quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Overdose literária
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Cindy e Romeu
sábado, 21 de fevereiro de 2009
É pau, é pedra...
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Nenhuma lembrança antes dos 6...
"Acho que vi você há uns seis anos, numa janela cheia de neve". Quando o Mark Ruffalo disse isso no filme "De repente 30", podia ter passado despercebido. Mas eu imaginei a cena. Que romântico vislumbrar a pessoa amada atrás de uma vidraça, com neve cobrindo o batente e flocos brancos despencando do céu. Deve deixar a pessoa ainda mais bonita. É... De repente 32. Semana passada uma estudante de 15 me chamou de ‘tia’. Irritou-me profundamente. Mas, considerando que ela usava outro vocabulário, que não o da língua portuguesa, e sim o da aborrecência, não esquentei. Caramba, como ela falava gírias! ‘Tô pagando de bonita’, ‘mó legal’ e por aí vai... Nesse contexto, “tia” era até bacana. Tantos alunos já me chamaram de ‘Tia Paula’! Por falar em alunos, que saudade dos meus pequeninos. Já estão grandes, nem se lembram mais de mim. Isso é algo pra se pensar. Eles tinham 3 anos quando foram meus alunos. Eu não me lembro de nada antes dos 6 anos de idade. Às vezes encontro algumas mães de alunos e elas me contam que os filhos se lembram de mim. Será? Acredito que elas queiram me agradar. Mas se for considerar aquela fotografia clássica de professora abraçada com o aluno, entregando o diploma, sim, esta lembrança eles terão de mim. Era um barato (olha a gíria aí...) ficar com as crianças todos os dias, brincar no parque, na areia, ensinar o alfabeto, as cores, as formas, cantar. Havia na classe o Jonas, teimoso. A Isadora, linda. O Flávio, chorão. O Gustavo, que uma vez mordeu minha mão com tanta raiva que quase arrancou um pedaço. A Carol, uma boneca peralta. A Bia, doce, meiga e independente. A Ingridi, inteligente e carinhosa. O Mateus, que não desgrudava de mim nem por um segundo. O Paulinho, nerd aos 3 anos. O Ítalo, que vomitou durante uns 40 dias até se acostumar com a escola... Em quatro anos, dei aula pra muita criança e lembro do rosto de cada uma. Naquela época, a vontade de ingressar no jornalismo me fez criar um jornalzinho para a escola, entregue aos pais no fim do mês. Havia uma coluna em que eu publicava as gafes ou frases mais engraçadas das crianças. Como o João, uma vez, que me dissera que a cabeça doía demais. “Dói em que lugar, João?” Ele apontou para a barriga e disse: “Bem aqui”. A espontaneidade dos pequenos era extraordinária. Outras pérolas como a ‘pancainha’ tocando, ‘arrama’ o meu tênis ou a Carol dizendo que esqueceu as asas de anjo em casa também ficaram na história. Os chiliques das crianças ainda merecem destaque: umas batiam a cabeça na parede, outras puxavam o próprio cabelo ou mordiam o braço. O Ítalo, vomitava, claro. Mas eis que o jornalismo entra no meu caminho de vez. As aulas foram abandonadas. Tudo acabou: A noite do soninho, o desfile de pijamas, a semana da criança, o Dia do Índio, Páscoa, Festa Junina, Carnaval... Todas as datas comemorativas parecem ter se evaporado do meu calendário, ou pelo menos ter menos relevância quando se está longe das crianças. A lembrança dos meus alunos, no entanto, vai ficar para sempre. Tomara que eles, mesmo aos 3, tenham registrado esses momentos divertidos na memória. É... Talvez o ‘tia’ da semana passada tenha me caído bem. Às vezes é bom lembrar que o tempo está passando. De repente já são sete anos fora das salas de aulas. Só acho triste perceber que a Educação no Brasil caminha para o precipício. Cerca de 3 mil professores da rede estadual tiraram nota zero em exame do governo e, destes, 1.500 já estão em sala de aula este ano.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Depois da sexta 13
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Sonho, fantasia, perplexidade
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Peripécias sobre 4 patas
No primeiro dia de 2008 ela estacionou as quatro patas no portão de casa. Sem combustível, ali ficou. Tinha cara de cachorro de rua, carente, muito carinhosa. Fazia festa quando via alguém chegando. Os vizinhos, e também nós, começamos a alimentá-la. Logo estava para dentro do portão. Portanto, ela escolheu a casa e a família. A Babalu é Mestrinel desde então. No início, os dois gatos não gostaram muito da nova 'irmã', mas acabaram se acostumando às trapalhadas da garota.
Juramos que não teríamos outro cão em casa, após a Paquita ter ficado 18 anos conosco. Estava trabalhando quando ela morreu. A imagem dela na minha memória é de uma cachorrinha feliz, apaixonada pelo meu pai. A Babalu, por coincidência ou não, é a cara da Paquita. O mesmo humor, a mesma teimosia, focinho idêntico. Mas este primeiro ano com a Babalu já ultrapassa as peripécias da Paquita durante 18 anos. Pra começar, nos primeiros meses ela fugiu de casa e voltou prenha. A barriga foi crescendo, crescendo e logo explodiram nove filhotes. A família aumentou assustadoramente. Assustadora também era a ideia do que fazer com tantos cachorros!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
11 coisas
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Save you




