Foto feita pela Cris Hautz, em pauta na Câmara Municipal.
(Bom lugar para um nariz de palhaço, não acha?).
Neste dia juro que não tropecei!
Interessante observar como grande parte das pessoas tem medo de jornalistas. Entre ontem e hoje entrevistei três prefeitos da Região e todos parecem recepcionar a imprensa com sete pedras nas mãos. Depois do 'bom dia' seco e objetivo do prefeiturável de hoje, a conversa fluiu bem, o bate-papo sobre as expectativas para 2009 transcorreu tranquilamente, até o momento em que o fotógrafo pediu para o chefe do Executivo ajeitar a bandeira do Brasil em sua sala. Meu Deus, como ele suava! E nem estava calor pela manhã... A situação foi engraçada. Sorri por dentro. A expressão dele era de quem suspira: 'que bom, já acabou a entrevista'.
Ontem, foi minha vez de interpretar a 'jornalista atrapalhada' - não consigo imaginar como alguém pode ter medo de mim. Enquanto caminhava em direção ao 'prefeito do dia' para cumprimentá-lo, levei um escorregão e quase fui amparada pelo próprio prefeito! Acho que desta vez ele sorriu por dentro. Porém, a cena mais cômica envolvendo prefeituráveis ocorreu na posse de 2005, quando um deles resolveu marcar coletiva. Pra variar, eu e o fotógrafo chegamos atrasados e, enquanto eu passava em frente à mesa do prefeito (a entrevista já tinha começado), levei um tropeção daqueles! Caí sobre as cadeiras da sala e simplesmente interrompi qualquer raciocínio do prefeito, que pediu para eu tomar cuidado (não sei se comigo ou com as cadeiras...) Após voltar à minha cor natural, sentei-me quietinha ao lado do fotógrafo e, em alguns instantes, uma pilha da máquina fotográfica explodiu (nem me pergunte como!). Novamente a coletiva era interrompida e eu me segurei para não ter uma daquelas deliciosas crises de riso. Foi um dia pra ficar na história. Me lembro de voltar para o jornal, já dentro do carro, com dor de estômago, de tantas gargalhadas.
Sem contar o dia em que fui escalada para ir ao cemitério de Campo Limpo Paulista porque um defunto havia caído do caixão enquanto era enterrado... E não é que o morto estava pelado? Bom, não vamos brincar com o sofrimento alheio. Segure o riso, por favor. Mas eu juro que isso aconteceu!!! O 'causo' foi publicado no Jornal de Jundiaí há alguns anos. Interessante mesmo foi tentar ouvir a empresa que fabricou a urna quebrada e adquirida pela família do morto. O homem esbravejava exatamente assim, do outro lado da linha: "venha subir em cima dos meus caixões para ver se eles quebram!".
Peraí, eu peso só 55 quilos. Não precisava tanto, né? Mas eu quase morri de dar risada. E o dono da funerária quase me matou de verdade.
Um comentário:
haha. Perfeito! Quem nunca tropeçou num coletiva? Ou não se esqueceu de levar o filme, apagou uma foto importante sem querer ou não espirrou na cara do entrevistado? Adorei os relatos.
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