Sabe aquela pessoa que você bate os olhos e pensa "vai ser meu amigo(a)?". Foi assim com grande parte das pessoas que me rodeiam. Às vezes você olha, desconfia, fica arisca, mas depois percebe que a pessoa é gente boníssima.
Minha história começou três anos depois do casamento do meu pai com minha mãe. Nasci no bairro da Ponte São João e, após muita brincadeira com codornas e gatos num quintal gigante, me mudei aos 8 para a Colônia. Aqui, continuo. Foi nesse bairro que conquistei minhas primeiras amizades, brincando na rua, de bets, ou de construir cabaninha no mato. Fazia piquenique, roubava amora, sujava a roupa... Minhas companheiras eram a Vanessa, a Roselaine e a Sheila. Também organizávamos bailinhos aos finais de semana, na garagem de uma das três.
A escola ficava a poucos metros. Íamos e voltávamos juntas. Foi na sala de aula que conheci a Luciana e a Elaine, duas doidinhas. São minhas grandes amigas até hoje, desde os 12 ou 14 anos, e continuam doidas adoráveis. Com o tempo, as primeiras coleguinhas que brincavam na rua comigo foram se mudando. Abandonaram o bairro e também nossa história. A Vanessa casou, tem um filho. A Rô e a Sheila, não sei dizer...
Na faculdade, já em Campinas, teve a Cíntia, a Vânia e a Vic. As três ocuparam espaço no meu peito. A Vic foi "amor à primeira vista". Éramos comparsas em muitas aventuras - desde encarar a aula de educação física [acho que éramos as duas únicas pessoas da Puc a fazer esta aula] até enfrentar o palco, nas aulas de teatro. Uma vez por semana, íamos a pé, cantando feito doidas, da Puc até a Unicamp - dá-lhe chão!!! No ônibus, as cantorias prosseguiam... A Cíntia simplesmente foi a pessoa que me recebeu no fretado, no primeiro dia de aula [confesso que eu estava morrendo de medo de levar trote, mas ela foi ótima]. A Vânia, de Itu, foi minha companheira quando me mudei para o período noturno.
Depois vieram as amizades do trabalho, de uma imprensa interiorana como um todo. Acho que nem vou citar nomes para não correr o risco de esquecer alguém. Enfim, me sinto abençoada por ter por perto pessoas bacanas, de coração bom e que realmente posso chamar de amigas.
Não poderia esquecer, claro, de todos os que passam pela minha blogosfera com frequência, mesmo conhecendo ou não. Jana, Vic, Luana, Lipe, Gustavo, Santiago, Daniel, Júlio, Eduardo, Fábio Manzini, Caio, Gilson e talvez outros leitores tímidos. Se esqueci alguém, me perdoem!
É a todos vocês, amigos de infância ou de uma esquina que rende uma estrada longa, que dedico este Dia do Amigo. Cada um tem a sua importância e me faz aprender muito. É uma honra contar com vocês, mesmo que seja por alguns minutinhos de leitura, algumas vezes na semana. Alguns recados são tão carinhosos, que nem sei como agradecer, principalmente nos meus momentos tristes. Espero, de coração, que tenhamos uma estrada sem fim a percorrer! E se eu puder citar uma música [de Dudu Falcão, na voz de Danni Carlos], diria que "meu mundo não está fechado pra visitação. e não aceito turistas". Tem de ser amigos - estes são bem-vindos à minha vida real ou virtual!
Um beijo do meu tamanho pra vocês.
5 comentários:
Amiga... que honra ver meu nome mais um vez no seu blog... ainda mais nesse dia tão especial!!!
Já escrevi num outro post (de maio) uma das definições mais bonitas que encontrei para amizade... E continuando vou colocar outro trecho Saint Exupèry em O Pequeno Príncipe:
"Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
Amiga, vc é única na minha vida.. E agora em "público" repito o que mandei por email: "obrigada por fazer o meu mundinho um lugar melhor pra eu viver"!
Te adoro!!
Beijos,
Vic
Que bonitinho... Gostei!
Beijos!
Feliz semana da amizade também, rsrs!
Que lindoooo!
adorei. obrigada por se lembrar de mim =)
beijos
Oi Paula, bom dia. Lembro bem de você quando nos conhecemos na redação: uma revisora que parecia tímida mas correspondia com um sorriso largo e um papo sempre gostoso, inteligente e interessante, às minhas 'puxadas de prosa'.
No fundo, você sempre foi essa pessoa leve, né? - com esse rosto de menina que, ora precisa de um mimo, ora é muito mulher, sim senhora! Um beijo carinhoso. Santiago.
Meninas, vocês sempre são bem-vindas!
Menino Santiago, gostei de "ora menina ora mulher" [sou essas duas mesmo]. Mas deixa o "senhora" pra lá... rs
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