Acho que não tem exercício melhor para o cérebro do que dançar samba-rock. Caracas! Você vai para um lado, o homem para o outro. A velocidade é incrível. Sua perna esquerda quer ir para a direita, mas o cérebro tem de levá-la para a esquerda, programando um giro em seguida. E o homem... Ah, já não sei mais pra onde foi! Só sei que a gente deixa os pés paralelos, mas quase nunca vamos juntos para o mesmo lado. Dança doida. Dança gostosa. Feita de encontros e desencontros.
Ginástica cerebral também é achar um assunto para o blog. Acho viciante vir até aqui e não escrever nada. Parece desfeita. Há alguns anos eu tinha 'meu querido diário'. Escrevia nele sempre, antes de dormir. Serviu para alguma coisa? Nada. Só me ajudou a liberar a mente pra escrever qualquer coisa descompromissada, como agora. Raramente viro aquelas folhas de novo. Às vezes é bom dar uma espiada no passado. Mas, às vezes, não. Nem sempre é legal encontrar pessoas que ficaram eternizadas naquelas linhas. O que passou, passou.
Ano Novo, Paula! Lembre-se disso. Ainda não achei um assunto pra hoje... Estava lembrando de um cachorro maluco, grande, parecia um lobisomen, fofo. Ele veio correndo em minha direção hoje, no meio da rua, e pulou em cima de mim. Quase me espatifou no asfalto, enquanto eu tentava concluir uma entrevista. A cena foi engraçada. As 'pequenas' patas do bichão deixaram 'pequenas' marcas em mim. Será que ele percebeu que eu também era doida?
Falta de assunto dá nisso... Melhor dormir. O grilo em meu computador não cantou nenhuma vez hoje. Mas ontem a serenata foi demais. Estava a ponto de desmontar a CPU e jogar tudo pela janela...
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