessas carroças de carregar papelão. E na estrutura metálica estava escrito em letras pouco miúdas: "Pra que a pressa se o futuro é a morte?"
Nossa, que macabro! Mas fui para a prova pensando nesta frase e nas coisas que ainda preciso fazer, sem pressa. Tanta coisa! Porém, nada grandioso. Quero ir pra Londres [Vic, me espera!!!]. Quero ver meu pai melhorar ainda mais; quero assumir novas funções no trabalho, como a que vem por aí; quero escrever meu livro começado e não acabado; quero viver um grande amor; quero recomeçar uma amizade que estava distante; quero suspirar mais vezes de felicidade e também "flutuar com um sorriso enigmático", como diria um amigo meu. Quero... Quero as coisas mais simples da vida. As mais bobas e que não passem despercebidas.
Claro que tudo isso dá vontade de realizar ontem. Afinal, ninguém sabe o dia de amanhã ou mesmo como será hoje, até o deitar do sol. Mas a pressa às vezes atrapalha os planos da gente. Eu mudaria a frase na carrocinha de papelão para apenas "pra que a pressa?".
Desejo um dia sem pressa pra você!



