quarta-feira, 29 de julho de 2009
Ele é (ou era) bi
segunda-feira, 27 de julho de 2009
O poder das palavras
Uma coisa inédita aconteceu no domingo. Eu não queria mais que ele acabasse. Dava tudo para a segunda-feira não chegar, até passar a noite num lugar pouco comum. Ah, se eu tivesse poder sobre os ponteiros do relógio... Queria ter parado no tempo naquele domingo. Tá, tudo bem. Sem chuva. Fiquei desesperada para ver gente, encontrar as amigas, ver um filme no cinema, comer na Pizza Hut... Enfim, sair de casa. Mas depois que tudo isso acabou, não restava muito do tempo naquele dia. Foi então que, ao chegar no carro, no estacionamento do shopping, eu desejei e pedi que o carro quebrasse. Bom, alguém lá em cima existe ou minhas palavras tiveram grande poder naquela hora. O carro quebrou! E essa foi a coisa inédita.
A ocasião virou uma festa dentro do carro - e às vezes até fora dele, quando Rihanna cantava "Umbrella" no rádio. Minhas duas amigas saíram pra dançar, mas lembraram que havia câmeras no estacionamento. Então, enquanto o mecânico do seguro não vinha, a gente pensou em tudo o que pudesse acontecer se as palavras tivessem poder de novo: desejamos que aparecesse um mecânico lindo [ou três!] e que a Luciana fizesse um desfile das lingeries - que ela acabara de comprar no shopping - para o tal homem que estava para chegar. Mas todos os sonhos malucos foram interrompidos por uma motoca nervosa que se aproximara do carro. Lá vinha o homem, todo de roupa emborrachada por causa da chuva. Tirou o capacete e... Expectativas frustradas das meninas. Palavras sem poder... Tudo voltou ao normal. E o domingo acabou depois da meia-noite - pelo menos conseguimos prolongá-lo.
Outro dia eu estava no consultório médico e peguei uma velha revista Superinteressante pra ler. Lá falava do poder que a bíblia [leia-se milhões de palavras minúsculas...] exerce sobre as pessoas, ou melhor, sobre a humanidade. Na verdade, a reportagem citava a possibilidade do livro sagrado nunca ter sido escrito. Ou seja, quantas coisas deixariam de ter empecilhos: pesquisas com células-troncos, clonagem, Natal, festas, feriados, um líder... Achei superinteressante, embora estranho. Hoje, na missa do meio-dia, na Catedral [sim, eu fui no horário do meu almoço!], o padre falava sobre as palavras, sobre o cuidar da gente e dos outros. Saí de lá pensando na quantidade de palavras inúteis que a gente desperdiça, quando poucas coisas deveriam ser ditas, se saíssem apenas do coração.
É desse bichinho pulsante que controla a nossa vida que saem as melhores coisas. É de lá também que vem o silêncio ou a alegria, a vibração ou a tristeza. Basta escolher as palavras certas para trancafiar no peito e desejar que se tenha um bom dia, todos os dias. As palavras? Elas têm poder, sim. Mas se nascerem do coração. É por isso que nunca mais vou pedir uma coisa tão imbecil como a que pedi no domingo. Amanhã é dia de ir à oficina mecânica e ver se ainda existe um catalisador no meu carro...
Amor. Risada. Diversão. Carinho. Felicidade. Inteligência. Fortuna. Afeição. Saúde. Viagens. Sol. Alegria. Amizade. Trabalho. Sabedoria. Paixão. Dança. Fé. Otimismo. Satisfação. Prazer. Livros. Cinema. Teatro. Poesia. Música. Amigos. Vida. Esperança. Eternidade.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
As Aztecas e a Embaúba
A vegetação rasteirinha, às margens da trilha, acorda lentamente com a nebulosidade. O ar gelado na manhã de inverno deixa a atmosfera densa, úmida. Difícil respirar nessas condições, inclusive pelo fato de estar a 1.100 metros acima do nível do mar. Gotículas minúsculas despencam das folhas das árvores - algumas com fitas coloridas para marcar a pesquisa de estudiosos. No pedaço da mata atlântica que serpenteia a cidade, uma orquestra de aves inicia os primeiros acordes de uma segunda-feira preguiçosa. Alguns pássaros ensaiam um solo de violino. Outros, como o pica-pau, parecem batucar.
No meio do verde que se esparrama pela paisagem, uma flor pink desponta, atrai olhares e também abelhas. Logo à frente está ela, comprida, fina, frágil, sempre mirando o céu. Suas folhas são grandes e o caule agrega vários nós. Basta balançar a Embaúba [foto] para os seres minúsculos mostrarem sua ira. De dentro da planta saem várias formigas pequeninas, as chamadas Aztecas. É preciso ter boa visão para enxergá-las no pico da Embaúba. A interação entre plantas e animais [no caso, insetos] me embevece.
Elas continuam enfurecidas ao balangar da planta, imbuídas pela missão de protegê-la de outros insetos - ou, quem sabe, do ser humano. De tão pequenas, parecem inofensivas. Porém, a picada das Aztecas pode ser até mais dolorida que a da espécie lava-pés. Em troca de proteção, a Embaúba expele uma secreção doce como mel, alimentando as agressivas formiguinhas, que se abrigam dentro dos nós do caule.
A simbiose se estende a outros infinitos organismos na Serra do Japi, com seus seres miúdos ou até invisíveis aos olhos, como é o caso dos ácaros predadores que se refugiam nas domácias [pequenas cavidades] das folhas. Há muito mais vida na floresta do que se possa imaginar. Um singelo "safari" por uma de suas trilhas também pode render mais conhecimento do que se espera.
Nessa expedição, o mais triste é voltar para casa e ver tudo pronto: casa, cama, tevê, rádio, computador, fogão, comida. Nenhuma simbiose entre homem e natureza, mas sim interação com objetos. Não é preciso pensar ou entender a vida. Ela parece automática, tecnológica demais.
***
Em tempo: Estive na Serra do Japi esta semana. É sempre um prazer respirar o ar da nossa mata, analisar sua vida em vários picos, sua beleza indecente e sua sonoridade. Distante e ao mesmo tempo tão perto da civilização, é um lugar cheio de surpresas e diferente a cada dia. Esse post fica como uma curiosidade das minhas próprias descobertas.
Duas dicas
A revista Hype Magazine, uma publicação jundiaiense, chega à décima terceira edição com várias matérias interessantes. Uma delas, com o fotógrafo andarilho Araquém Alcântara, que forneceu algumas imagens do seu acervo para a revista. Espetacular! É o próprio Araquém quem define sua profissão: "fotografar é captar o acaso numa fração infinita eximal do tempo, colocando na mesma linha de mira a mente, a visão e o coração". Lindo, não? Sem querer, mas já 'puxando sardinha' pra essa blogueira, tem também uma matéria sobre Jijoca de Jericoacoara (CE) - resultado de uma viagem de férias [nada de trabalho] que fiz em abril deste ano. Uma pena que não tenha mais o site da revista.
Por falar em fotografia, acompanho o blog do Daniel De Granville, também fotógrafo de natureza. Ele lançou recentemente uma série de cartões-postais com imagens capturadas no Brasil. São 18 modelos exclusivos, trazendo espécies da flora e da fauna. Há flagrantes incríveis de animais e paisagens de tirar de tirar o fôlego. Aqui, para quem quiser conferir.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Amigo é coisa pra se acorrentar no peito
Sabe aquela pessoa que você bate os olhos e pensa "vai ser meu amigo(a)?". Foi assim com grande parte das pessoas que me rodeiam. Às vezes você olha, desconfia, fica arisca, mas depois percebe que a pessoa é gente boníssima.
Minha história começou três anos depois do casamento do meu pai com minha mãe. Nasci no bairro da Ponte São João e, após muita brincadeira com codornas e gatos num quintal gigante, me mudei aos 8 para a Colônia. Aqui, continuo. Foi nesse bairro que conquistei minhas primeiras amizades, brincando na rua, de bets, ou de construir cabaninha no mato. Fazia piquenique, roubava amora, sujava a roupa... Minhas companheiras eram a Vanessa, a Roselaine e a Sheila. Também organizávamos bailinhos aos finais de semana, na garagem de uma das três.
A escola ficava a poucos metros. Íamos e voltávamos juntas. Foi na sala de aula que conheci a Luciana e a Elaine, duas doidinhas. São minhas grandes amigas até hoje, desde os 12 ou 14 anos, e continuam doidas adoráveis. Com o tempo, as primeiras coleguinhas que brincavam na rua comigo foram se mudando. Abandonaram o bairro e também nossa história. A Vanessa casou, tem um filho. A Rô e a Sheila, não sei dizer...
Na faculdade, já em Campinas, teve a Cíntia, a Vânia e a Vic. As três ocuparam espaço no meu peito. A Vic foi "amor à primeira vista". Éramos comparsas em muitas aventuras - desde encarar a aula de educação física [acho que éramos as duas únicas pessoas da Puc a fazer esta aula] até enfrentar o palco, nas aulas de teatro. Uma vez por semana, íamos a pé, cantando feito doidas, da Puc até a Unicamp - dá-lhe chão!!! No ônibus, as cantorias prosseguiam... A Cíntia simplesmente foi a pessoa que me recebeu no fretado, no primeiro dia de aula [confesso que eu estava morrendo de medo de levar trote, mas ela foi ótima]. A Vânia, de Itu, foi minha companheira quando me mudei para o período noturno.
Depois vieram as amizades do trabalho, de uma imprensa interiorana como um todo. Acho que nem vou citar nomes para não correr o risco de esquecer alguém. Enfim, me sinto abençoada por ter por perto pessoas bacanas, de coração bom e que realmente posso chamar de amigas.
Não poderia esquecer, claro, de todos os que passam pela minha blogosfera com frequência, mesmo conhecendo ou não. Jana, Vic, Luana, Lipe, Gustavo, Santiago, Daniel, Júlio, Eduardo, Fábio Manzini, Caio, Gilson e talvez outros leitores tímidos. Se esqueci alguém, me perdoem!
É a todos vocês, amigos de infância ou de uma esquina que rende uma estrada longa, que dedico este Dia do Amigo. Cada um tem a sua importância e me faz aprender muito. É uma honra contar com vocês, mesmo que seja por alguns minutinhos de leitura, algumas vezes na semana. Alguns recados são tão carinhosos, que nem sei como agradecer, principalmente nos meus momentos tristes. Espero, de coração, que tenhamos uma estrada sem fim a percorrer! E se eu puder citar uma música [de Dudu Falcão, na voz de Danni Carlos], diria que "meu mundo não está fechado pra visitação. e não aceito turistas". Tem de ser amigos - estes são bem-vindos à minha vida real ou virtual!
Um beijo do meu tamanho pra vocês.
domingo, 19 de julho de 2009
Noite escura
Noite conturbada
Carregada de nuvens
Espessas sobre minha cabeça
Sonhos, muitos sonhos
E pesadelos invadiram minha mente
Perturbando a companheira insônia
Penso na vida durante a madrugada
E ela me convida a repensar sobre tudo
Tudo o que foi feito até agora
As horas não rastejam
Viro de um lado para o outro
Mas nenhum pensamento está a fim de fugir
Acordo com bolsas sob os olhos
Mais velha do que normalmente pareço
Me sinto um lixo, um nada
Ah, poema ingrato!
Já disse um dia algum poeta que
"A poesia não faz nada acontecer"
Eu diria que ela dilui algumas palavras da alma
Absorve um pouco da inquietação
Conversa com a minha existência.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Sou mesmo maldosa?
O assunto desta semana nesta pacata cidade foi a presença da Mulher Melancia, que distribuiu autógrafos para os fãs e ainda deu o ar de sua graça na redação do jornal. Clicada pelo também "fotógrafo melancia", a mulher [ela faz o que mesmo?] apareceu com a revista que traz um [abundante] ensaio fotográfico dela. Vibrei quando soube que a pauta não era minha - embora já tenha entrevistado uma panicat que saiu na mesma revista e quis aparecer na imprensa.
É claro que surgiram várias piadas masculinas do tipo "ela devia ser capa da Globo Rural", "dessa fruta como até o caroço", "ela concentra todo o circuito das frutas" e por aí vai... Enfim, que a verdade seja dita. A mulher faz sucesso por causa da abundância. Só a vi de frente, com um óculos gigante no rosto, e nem pude constatar se é bonita. No dia seguinte, no jornal, ela mostrou o dote. Que exagero! Diz ela que foi contratada para um programa esportivo que deve estrear numa emissora de TV. Então isso leva a gente a refletir... Pra que estudar tanto? Pra que ralar tanto? Pra que se descabelar de tanto trabalhar? Basta um detalhe para que as coisas deem certo.
Bom, recebi um e-mail hoje dizendo que eu fui muito maldosa - não em relação a este caso. Um outro assunto jornalístico que não quero citar. Por mais que eu não tenha tido intenção, alguém achou que eu tive. Por isso, não vou discorrer tanto sobre a "Mulher Melancia". Também podem imaginar que estou sendo maldosa quando, na verdade, estou só propondo uma reflexão. Desde quando mostrar o corpo, ou melhor, a bunda, é pré-requisito pra ser contratada num programa jornalístico? Tá certo. Não precisa mais de formação acadêmica pra estar lá, mas algum homem vai prestar atenção no que a Mulher Melancia vai apresentar? Será que ela tem peito pra encarar esse desafio? Outra coisa a gente sabe que tem.
Depois fiquei pensando se esta pauta estivesse comigo... Caracas! Quais seriam minhas perguntas? A primeira, bem óbvia: "o que você faz exatamente?". Seria muita acidez ou maldade de minha parte? Não é nada pessoal, gente. Juro. E muito menos inveja.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Estigmatizadas
Imagine um mundo no qual os bebês nascessem com um dispositivo acoplado no ouvido para acionar música. Eu queria nascer nesse mundo, crescer e morrer. Não seria preciso ficar com um fio pendurado na orelha, um MP4 em algum lugar do corpo, ou um celular pra carregar a bateria toda vez que quisesse ouvir um som.
Acordaria escutando Estigmatized [The Calling] e dormiria ouvindo Estigmatized [The Calling]. Tomaria café ouvindo essa música, almoçaria com ela e jantaria também. Levaria ela pra cama e dormiria suspirando com a voz do vocalista na sintonia do meu ouvido. Há uns dois anos ouço essa canção, que alimenta minha alma. 

A letra não tem nada a ver com a minha história, mas me conduz a uma viagem pra bem longe do além. Consigo me imaginar numa estrada reta, dentro de um veículo conversível [pode ser o novo Peugeot 307], cabelos ao vento, óculos de sol aviador, e olhos que só enxergam o horizonte. No espelho retrovisor, o pôr-do-sol explode. Para trás, deixo toda uma paisagem, um dia inteiro, uma vida. Levo apenas a música. Eu e ela, estigmatizadas por notas musicais.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Tudo é lindo! Menos a Gaga
Um amigo muito querido, chamado Fernando Bandini, me disse uma coisa que me deixou preocupada. "Quando você estiver respondendo sozinha, já é caso de internação". Ou seja, falar sozinha é normal, mas se você estiver fazendo questionamentos e respondendo pra você mesma, xiiiiii... Eu faço isso com muita, muita frequência. Já era pra estar internada há tempos, ora pois. E se há pessoas que tentam me entender, o que devo pensar delas?!
Bom, ando refletindo muito. Melhor escrever. Não pensar. Nesta terça-feira linda [também estou achando tudo lindo ultimamente] estava almoçando com amigos divertidos - alguns que eu não via há trilhões de anos - quando me peguei pensando na vida. Por que não fazer isso mais vezes? Não digo pensar na vida, mas sim almoçar e chorar de rir ao mesmo tempo. O time de jornalistas que estava reunido, representando casualmente os três jornais impressos da cidade, deveria ser um time de imitadores. Olha aí outro bom negócio. Nesta época em que a comédia stand up está bombando, e os jornalistas estão evaporando, eles se dariam bem. Eu não tenho especialidade neste gênero. Só ouço e me divirto! É a minha humilde contribuição.
Aliás, um gaúcho, lindo, de 2 metros de altura, contribuiu para melhorar a minha semana, liiiinda. Bah, está tudo lindo, chê! O conheci numa segunda-feira tristonha que terminou lindamente. Troquei duas palavras com o gaúcho e já fiquei feliz. Ah, Paula Fernanda, como você se contenta com pouco! Hoje, trocou uma palavra com ele [menos que ontem], e também já voltou feliz pra casa.
A surpresa deste dia lindo foi uma ligação inesperada, que começou assim, quando tocou o telefone ao meu lado, com aquele som tradicional, irritante:
{eu} _ Redação, Paula, boa tarde!
{a voz} _ Boa tarde, eu gostaria de falar com a Márcia.
{eu} _ Você sabe de qual departamento ela é?
{a voz} _ Da redação.
{eu} _ Desculpe, mas não tem nenhuma Márcia na redação. [pensei: tem em outro jornal... mas não falei nada]
{a voz} _ Quem é?
{eu} _ Paula.
{a voz} _ É a Paula Fernanda [assim mesmo, perguntou por nós duas], que tem um blog?
{eu} _ Ahmmm, acho que sim. Quem é?
{a voz} _ O Santiago. Carlos Santiago. Eu leio sempre seu blog!
{eu} _ Não acredito!!! É você mesmo???
Que lindo! O Santiago é outro amigo jornalista, ex-editor do JJ, e que também não vejo há um bocado de tempo [na verdade, anos...]. Agora está trabalhando em Cabreúva, mas mora no metro quadrado mais caro de Jundiaí. Desculpe, falei, mas é muito chique morar onde ele mora, embora o Santi não admita. Adorei saber que ele também é nosso leitor [da Paula e da Fer].
E pra terminar esta terça-feira de forma linda, trago um conselho: não assistam ao videoclipe da Lady Gaga [êta nome feio!]. Acho que ela não usa acessórios com enchimento, mas tem muita água oxigenada na cabeça e, neste videoclipe, especificamente, que nem vou dizer o nome da música pra não correr o risco de vocês procurarem, ela... digamos... chega "aos finalmente" com... outra mulher. Minha mãe adora assistir o Top 20 dos videos comigo, mas outro dia confesso que mudei de canal quando vi que seria a tal música da Gaga. Vamos botar um acento no lugar errado só pra enfeitar: Gagá. Bom, minha mamãe, aos 67, não é boba. Perguntou porque troquei o canal e tive de explicar o que ia rolar. "Bota logo lá que eu quero ver!", disse ela, após a minha [nada convincente] justificativa. Conclusão: a Paula que é boba?! Claro que é. E está respondendo a sua própria pergunta. É preocupante mesmo.
Uma noite linda pra quem passar por aqui e uma quarta-feira mais linda ainda pra quem vier me visitar nesta blogosfera. P.S.: O rapaz lá em cima, eu não conheço, achei no Google, mas vocês devem imaginar porque ele está lá no alto.
sábado, 11 de julho de 2009
Sutilmente
"Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite". Eu não. Ou melhor, hoje não. Com essa chuva lá fora prefiro curtir minha cama, assistir um bom filme, ouvir música, escrever... Bobagens, claro! E literalmente curtir minha única folga neste feriado prolongado. Amanhã, ao trabalho! De novo. Ah, todo mundo espera alguma coisa do domingo também, pelo menos quando se tem o dia livre... Se for o seu caso, aproveite!
Olha só, meu amigo Gilson Roberto diz que eu escrevo muito neste espaço, mas minha amiga Vic diz que ando escrevendo pouco, e que estou relapsa com o blog. Então, ficamos com a Vic e lá vamos nós falar asneiras. Mas eu devo admitir que o Gilson me ajudou numa pauta essa semana. Precisava descobrir para uma amiga alguma pessoa que não acreditasse que o homem foi à lua. E não é que ele tinha na manga um amigo? Bom, a gente só não contava que ele iria 'dar pra trás' [o amigo]. Portanto, se alguém conhece outra pessoa que não acredita em tal fato, é só me indicar. Precisamos entrevistá-la na próxima semana! E contamos que ela não "dê pra trás". Expressão maliciosa, né?
Acabei de ver na tevê o clipe da Beyoncé, na música "Halo". Eu continuava até pouco tempo sem saber a tradução dessa palavra, pois o Multishow não a traduz durante o clipe. Mas deixemos isso pra lá. Queria dedurar que a Beyoncé está com calcinha de enchimento nesse clipe. Juro! Ela está mesmo. A mulher aparece dançando de maiô, aliás, bem parecido com o maiô que ela baila em "All the single ladies". E dá pra ver claramente que o bumbum dela tá muito fofo. [Paula nunca achei que você fosse falar isso...rs] Mas é verdade! Nenhuma mulher tem um traseiro daquele. Reparem! Tenho um amigo em Portugal que é muito fã da Beyoncé, mas não vou citar o nome dele porque da outra vez que me referi a ele em outro blog, ele viu...
Por falar em dança, ainda não me conformo por ter desistido do Zouk. Eu, que sempre fui corajosa em algumas situações, só compareci a uma aula deste estilo. Então, comecei a ver alguns vídeos no Youtube e entendi porque desisti. Caracas! Gira demais. A gente fica com tonteira só de ver. Fora os abdominais que as mulheres fazem durante a coreografia. Ah, e tem que ter cabelo. Muito cabelo! Caso contrário, não tem graça. Mas, Paula, a explicação é uma só: você desistiu porque quase não andou no dia seguinte da aula de Zouk. E também porque ficou com medo. É isso. Mas essa mulher corajosa de pijama está fazendo o curso intensivo de dança nestas férias [férias pra quem?] de julho. Claro que não terá o Zouk entre os ritmos... Quem quiser ver um vídeo espetacular sobre esse tal ritmo que já falei algumas vezes no blog, aprecie este.
A última coisa que indico neste sábado à noite é a música nova do Skank. Muito bonitinha! Chama-se "Sutilmente" e diz assim, bem de mansinho: "E quando eu estiver triste / Simplesmente me abrace / Quando eu estiver louco / Subitamente se afaste / Quando eu estiver fogo / Suavemente se encaixe / Mas quando eu estiver morto /Suplico que não me mate / Não dentro de ti" [letra de Samuel Rosa e Nando Reis. Aqui, pra quem quiser ouvir]
Quantas vezes cheguei a dizer que algumas pessoas morreram pra mim...!? Mas nunca as matei de verdade dentro de mim. Por mais que tenham me feito sofrer, elas deixaram algo. E quando o tempo passa, vejo que sempre sobra algo bom.
Gente, achei que tinha terminado, mas eu preciso dizer que tenho de comprar outra cadeira pra sentar em frente ao micro. Confesso que está deixando meu bumbum dolorido. Pensando bem, uma opção seria comprar uma calcinha fofa igual à da Beyoncé pra amortecer... Não, não e não!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
A vida é o ponteiro do tempo
invadida pelo progresso em teu seio
Ele descansava no banco da praça seus 85 anos. Repousava o olhar no céu de brigadeiro, enquanto eu questionava algo sem importância. Os olhos atrás de grossas lentes vislumbravam um pequenino avião, ao longe, riscando o azul sobre nossas cabeças. As palavras silenciaram para que ele observasse a aeronave, com suas asas de águia, voando mansinho pela cidade.
Ele, fardado, tenente da Força Expedicionária Brasileira, apontava o céu com o dedo mutilado - lembrança da 2º Guerra Mundial, na Itália. No pescoço, o senhor de rosto amassado pelas rugas trazia um pingente de crucifixo dourado. Exibido com orgulho, feito um troféu, o objeto completará 60 anos quando agosto chegar. "Foi lembrança de um sobrevivente que encontrei numa igreja bombardeada na Itália", explicou Antônio, enquanto tentava manter linha reta com os militares do exército neste 9 de Julho. Em mim, seu Antônio causou uma revolução: a de olhar para a vida que acontece agora.
terça-feira, 7 de julho de 2009
O chinês, o Jorge e a comunicação
Estava numa loja outro dia, dessas em que a gente encontra de tudo um pouco, e por muito pouco, quando um chinês se aproximou. Tinha metade do meu tamanho e desembestou a falar. Chinês. Comigo. Achei meio surreal ele vir praticar a língua dele com essa pessoa que tropeça no básico do inglês. Será que tenho cara de quem fala chinês? Bom, não dei muita bola, imaginei que estivesse falando com outra pessoa, já que a loja estava cheia. Mas o pequenino não desistiu. Foi para o fundo do estabelecimento e, em alguns instantes, voltou com uma sacola cheia de artigos para eu ver. E continuou falando chinês. Dei risada. Não era possível! O cara estava mesmo falando comigo. Eu disse que não queria a mercadoria e então ele entendeu o "não, obrigada". Respondeu qualquer coisa e foi falar com outras pessoas, no seu chinês incompreensível. Será que já passou pela cabeça dele que, se aprender português, as vendas podem aumentar?
Problema de comunicação também foi o que houve hoje de manhã, em casa. A empregada estava passando pano molhado no chão, quando meu pai apareceu e levou o balde de água pra garagem. Antes fosse só água. Ele disse que ia jogar [não falou onde] e ela pediu que não jogasse. Mas ele jogou. Em cima do meu carro. Era água com álcool. E lá foi a Paula de pijama correr pra lavar o carro. Não reclamei. Estava precisando fazer isso mesmo. Afinal, o carro estava cheio de cocô de pomba e meu pai só quis ajudar, certo? Certo.
De carro limpo, fomos para a consulta médica. Eu já sabia decor e salteado todas as perguntas que ela faria ao meu pai. "Que dia é hoje?", "Em que ano estamos?", "Como chama esta cidade?", "Em que lugar o senhor está agora?", "Como chama isso [uma caneta]?", Que horas são?", "Desenhe isso", "Repita aquilo"... Enfim, de umas 15 questões, apenas 4 pontos para ele, que coçava a perna, escorria feito água pela cadeira, apertava as mãos, olhava pra mim... O problema de comunicação e compreensão dele é muito maior do que qualquer pessoa possa imaginar. Mas graças a Deus ele tem sua família. E hoje não vou lamentar nada.
Comunicação é tudo o que sei fazer. É minha especialidade [se é que realmente tenho alguma], pelo menos no Brasil. É meu trabalho. Música é comunicação. Ela fala comigo, eu viajo com ela. Poesia é o que sai da alma em forma de palavras. Um texto, uma crônica, uma frase, um título, uma legenda... O olhar é comunicação. Olhem hoje para as coisas e percebam o que elas querem dizer. A lua, no início da semana, estava um espetáculo. Talvez poucas pessoas a tenham visto.
Quem vem se comunicar conosco hoje é Jorge Vercillo, com a música "Eu e a Vida".
"Vem me pedir além do que eu posso dar / É aí que o aprendizado está / Vem de onde não sonhei me presentear / Quando chega o fim da linha / e já não há aonde ir / Num passe de mágica /A vida nos traz sonhos pra seguir / Queima meus navios pr'eu me superar / as vezes pedindo, que ela vem nos dar o melhor de si / E quando vejo, a vida espera mais de mim, mais além, mais de mim / O eterno aprendizado é o próprio fim / Já nem sei se tem fim / De elástica, minha alma dá de si / Mais além, mais de mim / Cada ano a vida pede mais de mim, mais de nós, mais além"
domingo, 5 de julho de 2009
I feel good!
Sabe aquele dia em que você acorda sorrindo à toa?! É... eu sei. É difícil. Mas aconteceu comigo. Na verdade, nada demais rolou na noite anterior, embora minha amiga tenha me feito tirar o pijama e sair de casa pra dar boas risadas. Tem dias que a alma acorda com um sorriso mesmo. Parece simples como um cabelo com escova progressiva. Amanhece lindo, liso, escorrido, ao sabor da brisa na janela.
Estava lendo há pouco uma reportagem da agência Estado sobre mulheres bem-sucedidas no trabalho, na vida, no amor. Elas administram ligações a respeito de negociações, pepinos no emprego, os filhos tirando dúvidas sobre aquela panela japonesa, atendem várias vezes ao dia o namorado/marido, e ainda encontram tempo para os filhos, a casa... Será que ainda acordam bem humoradas? Começo a acreditar que isso é raridade ou ainda não encontrei essa fórmula, que mistura vários desejos e os concretiza, com uma porção de felicidade, estilo self service. Sirva-se dela!
Mas pensando bem, as pessoas não têm os mesmos desejos, embora todos busquem felicidade. A sociedade parece cada vez mais individualista. Os casais parecem querer cada vez menos filhos [ou nenhum herdeiro], e os filhos, muitas vezes, constituem uma geração estranha, a de adolescentes rebeldes ou até alheios ao mundo. Dia desses li uma frase do tipo: 'se quiser um mundo melhor no futuro, pense na educação dos seus filhos, ou deixe herdeiros melhores'. Bingo!
Eu me sinto bem. Não tenho filhos, não tenho namorado nem marido. Não faço apologia à vida de solteira, mas às vezes acho que é a melhor coisa que existe. Talvez eu já faça parte dessa comunidade individualista e não perceba, talvez encontre um amor arrebatador na próxima esquina que me faça esquecer o quanto é bom ser avulsa, mas, por ora, acho que os solteiros é que sabem curtir a vida! Quando a gente se encontra assim, dá mais valor às amizades, sorri mais numa noite de sábado que terminaria em pizza, e até sonha mais.
Será que realmente importa ser bem-sucedida em todos os sentidos e não ter problema nenhum pra resolver? Então, que graça haveria? Temperar os momentos com pitadas de altos e baixos às vezes faz bem. Nos faz enxergar que a vida não é sempre pincelada em tons de rosa. E, nesses casos, a felicidade independe de estado civil.
especialmente para o blog. Adorei! [Rio de Janeiro, maio de 2009]
A mesma imagem, em tons azuis, está aqui.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Quinta-feira em pedaços
Hoje, 10h42, no mundo:
“Corinthians é campeão da Copa do Brasil”, “Repórter do CQC é jogado no chão do Congresso”, “Única sobrevivente do acidente de Comores chega a Paris”, “Enfermeira diz que recebeu ligação desesperada de Michael Jackson”, “Mega-Sena acumula”, “Produção industrial sobe em maio, mas cai em relação a 2008”, “Air France apresenta relatório sobre acidente do voo 447”, “Lei de fretados do Kassab vai afetar 1,5 mil jundiaienses”, “Estudante viaja com 39 escorpiões”, “Preso sai da cadeia para se casar e foge”, “Michael Jackson... [muito Michael Jackson! Será que alguém pode enterrar logo esse homem?].
De todo esse bombardeio de notícias, nenhuma vai afetar a minha vida. Mas a lei do Kassab me chamou a atenção. Por um lado, bom para os paulistanos, pois haverá menos ônibus fretado no Centro de São Paulo. Por outro, como farão meus amigos que vão pra Capital todo dia usando o transporte rodoviário pra trabalhar? Se vigorar mesmo, a partir de 27 deste mês, muita gente vai ter de se virar, andando de metrô, trem, ônibus...
Outra notícia que, de alguma forma afetou minha rotina, foi o Timão campeão. Sou tão torcedora, tão corintiana, que nem sabia que o time estava jogando ontem à noite, mas imaginei que houvesse alguma decisão importante, já que os fogos de artifício no meu bairro atrapalharam minha concentração, enquanto assistia a quinta temporada de Lost. Havia os clarões na ilha do seriado e os clarões dos fogos na minha janela. Só hoje descobri que meu time jogou e ganhou. “Ronaldo, brilha muito no Corinthians!” – já dizia um 'famoso' torcedor descoberto pelo Pânico na TV.
Hoje, 17h56, meu mundo:
Acabei de acordar. E por que foi que dormi? Por que estou de folga do trabalho, estava chovendo e não consegui assistir mais que dois episódios de Lost. Capotei. Também vamos dedurar que esta blogueira comprou a internet 3G da Oi, hoje, e não conseguiu instalar. Mas conseguiu tirar um nervo do lugar, nas costas, e ainda vai tentar ir à aula de dança. Pôxa, com esse friozinho, será que vai alguém? No início da semana eu pensei tanto em ir e fui. Chegando lá, não foi ninguém. Tive aula particular, de samba-rock para ladies. Como é difícil dançar só!
E o que seria de mim se não fosse meu cunhado?! Agora, 20h50, tenho internet banda larga. VIVA!!! Paulo Eduardo instalou o 3G para mim. Mas antes perguntou se tinha marmitex... Será que até ele anda lendo minhas besteiras?
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