segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Alcione

Uma das minhas entrevistadas prediletas... Por Paula Mestrinel Alcione afirma que aprendeu a cantar agora. Ou melhor, diz que aprende todos os dias e agradece a Deus pela sua voz. Mas se ela aprendeu a cantarolar recentemente, o que significam seus 300 prêmios ao longo de mais de três décadas sobre os palcos do mundo? Modesta e bem-humorada, a Marrom concedeu entrevista ao Jornal de Jundiaí Regional para falar do lançamento do CD "De Tudo Que Eu Gosto" (Indie Records), que também renderá um DVD nos próximos meses. Morando no Rio de Janeiro há mais de 30 anos, Alcione iniciará a turnê do novo show por lá. O lançamento será no próximo dia 9, na quadra da Mangueira. No dia 4 de outubro ela vem a São Paulo, para show no Tom Brasil. Em novembro, volta para o Rio, com mais duas apresentações nos dias 9 e 10, no CitiBank Hall. Após enumerar os shows que seguem até o fim do ano, Alcione respira fundo e admite. "Alguém tem que trabalhar nesse País, né?", brinca. Marrom garante que está num momento bom da sua vida. "Não tenho fases de felicidade. Sou uma pessoa feliz", confessa. Alcione nasceu na rua do Coqueiro, em São Luís, Capital do Maranhão, onde geralmente passa suas férias. Pisou pela primeira vez no palco, ainda menina, em um programa de TV. Na mocidade, trabalhou como vendedora numa loja de discos; passou uma temporada no Chile; cantou na noite muito tempo e foi para Europa, onde ficou dois anos e gravou o primeiro disco, há 35. De lá para cá foram dezenas de trabalhos e sucessos que se eternizaram no samba brasileiro. Agora, ela divulga o CD "De tudo que eu gosto" - composto por todos os ritmos que aprecia, desde reggae e forró até o samba, que corre em suas veias. "Muita gente me pergunta se eu não gostaria de cantar jazz, porque talvez tenha voz para o estilo. Mas eu nunca me arrisquei porque amo a música brasileira. Quem gosta de jazz tem que comprar os CDs da Aretha Franklin", sugere. Do começo ao fim, o disco é um presente de Alcione para os milhares de fãs. E para eles, ela deixa um recado: "Não comprem CD pirata meu, nem de ninguém. Espero que o povo de Jundiaí receba o meu carinho. E me aguarde!", diz ela, que vem a São Paulo em outubro. (setembro / 2007 - publicada no Jornal de Jundiaí Regional)

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