Voltar pra casa é a melhor coisa que existe. Mas algumas viagens parecem te convidar pra ficar mais tempo, e mais, e mais. Buenos Aires é linda. A arquitetura é imponente, impressionante. Voltaria outras vezes, com certeza, pra desfrutar de um tempo maior nessa gigantesca cidade.
A avenida 9 de Julho é um arraso! Oito faixas de veículos de cada lado. E coitado do pedestre que não sair da frente. Ô povo sem paciência no trânsito. Simpatia e gentileza são coisas que faltam nas pessoas. Mas não fui até lá para me importar com esses "detalhes".
Tive a sorte de conseguir visitar, em tão pouco tempo, praticamente todos os pontos turísticos. E meu preferido foi o bosque de Pallermo, com suas infinitas cores e flores. Um espetáculo da natureza. O Jardim Japonês também é demais, assim como o bairro da Recoletta e a Casa Rosada. Embora macabro, o cemitério me enfeitiçou. Visitei-o em dez minutos, porque ia fechar, e o porteiro ainda me deixou encanada quando fechou o portão e disse: "hasta luego". Hã? Como assim?
Cansada da viagem, dormi em vários momentos do show de tango -- resultado de um dia inteiro sem dormir e horas de ônibus de Rosário a Buenos Aires. Sim, tivemos o azar de nos deparar com o aeroporto de Buenos fechado para reforma. Então, nos restou pousar em Rosário, distante quase cinco horas de Buenos Aires. Na volta, a mesma coisa. Tá, sem comentários.
Ah, conforme recomendações, experimentei o bife de chourizo (gostei, mas não sei se pediria de novo); provei o sorvete do Freddo; comi alfajor Havana e andei quase a cidade toda a pé pra queimar as calorias. Também andei de metrô, ônibus e táxi. E fui encontrar o meu vizinho, que mora na rua debaixo da minha casa, no mesmo hotel que eu, em outro País. Um encontro inusitado no café da manhã.
É isso. Valeu a pena conhecer a Argentina. Só vou lembrar de riscar Rosário do mapa.
Bosque de Pallermo, um lugar gigantesco, com espécies infinitas de flores e cores