quinta-feira, 24 de junho de 2010

Só vim aqui pra dizer...

 ... Quatro coisas. Mas no meio do caminho pode ser que surjam mais.

Florais. Quem inventou essa maravilha da natureza certamente está milionário. Sempre ouvi falar sobre os benefícios dos florais, a longo e curto prazo. No meio jornalístico, então, é quase um lead, obrigatório. Conseguiu fazer a primeira pauta? Toma floral pra aguentar as outras que faltam. Todo mundo aderiu às gotinhas. Inclusive eu. Há quase duas semanas venho "enchendo a cara", mas em doses homeopáticas, claro.

Cinema. Uma belezinha o filme "Cartas para Julieta" [Letters to Juliet], que se passa em Verona, uma província italiana na região de Vêneto. Não preciso dizer que as paisagens são belíssimas e que a história é romântica, certo? Mas o enredo consegue ser criativo e prende a atenção. Vale a pena conferir! "Nunca é tarde para o amor", essa é a principal mensagem, que me deixou num clima meio nostálgico. Mas já passou.    

A copa do mundo é nossa... Será? Bom, amanhã será o primeiro jogo do Brasil que acompanho em casa, na paz do meu lar, sem estar trabalhando. Na África, as crianças estão em férias escolares por causa deste mundial e, consequentemente, mais expostas a vários riscos - um deles, a exploração sexual. Eu já tinha achado um absurdo o Brasil parar na hora do jogo [até supermercados 24h fecham!], o que dizer de um país que decreta férias escolares? É o fim da picada.  

Blog. Uma dica para quem gosta de jornalismo é acompanhar o blog do Duda Rangel. Ele se supera a cada dia. Muito bom! Outro dia ele escreveu "O jornalista de cada signo". O de sagitário [esta que vos fala], ele descreveu assim: "adora pautas perigosas, como entrevistar um assassino lunático numa cela de prisão, sozinho [sim, eu gostaria!], ou assistir a um show da Banda Calypso, sem proteção para os ouvidos [não chega a tanto, Duda. Essa pauta não dá].

Disciplina. Era só isso o que eu tinha pra dizer. Quatro coisas.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Fenômeno vuvuzela



É quando meus gatos se escondem debaixo da cama
Minha cachorra desaparece do mapa
Meu pai solta um palavrão
Um enxame de abelhas invade a TV na hora dos jogos
E os ouvidos pedem socorro!


sexta-feira, 18 de junho de 2010

120 caracteres

A moda agora é escrever 120 caracteres. Acho tão pouco que quando se percebe, já acabou. E, afinal, o que eu tinha pra dizer mesmo?

Cento e trinta e um caracteres no texto acima e eu não disse o que tinha pra dizer. Acho muita sacanagem ter que poupar palavras.

E na segunda tentativa foram 129. Ultrapassei o limite de novo. Será que dá tempo de pelo menos desejar um bom fim de semana?

Se eu tivesse economizado quatro letras teria dado, mas novamente extrapolei. Quer saber de uma coisa?

ÊÊÊÊ!!! Foram 102. Agora eu posso finalmente contar. O twitter não é pra mim. Minhas palavras precisam de espaço, de liberdade, de asas.

136...


domingo, 13 de junho de 2010

Uma segunda chance


Ela abriu a porta e enxergou a vida com outros olhos. Uma menina segurava a boneca numa das mãos e uma caneca de leite na outra. O cachorro magricelo se estendia num canto da sala, deitado sobre o chão gelado. O inverno se espalhava pela atmosfera. Dava pra ver a chuva que deslizava pela janela. Dava pra ver o sol, que insistia em não aquecer aquela casa. Um homem beirava seus 60 anos. Beirava a sombra silenciosa de uma árvore. Sentava-se confortavelmente na poltrona com os pés esticados sobre o sofá. Dentro de sua cabeça, a idade era mínima. Talvez uns 7, 10 anos no máximo. Lia o jornal, correndo os olhos do início ao fim das palavras. Se um número avistasse, circulava com a caneta. Uma mulher e duas filhas. Era tudo o que tinha o homem. Quando a porta fechou atrás de si, um turbilhão de coisas adormeceu. Ela esqueceu o dia ruim que tivera, o desânimo que a perseguia, o estresse do trabalho, a rotina. Dentro daquela casa habitava um outro mundo. E ela pertencia a ele como ninguém. Era o seu casulo, feito de amor, feito de família. Beijou o homem, a menina e até o cachorro. Fez uma sopa quente, alimentou desejos de um novo dia, e que fosse melhor. Na manhã seguinte, ela abria a porta. Deixava para trás a família. Então, só Deus sabe o que a esperava. Ela caminhou alguns passos e sumiu na neblina que caía sobre a cidade. Era uma segunda-feira. Uma segunda chance caía sobre seus pés.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Se não houver portas...


dizia minha mãe na infância que eu tinha de ser bem educada, tinha de tratar bem as pessoas, tinha de ficar quietinha na igreja.
Ela dizia que eu tinha de ser uma boa filha, uma boa irmã para minha irmã.
Eu tinha de ser tanta coisa quando criança que cresci achando que tinha de ser um montão de coisa.
Hoje me perdi e já não sei o que tenho de ser para as pessoas acharem que sou alguma coisa. Aliás, elas não precisam achar porque eu tinha de ser, agora sou só eu, caminhando com as minhas próprias pernas. Sou uma pessoa que escreve o nome com apenas cinco letras. Simples assim. Sou quem eu quero ser, a qualquer hora do dia e da noite. Posso ser uma e ao mesmo tempo tantas - a que trabalha, dança, estuda, cansa, descansa, lê, ri, chora, fica triste, feliz, avança, tropeça, congela o tempo na parte que gosta.
Gosto de ser o grão de areia no meio da multidão que perambula pela orla do mundo. Gosto de ser a pequena peça que se encaixa numa engrenagem de vida que eu não sei como funciona. Mas funciona. Se não houver portas a abrir, eu desenho uma, ultrapasso-a na minha imaginação, crio o caminho, semeio flores, pinto um arco-íris e faço uma borboleta voar. Há sempre uma escolha ou várias. O que eu tenho de ser é humana. O que eu tenho de fazer é me vestir de mim mesma!

P.S.: Acabei de ler "Múltipla Escolha", da Lya Luft. O texto acima é inspirado no livro dela. Mas não se parece nada com a obra. 

sábado, 5 de junho de 2010

World Cup



Vale a pena ouvir "Waving Flag" - Música oficial Fifa World Cup South Africa 2010. E a Copa vem aí!!!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Escrever emagrece


Se queres emagrecer, escreve! Podia estar na bíblia essa frase. Aliás, quem a escreveu estaria magrinho, magrinho. E quem faz a revisão da bíblia, a cada nova edição, poderia ter o prêmio do emagrecimento. Já pensaram? Cá entre nós, eita trabalhinho chato a revisão da bíblia, hein! Os padres leem cada frase pra ver se está bem colocada ou se poderia ser simplificada ou ainda se teria outro sentido, outra interpretação. Já fiz matéria sobre isso. Não é nada interessante, acreditem.

Pois bem, na semana passada recebi um e-mail que dizia: "se quiser emagrecer, escreva". Me intrigou porque escrevo todo dia, toda santa hora, mesmo não querendo. É o meu trabalho, oras. Me pagam pra isso. Mas continuo engordando a cada ano. "Tenho que escrever mais?", pensei.

Depois da enganação, veio a explicação. Segundo o e-mail, de uma nutricionista que não vou querer lembrar o nome, as pessoas devem fazer um diário do que comem. Veja isso! E, ao final do dia, analisar o que comeram, percebendo exageros (ou não). Isso tudo, depois de alguns dias escrevendo, levaria à perda de alguns quilos. Ora, pois. Hãhã.

Então no meu diário blogal estaria escrito hoje:
# leite com café e bolachas, pela manhã
# macarrão ao sugo com salada de acelga, no almoço
# sobremesa: metade de um churros de doce de leite com chocolate
# um pedaço de chocolate da Teresa, à tarde
# um suco de laranja na casa da Vic, à tarde
# um chocolate quente, no fim da tarde
# sopa fervendo, no jantar
# 1 copo de água à noite pra passar o soluço [que frio!!!]

Analisando... Os exageros estariam no texto da nutricionista, claro! Chega a ser pecado não se empanturrar de coisas nesse friozinho. Quem é que resiste às guloseimas, me diz? Só não venha me dizer que escrever emagrece, pois eu gostaria de fazer uma lista gigante amanhã no meu "diário".