terça-feira, 26 de maio de 2009

Não vai me abandonar hoje

Ando meio assim, tal qual este perfil da Sophia

Aqui dentro vive uma tristeza que eu não sei decifrar. Então, esse post vai carregado de alguns fragmentos dela, embora os assuntos nada tenham a ver com o meu "eu" neste dia. Também estou sem entender... Acordei sobressaltada, com as mãos no peito. Sonhara um sonho tão real, que me fez acreditar que eu tinha apenas um seio. Eram 7h30. Hora de levar minha mãe para fazer mamografia. Os sonhos estranhos, por mais que assim o sejam, parecem ter algo a ver com o nosso dia. Comigo, sempre é assim. Às vezes sonho com alguém que não vejo há anos e, durante o dia, acabo encontrando a tal pessoa na rua. É meio louco isso! Só que encontrei meus dois seios logo de manhã, graça a Deus. Cá estou meio triste. Sem motivo aparente. Me peguei rindo com a Rosa Maria há horas, quando esteve em casa de novo, mas sentia a angústia saindo pela boca, se dissipando no ar. Às vezes acho essa amiga mais louca do que normalmente é. Mas, enfim, o encontro 'divertido' vai resultar num passeio pela serra do mar, domingo. Preciso arejar os pensamentos, estendê-los ao longo da estrada, e deixar na natureza tudo o que me aflige. Hoje recebi a notícia do primeiro processo contra uma reportagem minha, publicada há seis meses. Sempre tem a primeira vez. E, o mais inusitado, é que a gente sempre espera esse dia. Estou tranquila, vou sobreviver. Não tiro a razão do rapaz. Todo mundo tem direito a se defender, inclusive eu. A última - e única - audiência de que participei, fora do trabalho, tratava de um acidente de trânsito. Fui culpada por literalmente "atropelar" dois motoqueiros [entenda que motoqueiro é o cara irresponsável que dirige uma moto, enquanto motociclista é aquele que pilota com carteira de habilitação e capacete. Estamos falando do primeiro caso]. Eu, que tinha habilitação e usava cinto de segurança, levei a culpa, paguei judicialmente, além de pagar a moto e o carro do papai - na época. Caso encerrado. Desisti da aula de dança do ventre, também na época, por conta do trauma dessa quase tragédia na porta do clube onde eu dançava. Embora não pareça, fiquei muito abalada emocionalmente, via a cena todos os dias, e ainda hoje evito passar pelo local. E também não devo dizer que sou coitadinha nessa história, porque os babacas racharam a cabeça, quebraram a perna e outras coisa mais... Agora aguardemos essa novidade no trabalho, bem mais branda, eu diria. E nada de sangue (eu espero!). Pelo menos serviu pra agitar minha monótona semana! Bom, a tristeza não vai me deixar hoje. Terei folga nesta quarta, após trabalhar 10 dias seguidos. Espero recuperar energias e voltar mais animadinha.

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