Cansei da poesia, essa ingrata
Que nem sempre vem para a minha vida
É só balela!
Às vezes sinto que piso em pedras
Ando em caminhos tortuosos
Adormeço em noites frias
Acordo em pedaços
Deito o olhar sobre a escuridão
Dos dias sombrios
Vago pelas estradas sem fim
À procura de ilusão
Você nunca aparece
Para me despertar do pesadelo
Que é viver sem sua imagem
Sem a sua doce presença
A poesia?
Não passa de uma brincadeira
Da vida para tirar de mim
O lirismo, a beleza das palavras
A luz de um dia que poderia ser feliz.
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