sábado, 28 de fevereiro de 2015
November rain
Mais um novembro. Mais um ano. Poucas mudanças, muito crescimento. Comecei esse texto em novembro passado. O mês se foi, o ano também. Eis-me aqui em 2015, véspera de março. Hoje é o último dia de fevereiro, que bateu asas desesperadamente. Muitos acontecimentos fizeram os dias virarem as páginas rapidamente. Bons acontecimentos, finalmente!
O blog anda abandonado, por mera falta de tempo. Tempo, que aliás, não comanda mais o meu tempo. Tenho hora pra tudo e hora pra nada. Esse nada me consome em fazer muitas coisas ao mesmo tempo, como se não houvesse mais tempo pra coisa alguma. Coisa de doido? Não, coisa de quem sempre tem algo ou alguém para fazer acontecer, junto ou separado. Adoro individualidades.
Há meses não escrevia assim, solta, sem me preocupar com as letras, com o fato de ser ou não compreendida, ó Shakespeare. Tal qual Clarice, acho tudo isso uma bobagem. Essa coisa de ser certinha e precisar ter um sentido. Bah!. Estou e sou sem sentido. Mas tenho direção e sei guiar. Às vezes, me deixo ser guiada e sinto que isso é bom. Muito bom, quando o condutor sabe levar, não tropeça, não pisa no pé.
Hoje o vento está forte. A cortina na janela atrás de mim é lançada de um lado para o outro, assim como meu pensamento, sem foco, é jogado para lá e para cá. Desde que iniciei esse texto, em novembro, já não me lembro mais qual era o objetivo dele. Não importa.
Três meses se passaram e minha alma está mais leve. Sente-se completa e sem necessidade de explicações. Apenas é o que é. E isso basta.
A chuva já escorreu pela vidraça enquanto eu almoçava com meu amor. Detalhe que deixei passar sem me questionar. Só vi o chão molhado depois de a água despencar suavemente. E secar na mesma rapidez do tempo, que agora é brisa. Amanhã poderá ser iluminado!
Eis-me aqui, tempos depois, pra dizer que sempre é tempo de dizer qualquer coisa, por mais sem sentido que seja. Sempre é bom voltar, mas é melhor continuar a estrada e seguir em frente.
Em tempo: November rain é o título dado a este post, em novembro de 2014. Já é quase março de 2015, mas alguma coisa desse vácuo do passado ainda está aqui.
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