sábado, 29 de outubro de 2011

Agridoce

Tinha ouvido no rádio essa música e logo achei que era a Pitty cantando. Mas o radialista anunciou "Agridoce". Que raio de banda é essa? Pesquisei e, quem foi que encontrei? Pitty. A própria. Soube que ela e o guitarrista de sua banda, Martin Mendonça, lançaram um projeto paralelo, cujo nome é "Agridoce". Eles fizeram uma espécie de confinamento numa casa na Serra da Cantareira, para compor música e, assim, nasceu o projeto. A canção "Dançando", que vem de brinde por aqui, é o primeiro clipe lançado. Já o disco chega no fim do ano. Ou melhor, daqui a pouco.

domingo, 23 de outubro de 2011

Vou de bike!

A coitada estava encostada há uns 15 anos, ou mais, não sei dizer. Teve de ir para a manutenção e ganhou pneus novos, peças novas, enfim, foi revitalizada após anos de aposentadoria. Estreamos juntas numa ciclovia de 14 km (ida e volta), numa tarde que ameaçava chover. Eu não me importaria se o céu desabasse. Afinal, o calor estava de matar! Pedalamos, pedalamos e pedalamos. Eu seria capaz de chegar a Londres, junto com minha amiga Vic, que voou pra Inglaterra ontem. De novo. Mas só cheguei ao Parque da Cidade, em Jundiaí, na companhia de outra amiga adorável.

Recomendo este caminho, que liga o Jardim Botânico ao Parque da Cidade, num trajeto que compreende asfalto, paralelepípedo e terra (praticamente o deserto do Saara). Muita gente vai a pé, mas é longe pacas! Eu, que gosto de caminhar, teria de estar muito inspirada pra percorrer o trajeto completo. O fim de tarde compensa. Dá vontade de mergulhar na represa e abandonar a bike um instantinho.

A única recomendação: fique atento ao horário, pois a ciclovia fecha às 18h. Então, se você estiver no Parque da Cidade (que fecha às 19h) e quiser voltar para o Jardim Botânico (onde deixou o carro, por exemplo), após às 18h, sinto muito, mas não tem jeito. O portão fecha, ninguém avisa, e você fica preso num parque a quilômetros de distância do início do trajeto. Só em Jundiaí mesmo! Sempre faltaram placas nesta cidade. E ninguém dá informação de graça.

Bom, a aposentadoria não era só da bicicleta. A bike foi revitalizada, mas a proprietária, não. Que dor no corpo! Quanta ferrugem neste organismo...

Feliz aniversário, irmã!!!!! Valeu pela nossa corrida e
caminhada de hoje, mesmo eu estando acabada.
O que a gente não faz por uma irmã
que está ficando mais velha???
Love you forever.

 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Quase anjos

Eram 8h30 e estávamos frente a frente. Eu com aquele sono do horário de verão. Ele com cara de quem gostaria de ouvir sobre o meu fim de semana. Falei bobagens, claro. Ainda estava um pouco incomodada com o pesadelo desta noite. O bate-papo - às vezes compreensível e em alguns momentos totalmente sem sentido - foi da roupa molhada que não seca no varal até o Canadá. E do Canadá decolou para a Irlanda. Da Irlanda, ele lembrou de me falar sobre Celtic Woman - um grupo que, até então, não havia chegado aos ouvidos da minha ignorância. Ele ficou estupefato. Mas eu não conhecia Celtic Woman.

Não convencido, botou o Blue-Ray pra tocar. Então surgiram as loiras com vozes de anjo. Uma canção mais linda que a outra. Fiquei encantada. Fiquei, eu, estupefata. Esse grupo da Irlanda é simplesmente demais. Confesso que eu conhecia uma música. Uma. (ouça Oronico Flow, peloamordedeus, pois você também deve conhecer!)

Quase pedi emprestado o Blue-Ray, mas eu não teria onde tocar. E acho que ele também não emprestaria aquela relíquia. Bem, passaram-se 40, 50 minutos e ainda estávamos ouvindo essas mulheres-anjos, que alcançaram meus ouvidos como uma fita de cetim que vem suavizar a alma.

Sinceramente, se eu fosse a um show delas na Irlanda, eu desataria a chorar. Ou, como diria meu professor de inglês, que me apresentou Celtic Woman nesta manhã, I would burst into tears.

Eis uma amostra, no vídeo abaixo, do show na Irlanda. E aqui vão outras canções tão lindas quanto:


Raise me up

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Rain


Pra quem gosta de chuva eis um vídeo bem legal para os ouvidos.


domingo, 9 de outubro de 2011

Happy beginning!

Assisti a um casamento homossexual na noite de ontem. Fui a trabalho. Mas me senti convidada. Dois homens, ambos 24 anos, disseram "sim" ao juiz de paz, e perante umas 200 testemunhas. Confesso: nunca vi um casal tão feliz. Tão emocionado. Tão cheio de amor a transbordar pelos olhos, pelo sorriso. Estavam muito mais felizes do que outros casais presentes à cerimônia, formados por homens e mulheres.

Fernando vestiu-se de príncipe, trajes azul marinho, detalhes em dourado, coroa na cabeça. Wesley, com o mesmo figurino, porém todo de branco e acessórios dourados. Declararam na frente de todos o quanto se amam e quanto desejam, em breve, adotar duas crianças. As famílias apoiam a união. São unânimes nos argumentos: "Se meu filho está feliz, isso é o que importa". (Concordo!)

O casamento teve direito a cavalo branco, digamos um cavalo-dálmata, que conduziu o casal até o tapete vermelho, disposto sobre a grama.  De mãos dadas, os noivos desfilaram pelo corredor entre os convidados e, tenho certeza, causaram inveja a muitos casais, que talvez estejam juntos por conveniência, não por amor ou por respeito - a base de uma união, como bem disse o juiz de paz.

Para Wesley e Fernando foi um casamento de sonhos! Como um conto de príncipes encantados que chegam num cavalo-dálmata, trocam alianças douradas, curtem a festa, vivem suas vidas intensamente esperando um happy end. Ou melhor, pra quem acabou de casar, que seja um happy beginning.