sábado, 28 de novembro de 2009
Crítica à crítica
Imagine a seguinte cena: você chega em casa e ele está lá te observando. Você sai e ele continua te olhando, com cara feia. Sabe que horas você sai, que horas chega, com quem chega... E, dependendo da ocasião, até que música gosta de ouvir. Um dia olha com cara de "você mora mesmo aí?" e, noutro, "por que esta menina estaciona o carro de ré?". Considerando tudo isso, qual é a vantagem de um vigilante 24 horas no seu bairro? A resposta é: saber da vida de todo mundo! Sejamos práticos, quando o ladrão quer roubar, vai fazê-lo com ou sem vigilante. Essa história de ter um BBB no bairro onde moro não me agrada nem um pouco.
Deu pra perceber que continuo sem paciência, né? Pois bem, sigamos neste estado, pelo menos esta noite. Estava lendo uma matéria sobre os erros dos artistas ao lançar tal música, tal álbum, fazer determinada turnê e por aí vai. Na verdade, era uma crítica à carreira dos Beatles, veiculada num jornal de grande circulação. Aliás, havia nomes conhecidos fazendo suas críticas pomposas. Pois bem (adoro dizer pois bem), discutir música não é a velha história de discutir religião ou política? O que eu gosto, outra pessoa pode não gostar. E o que eu não gosto, alguém sempre gosta.
Por exemplo, eu jamais ouviria Slipknot - embora já tenha ouvido pra constatar que foi ódio mortal à primeira vista. Nos dez primeiros segundos a música desse grupo quase explodiu meu cérebro. Devo ter ouvido apenas três músicas (basta! é o suficiente!), mas não teria coragem de fazer uma crítica destrutiva sobre esses rapazes ousados (e mascarados). Tenho um amigo que ama Slipknot, assim como milhares de pessoas também gostam.
Minha intenção não é defender os Beatles, porque nunca gostei das músicas deles mesmo. Só acho que criticar música é balela, perda de tempo total, pois falamos de gostos pessoais. Ou todo mundo é obrigado a gostar de Beatles, de Mariah Carey, Madonna, U2, Paramore, AC/DC, Michael Jackson? Enfim, realmente me 'enervou' a matéria, já que não preciso saber dos erros ou acertos dos Beatles. Será que existe mesmo certo ou errado na música?
Hoje estive num evento de rock. Então o organizador perguntou se eu gostava. Disse que não. Ponto final. Ele não me expulsou e eu não tive preconceito. Ali estavam pessoas que gostavam, oras. Não tenho nada a ver com isso. Às vezes, até tenho vontade de ser vocalista de banda de rock pra balangar o cabelo pra cima e pra baixo, chutar o ar, me irritar com o som nervoso das guitarras. Mas meu estilo musical é mais tranquilo e no meu repertório há muitos artistas calminhos. Só não vou dizer que gosto de todas as músicas deles. É tudo muito relativo. A vida, aliás, é assim.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Lost
Estou com tanta pressa, mas tanta, que mal o dia começou e já desejo que acabe. Por que a ânsia de passar pelos dias sem que os perceba? Por que essa vontade de ver o tempo escorrer pelas minhas horas, se esvair pelos minutos e se evaporar num segundo? Fim de ano traz este fenômeno à minha vida. Tenho impaciência, vontade de correr, gritar.
Quero um ano novo antes do Natal chegar. Quero a energia em meu sangue, antes dessa espera que me mata. Quero sair pela porta principal e encontrar um caminho que me leve a qualquer lugar. Qualquer lugar que me faça sentir melhor ou que pelo menos me faça dizer: "este é o meu lugar".
Não seria preciso me perder para tentar achar a saída. Não necessito buscar uma via de mão dupla, que me permita ir e voltar. Preciso apenas seguir em frente. O destino sou eu quem faço. A parada também. É isso o que busco, onde estacionar minha ansiedade.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Mais uma flor no meu jardim
Fiz 33 anos no dia 22/11. Pela numerologia, isso deve significar alguma coisa. Tomara que seja boa coisa! Confesso que para mim não simboliza nada. Gosto de números, mas não tenho habilidade com eles, nem superstições nem sorte ou azar.
O que venho fazer hoje neste cantinho é deixar uma mensagem de Shakespeare para vocês e para mim. Para vocês que fazem parte da minha vida e para mim que tenho idade nova e continuo aprendendo a viver. Está bem aqui e a maioria já deve conhecer. Então, vale escutar!
A dica desta segunda-feira é o lançamento do livro do meu amigo jornalista Gustavo Beraldi, "Contos à máquina de escrever". A obra reúne 17 contos, dos quais li 16 porque ele não me mostrou o último. Só o que posso dizer é que o livro ficou muuuito bom! Está neste site, para quem quiser adquirir ou espiar as seis primeiras páginas.
Um beijo e ótima semana!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
As tais bolinhas
Ahhh, que chuva boa pra refrescar o feriado! Veio em boa hora. Boa hora pra dormir, já que há dias trabalho direto, sem folgar. Este feriado, portanto, foi indiferente. E cá entre nós dois, querido leitor, por que instituir um feriado para os negros e para os brancos não? Dia Nacional da Consciência Branca deveria existir também. Seria um certo preconceito contra os brancos? Ah, sei lá. Feriado não é dia de pensar... Nem de escrever! Mas estava com saudade do blog... Vou me deixar por aqui alguns instantes.
Olha só. Eu estava tão desesperada com a aparição do gatinho aqui em casa, em hora errada e no momento errado, que fiz a foto do bichano e postei. Só depois percebi que ele ficou horrível, o coitado. Era um menino [ou seria menina?] espuleta, que não parava um segundo sequer. Então tive que segurar o pescoço do garoto(a) e a foto saiu com os olhos esbugalhados. Aliás, um para cada lado. Quem é que ia adotar uma aberração dessas? Mas acreditem: ele(a) é lindo demais. Já achamos um dono pra ele(a). Puxa vida, deixei de reparar no sexo do gatinho.
Falando nisso, lembrei-me de um mico - um dos grandes que já cometi. Confesso, tenho uma coleção deles. Uma vez levei meu gato Said ao veterinário para castrar. O médico perguntou se ele já tinha bolinhas e eu disse que ia comprar. Eu ia saber que o veterinário se referia aos testículos?! Pô, fala sério! Caímos na risada. Fiquei roxa, claro. Ainda hoje minha família fica tirando sarro por causa dessa história. Mas convenhamos, veterinário que é veterinário deveria usar o termo correto, né?
De vez em quando também bato a cabeça. Minha amiga Vic presenciou isso na semana passada, quando fomos ao Vila Real - nova balada em Jundiaí. A casa é cheia de espelhos, frescuras... Tinha certeza que um dos espelhos era a saída. Não era.
Tô indo ler um livro agora. Terei de fazer, com prazer, uma crítica. Mas começo a desconfiar da minha capacidade mental/psicológica. Espero que ainda tenha restado alguns neurônios bons. De ruins já estou cheia! Meus tempos de loira também eram bem divertidos!!!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Doa-se urgente!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Vida pra ser vivida
Estou há uma semana distante de "Palavras ao Vento", dedicando tempo e atenção às pessoas que amo. Oração é um remédio poderoso e soube disso, mais do que nunca, nos últimos dias. Hoje, amanhã e sempre, é dia de agradecer a Deus por uma nova chance, um novo dia, e uma vida que ensina muito. Que seja ela eterna, intensa e maravilhosa enquanto dure!
Um beijo a todos os que passam por aqui e que fazem parte da minha vida.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Vento na lateral
"De tarde quero descansar / Chegar até a praia e ver / Se o vento ainda está forte / E vai ser bom subir nas pedras / Sei que faço isso pra esquecer / Eu deixo a onda me acertar / E o vento vai levando / Tudo embora..." (Renato Russo)
Quase tivemos um apagão por aqui esta semana, mas a blogueira tá de volta, com a cabeça fresca, após tomar um banho gelado durante o blecaute. Quem mandou deixar o banho pro fim da noite? Juro que foi engraçado. Como diria Jack, o Estripador, fomos por partes. Primeiro um braço, depois o outro, uma perna, a outra e as costas... por último, por um milésimo de segundo. Deu tudo certo. Fiquei rindo à luz de velas.
No último fim de semana, comprei e li mais um livro. Desta vez, o “Manual do Centro de Formação de Condutores”. Ontem, passei na prova do Detran pra renovar a CNH. De 30 questões, errei 4. Até achei que fosse errar mais, já que fiquei em dúvida em várias. Quer saber? Não é uma prova babaca. Algumas coisas que caíram no teste - que tem cronômetro e você fica vendo o tempo acabando enquanto tá pensando - não estavam no livro.
Encafifei com um tal de vento lateral. Se você está dirigindo numa rodovia e de repente depara-se com um vento lateral, o que deve fazer?
1) Abrir as janelas
2) Fechar as janelas
3) Abrir as janelas e reduzir a velocidade
4) Abrir as janelas e saltar de paraquedas [brincadeirinha...]
5) Reduzir a marcha e andar na velocidade que a situação exige
Eu sei, a pergunta é besta, mas eu não sabia a resposta. E não sei até agora. [Alguém me responde?] Chutei numa das alternativas que certamente errei. Podiam ter perguntado sobre vento no litoral, por exemplo. Coisas do tipo: se você está numa rodovia e começa a tocar “Vento no Litoral”, no rádio, o que está correto afirmar:
1) Que há muito vento no litoral, portanto, tenha cuidado
2) Que o vento está se deslocando para o litoral
3) Que haverá assobio no litoral
4) Que é uma música do Legião Urbana
5) Que a rádio é de samba e pagode
Bom, pulando essas partes, fui bem em primeiros-socorros, embora não considere a parte mais fácil do teste. Quer saber se vale a pena fazer o curso do CFC? Olha só, se tiver tempo e dinheiro sobrando, faça. Eu não fiz. Só estudei e fiz a prova. Aliás, minha CNH vence amanhã e ainda não fui ao Poupatempo solicitar a renovação. Pela Lei de Murph, algum policial vai me parar nos próximos 30 dias e pedir meus documentos. Quer apostar? Ah, essa também foi uma das questões que caíram no teste.
Inté!
domingo, 8 de novembro de 2009
Música velha, sempre nova
Eu quero saber o que é o amor*
Eu preciso achar um tempo
Um tempo para pesar melhor as coisas
É melhor eu ler nas entrelinhas
Caso eu precise quando envelhecer
Na minha vida
Só tem havido sofrimento e dor
E eu não sei,
Se eu posso encarar isso de novo
Eu não posso parar agora
Eu já fui longe demais
Para mudar esta minha vida solitária
Eu quero saber o que é o amor
Eu quero que você me mostre
Eu quero sentir o que é o amor
E eu sei que você pode me mostrar
Eu vou achar um tempo
Um tempo para cuidar melhor de mim
Não sobrou nenhum lugar para me esconder
Parece que o amor
Finalmente me encontrou
* Tradução de uma velha música, "I want know what love is", de Foreigner. Agora, com roupagem nova na versão de Mariah Carey, com piano no início da melodia. Ficou linda demais! Domingo nublado, cinza, nada melhor que música romântica. Afinal, eu também quero saber o que é o amor, mais uma vez.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Tempo de novembrar
Novembro está aí. E até parece que 2008 foi ontem. O Natal já marca território nas lojas e mais uma idade nova se aproxima. Com DNA envelhecendo, resta pintar o cabelo pra esconder os fios brancos. Já pintei, mas não me livrei dos fios albinos.
Me dei de presente, antecipado, um Chronus 30+ [para os homens não acostumados a essas frescuras, significa que o creme antissinais é para mulheres com mais de 30]. Ah, que triste! Não é pela idade, não. É que os conceitos vão mudando com o passar do tempo. Quando, em anos anteriores, eu ficaria feliz com um creme antirrugas?
Com a idade avançando sempre, graças a Deus, também voltei a um velho hábito adormecido: ver novela. Fazia tempo, mas agora estou vidrada em “Viver a Vida”, do Manoel Carlos. Aliás, nesta quinta-feira a personagem de Aline Moraes sofreu o tão esperado acidente que a deixará tetraplégica. Sabe que me surpreendi com as filmagens? Sério. Achei bem reais, bem produzidas. Valeu a pena esperar pra ver.
Outro hábito que já está se tornando velho, e talvez seja o mais estranho de todos, é saudar uma árvore todos os dias, no caminho para o trabalho. Sei lá, mas a danada capturou meu olhar. Se eu passar por ela, sem notá-la, parece que meu dia será péssimo. Já viram isso? Nem eu. Vai entender... Mas eu sempre gostei de árvore e esta, especificamente, fica perto da famosa "Ponte Torta", em Jundiaí. É tão grande que abriga um caminhão do Sedex, estacionado sob sua sombra toda vez que a cumprimento. Preciso saber a espécie dela, pelo menos assim posso
chamá-la pelo nome.
Sexta-feira chegou. Já dizia Henfil que a gente não pode esperar tanto este dia. Mas por que não, hein? Um beijo para quem passar por aqui e que o seu fim de semana seja gracioso como o desenrolar de uma fita colorida, desenhando formas no ar.
chamá-la pelo nome.
Sexta-feira chegou. Já dizia Henfil que a gente não pode esperar tanto este dia. Mas por que não, hein? Um beijo para quem passar por aqui e que o seu fim de semana seja gracioso como o desenrolar de uma fita colorida, desenhando formas no ar.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Revisitando Henfil
A VIDA
“Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho,
algo a ser ultrapassado antes de começar a viver,
um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar,
especial o suficiente para passar seu tempo;
e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;
Até que você volte para a faculdade;
até que você perca 5 quilos;
até que você ganhe 5 quilos;
até que você tenha tido filhos;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão, outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
até que você tenha terminado seu drink;
até que você esteja sóbrio de novo;
até que você morra;
E decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo.
(Henfil)
* Gosto muito deste texto do autor, mas por que esperar morrer pra ser feliz? Como é morrer e decidir ser feliz? Sei lá... Achei que tinha algo errado no final, mas todos os textos que encontrei na internet terminam assim. Mudam tanto o trabalho dos autores que às vezes a gente lê e nem percebe essas coisas. Ou às vezes era isso mesmo, só pra gente pensar.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Esconderijo
A noite vai ser boa! De muito calor, pouco sono, vontade de escrever e dançar. Como já dancei, vamos exercitar os dedos. Já vou avisando... Não é nada importante. Se tiver algo pra fazer, vai lá! Força. Mas depois dá uma espiada por aqui. Pra começar a conversa, quase sem assunto, que foto mais linda essa aí em cima, né? Não sei quem foi o feliz fotógrafo que capturou essa imagem. Recebi por e-mail, sem crédito. Ah, mas que bonitinha essa cena! É, eu sei, uma belezinha mesmo.
Vai, Paula Fernanda, começa logo! Ontem, feriadão, me deu vontade de me conectar ao mundo. Além do orkut, blog e flickr [já achava muita coisa], agora tenho twitter e face book. Até quando vai durar tudo isso? Sinceramente, não sei. Ando meio sem paciência.
Se estiverem de bobeira, sem fazer absolutamente nada, aqui vai uma dica musical tenebrosa. Vi na tevê no fim de semana. Pra resumir: estragaram o sucesso de Vanessa Carlton, “A Thousand Miles”, que minha amiga Teresa tem no toque do celular. Resumindo de novo: fizeram uma versão brasileira da música. E, pra começar, a letra diz que a própria cantora é linda e absoluta. E quem sou eu pra questionar? O videoclipe taí, pra quem quiser tirar a prova.
Outra dica de hoje, desta vez menos horripilante, é este site. Sabe aquele dia em que você está precisando de um calendário e não tem? Pois o site oferece várias opções/modelos pra gente colocar de papel de parede. Já escolhi o meu. Aliás, novembro é um mês que eu gosto bastante. Foi aí que minha história começou...
Sabe, gente, eu tenho andado bem triste. Tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo... Parece que as doenças encontraram morada em casa. Tá, eu disfarço bem. Mas lá dentro tem um vazio - e não é de fome. É de medo! Essa minha vida melancólica [nem sempre foi assim] me fez acabar de comprar o livro "Vivendo no Labirinto", indicado por uma médica, na semana passada. O tema? Alzheimer. Tomara que seja tão bom quanto "Sombras de Grace", que aborda a mesma temática.
Pra acalmar e desestressar, nada melhor que leitura e música. E esta canção, composta por Ana Cañas, é maravilhosa. Embora tenha uma letra breve, diz muito. Muito de mim, deste momento. Se chama "Esconderijo".
É assim [pra quem não puder ouvir]: "Procuro a solidão / Como o ar procura o chão / Como a chuva só desmancha / pensamento sem razão / Procuro esconderijo / encontro um novo abrigo / como a arte do seu jeito e tudo faz sentido / calma pra contar nos dedos /beijo pra ficar aqui / teto para desabar / você para construir"
***
P.S.: A última dica é visitar o site da minha amiga jornalista Rebeca Ribeiro, atualmente lá em Londres. Ela reuniu todas as suas belíssimas reportagens em www.rebecaribeiro.com. Vale muito a visita!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
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