2013 foi o ano das redes sociais. Do exibicionismo. Das imagens de pessoas felizes, afinal, quem vai postar uma foto triste? Quem vai querer ser criticado em rede mundial? Quanto mais as pessoas se confraternizam pelas mídias sociais, mais futilidades aparecem na rede. É gente que precisa exibir o prato que come, a roupa que compra, o carro que adquire, a namorada que conquista, o restaurante em que está, o avião que vai pegar... É gente que conversa com a internet e infla como um pavão cada vez que recebe um "like".
Meu 2013 não teve nada virtual. Foi o ano mais denso da minha vida. Um ano de conquistas muito esperadas e uma despedida jamais desejada. Vida e morte me trouxeram lições e aprendizados. Foi o aniversário mais triste, o Natal de mais saudade, um ano de imagens inesquecíveis, boas e ruins.
Fiz a viagem mais longa da minha vida, em termos de distância, e a mais rica culturalmente. Sozinha, num quarto de hotel em que as pessoas não falavam minha língua. Venci o medo e foi a maior aventura desta jornada finita. A Irlanda era um sonho e fiz parte dele. Olhar as paisagens de Galway, que figuram de papel de parede neste blog, me fizeram acreditar que eu consigo, quando quero e tenho foco.
Foi um ano em que conheci pessoas maravilhosas. Reconheci as dificuldades de todas elas, assim como as minhas, e passei a admirá-las pela força de vontade de mudar, para melhor. O treinamento de neurolinguística "Você" ventilou em minha vida experiências que vou carregar para sempre. Me trouxe o perdão, a tolerância, a necessidade de identificar o que realmente tem importância e o que é irrelevante diante da vida. Coisas pequenas? Hoje sei diferenciá-las.
Uma grande amiga se revelou este ano e a pessoa que eu menos dava valor no trabalho segurou minha mão enquanto meu pai era enterrado. São coisas que mesmo no momento mais triste da vida, a gente nunca vai esquecer de quem ofereceu amparo, um ombro. Pequenos gestos mostram a grandeza das pessoas. Fazem você enxergar a pessoa que você nunca quis desvendar, talvez por orgulho ou preconceito. Naquele momento, hoje eu vejo, as pessoas que amo (e me amam) estavam ao meu lado.
Foi o ano de mais maturidade. Aquele em que colhi o que plantei. Fiz besteira, colhi sofrimento no sentido de relacionamentos. Fechei portas do coração, me abri a novas oportunidades. Com os erros, quero continuar aprendendo. Mas também quero errar menos. Deixar o certo pelo duvidoso? Lição mais do que aprendida.
Neste último dia do ano, Deus trouxe ao meu sonho o sorriso do meu pai. E eu acordei dizendo "pai", como se ele ainda estivesse ao meu lado, de camisa polo cor de rosa, jeans e óculos quadrado. Foi o melhor sorriso, o presente que faltava neste ano em que foi preciso dizer adeus. Sorrindo e com saúde. É assim que quero lembrar de meu pai. É assim que quero dizer 'até nunca mais' para este ano velho.
Amanhã é um novo dia. O primeiro de muitos que virão cheio de coisas boas! Feliz 2014!!!
Bem-vindo ANO NOVO!
No dia 21 de dezembro, o Tom chegou em casa, arrasando corações...
Meu menino-cat!

2 comentários:
Embora longe, saiba que sempre estará no melhor cantinho do meu coração, onde guardo os verdadeiros amigos! Bjão, menina Paula!
Oi, Gu!
Digo o mesmo pra vc, querido. Vc mora em meu coração. Beijos e não esqueça de ter um ano fabuloso!!!!
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