domingo, 18 de janeiro de 2009

If I were a boy...

Domingo preguiçoso como essa tartaruguinha, no Zoológico de Itatiba.
Estava meio desanimada esses dias, até minha amiga dizer ‘pára com isso, se eu fosse homem casava com você’. Valeu, Rosa! Adoro seu bom humor, mesmo nos dias nublados. Até acho que esse blog deveria se chamar ‘bipolar’. É tanta confusão aqui dentro. Uma hora explode alegria e, noutra, tristeza. Se eu fosse homem, acho que tudo seria tão diferente, tão mais fácil. Ou, sei lá, se eu fosse tímido na mesma proporção que sou tímida, aí estava tudo lascado mesmo. Então, melhor ser mulher, ter cabelos longos para cuidar, maquiagem pra passar, roupas diferentes pra vestir, um blog pra falar asneiras e lixar as unhas enquanto escrevo. Se bem que as preocupações masculinas também podem ser banais. O César Cielo, por exemplo, tá preocupado com o modelo do maiô que irá usar na próxima temporada de competições. Vi isso na Folha, semana passada. Falta de assunto? Leia o Estadão. Desculpe, foi mais forte que eu. Se eu fosse homem ia ser difícil escolher com qual das minhas amigas deveria casar. Aliás, acho que nenhuma. Essa história de namorar amigo não dá certo. Amigo é sempre muito parecido no nosso modo de pensar. É quase irmão. Por isso muitos casamentos não dão certo. Ouço com freqüência as pessoas dizerem ‘meu marido virou um irmão’. Não critico. Mas não deve ser legal ter a seu lado uma pessoa que concorde em gênero, número e grau com você. Alguma pitada de confronto deve ter para temperar a relação. É igual a vida. Se não tivéssemos problemas pra resolver, no que iríamos pensar? Ser feliz o tempo todo deve ser muito chato. Mas a gente deseja tanto isso! Vai entender. Nesse quesito, homens e mulheres se igualam. Em tempo: Se eu fosse homem, ou If I were a boy, é o nome de uma música que eu adoro, da Beyoncé.

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