sexta-feira, 26 de novembro de 2010

El Ateneo


Ela é considerada uma das melhores livrarias do mundo e, assim por acaso, caminhando pelas ruas da charmosa Buenos Aires, topei com esse monstro de beleza. El Ateneo era um teatro, mas virou palco da literatura. O palco virou um café, e o café tem sabor de "aprecie exageradamente todos os detalhes".

É a mais linda em que estive. São três pisos, com escada rolante, cortinas vermelhas, vendedores desaparecidos. O esquema é: procure o que quer, adivinhe o preço e compre. Se for a Buenos Aires, vale a visita à livraria. É passagem obrigatória, nem que seja só para admirar. A literatura, em El Ateneo, se torna nobre. Parece coberta de ouro.

Não à toa, já foi considerada a segunda maior e mais bonita livraria do mundo. Se é verdade, não sei. Mas que é sensacional, isso é. De cair o queixo, como diria minha avó.


Algumas imagens, via google.

 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Do Lado de Cá - a música





O tempo tiquetaqueou

Do lado de cá a menina de pijama está colecionando mais um ano. São 34 no total, mas as velinhas do bolo contavam 18 aninhos. Daí, na festa de aniversário surpresa que organizaram pra ela, quiseram fazer a surpresa no escuro e, quando viram, as velas estavam invertidas para 81 anos. Epa!

Foi um barato a festa, três dias antes do aniversário do lado de cá. Apareceu gente que há muito tempo não aparecia. Chegaram abraços de longe, pessoas de toda-hora-a-gente-encontra e outras que nunca se vê por aí ao vivo e a cores. A iniciativa foi do professor Bandini [leia-se 'o amigo que todo mundo gostaria de ter', e eu tenho!]. A festa, portanto, foi no apê do lado de lá. A menina chorou na hora do 'parabéns a você'. Afinal, era sua primeira festa surpresa.

Do lado de cá, o tempo tiquetaqueou. Trin-ta e qua-tro. Dizem que os números pares são melhores. E a menina de pijama [exatamente como está agora, de pijama novo!] espera que seja um grande ano.

Apenas do 'amigo que todo mundo gostaria de ter' recebi presentes para curtir pelos próximos meses, quiçá para o resto da vida. Entre eles, o DVD "Sabrina", o livro "Os anos mais antigos do passado", do Carlos Heitor Cony, e o CD do Ney Matogrosso interpretando Cartola. Esses começarão a ser apreciados agora mesmo. Do lado de cá, Ney já está cantando "A sorrir eu pretendo levar a vida..."

E como no dia 22 de novembro foi o Dia da Música, indico a canção mais fofa dos últimos tempos. Elegi para o aniversário da menina de pijama novo. Chama-se "Do lado de cá" e você pode ouvi-la no próximo post.  

Um beijo daqueles que ultrapassam a tela do monitor e chegam do lado de lá. =^.^=

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

De volta!

Voltar pra casa é a melhor coisa que existe. Mas algumas viagens parecem te convidar pra ficar mais tempo, e mais, e mais. Buenos Aires é linda. A arquitetura é imponente, impressionante. Voltaria outras vezes, com certeza, pra desfrutar de um tempo maior nessa gigantesca cidade.

A avenida 9 de Julho é um arraso! Oito faixas de veículos de cada lado. E coitado do pedestre que não sair da frente. Ô povo sem paciência no trânsito. Simpatia e gentileza são coisas que faltam nas pessoas. Mas não fui até lá para me importar com esses "detalhes".

Tive a sorte de conseguir visitar, em tão pouco tempo, praticamente todos os pontos turísticos. E meu preferido foi o bosque de Pallermo, com suas infinitas cores e flores. Um espetáculo da natureza. O Jardim Japonês também é demais, assim como o bairro da Recoletta e a Casa Rosada. Embora macabro, o cemitério me enfeitiçou. Visitei-o em dez minutos, porque ia fechar, e o porteiro ainda me deixou encanada quando fechou o portão e disse: "hasta luego". Hã? Como assim?

Cansada da viagem, dormi em vários momentos do show de tango -- resultado de um dia inteiro sem dormir e horas de ônibus de Rosário a Buenos Aires. Sim, tivemos o azar de nos deparar com o aeroporto de Buenos fechado para reforma. Então, nos restou pousar em Rosário, distante quase cinco horas de Buenos Aires. Na volta, a mesma coisa. Tá, sem comentários.

Ah, conforme recomendações, experimentei o bife de chourizo (gostei, mas não sei se pediria de novo); provei o sorvete do Freddo; comi alfajor Havana e andei quase a cidade toda a pé pra queimar as calorias. Também andei de metrô, ônibus e táxi. E fui encontrar o meu vizinho, que mora na rua debaixo da minha casa, no mesmo hotel que eu, em outro País. Um encontro inusitado no café da manhã.

É isso. Valeu a pena conhecer a Argentina. Só vou lembrar de riscar Rosário do mapa.


Bosque de Pallermo, um lugar gigantesco, com espécies infinitas de flores e cores

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Se joga!

Como eu queria ter ido ao show do Black Eyed Peas & David Guetta, no Morumbi, semana passada. Por que não me programei? Por que não fui? Perguntas sem respostas que vão me torturar por um bom tempo. Mas tudo bem. Já passou. Vi uma parte do show no YouTube, e boa!

Lamentar? Só mesmo a viagem do próximo fim de semana, que minha amiga Vic não vai poder ir. Logo ela, que sugeriu o destino, se programou com antecedência, quis reservar o show de tango... Mas tudo bem. Ainda não passou. Vai passar. É sacanagem uma mudança no horário do voo, de última hora. Uma baita sacanagem. Mas nem tudo sai como a gente quer na vida. Trarei fotos e, claro, o famoso alfajor. Não vou esquecer! Se mais alguém quiser, deixe o nome na lista.

Essa história de que 'nem tudo na vida sai do jeito que a gente quer' tá me perseguindo ultimamente. Lá estava ela, até no livro que acabei de ler, "A Última Música", de Nicholas Sparks (aquele escritor que tem cara de tudo, menos escritor). Que livro lindo! Que história! Agora falta ver o filme que, já aviso, é de chorar muito.

Ah, é um livro lindo. Uma história belíssima. Essa mania de ficar usando exclamação é bobagem, como alertou um escritor famoso certa vez. Não há tempo pra ficar exclamando a vida. Tá certo. Vou me controlar. Mas é tão legal!!!

Só pra terminar, fica a sugestão desta música, de Flo Rida & David Guetta. É daquelas pra afastar os móveis da sala e dançar. Se joga! Nem tudo na vida sai do jeito que a gente quer. E essa fórmula, tenho certeza, vale pra todo mundo.

Bleeding Love



Eu amo essa música, da Leona Lewis. Essa mulher passou na fila da beleza 734 vezes ou gastou tudo o que tem em maquiagem. Assista ao video no YouTube, caso não consiga aqui.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Senhora foto


Do húngaro Bence Máté. Imagem vencedora da edição de 2010 de um dos mais importantes prêmios mundiais de fotografia, o Veolia Environment Wildlife Photographer of the Year.
Achei bárbaro.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Preciso de um band-aid



A margem de erro do meu coração
 é de 100 pontos percentuais
para mais, nunca para menos.


[frase de última hora, de resquícios de plantão...]

Plantão

Quem inventou plantão, qualquer tipo de plantão, mas especialmente o jornalístico, devia trabalhar em todos eles. Sem dó nem perdão. Também acho que só deveria haver chefe e não subordinados. Todo mundo seria chefe, todo mundo ia mandar e desmandar, além de fazer o que bem entendesse.

Um plantão normal basta. Um plantão de finados mata. Você sai de casa de madrugada pra percorrer, obrigada, todos os cemitérios da cidade. No primeiro, encontra um ex-caso seu, lá na capela do cemitério, esperando a missa começar. Quer algo mais bizarro que isso? Pra ajudar, o ex-caso tem um irmão gêmeo, que é gêmeo-gêmeo-gêmeo, entende? Idêntico mesmo. Você cumprimenta sem ter certeza se é o seu ex-caso ou o irmão do ex-caso. Eu, a rainha dos foras, não me atrevo a cumprimentar pelo nome numa situações dessas.

Depois de um fim de semana prolongado trabalhando e vendo defuntos - sim, porque na segunda tive pauta em velório - saí do mundinho estranho do "jornalismo" para o ambiente de um café bar. Horas de conversa com uma amiga querida, muito parecida comigo em questões existenciais e inexplicáveis. Mas a gente tenta decifrar todos os enigmas possíveis.

_ Ó, Paulinha, aquele de barba, tomando um suco, é bonitinho. Será que é gay?

_ Não duvido, Van.

_ Não dá a mínima pra gente.

_ Pois é...

E assim caminha a humanidade. Um dos melhores momentos desses últimos quatro dias foi a seleção musical de minha amiga Teresa, preparada especialmente para que eu curtisse neste feriadão. Adorei! O clipe abaixo também foi escolhido por ela. Sem comentários! Até combina com finados, "Here without you". A única diferença é que a música é ma-ra-vi-lho-sa.