O vento sopra saudade
A noite começava a nascer
Naquela primavera resplandecente
Seu riso parecia o sol
Seu lábio, um convite
Seus olhos fulguravam-me
Espelhavam desejo, ansiedade
Minh’ alma renascia
Vibrava o instante de felicidade
O destino era certo para nossos lábios
Que se tocaram energicamente
Selando o sabor da volúpia
Da paixão amarga, insalubre
A primavera se desfez
Veio o verão, outono, inverno...
Você não voltou
O vento soprou saudade
Hoje seu beijo não é pra mim
Mas meu lábio espera o seu
Mais uma vez
Uma vez mais
(estou tentando te esquecer...)
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