"Algumas estrelas permanecem ligadas pra sempre depois que colidem"
[de um autor que eu gosto muito!]
Nem sempre a gente tem um dia em que se possa dizer, com convicção, que não deu nada errado. Pelo contrário, deu tudo certo, desde a hora em que pulei da cama até agora, quando há um grilo se esguelando no corredor de casa. Arte do meu gato, que fica babando pelo inseto! Felinos...
Há muito tempo eu não ficava tão feliz. E quando a Ana me mandou um e-mail por volta das 16h, achei que eu ia transbordar de alegria pelos olhos. Um filme dos últimos dez anos passou pela minha cabeça, como se eu já estivesse olhando pra tudo com certa nostalgia.
Eu não conheço a Ana. Ela não me conhece também. Mas trouxe hoje a melhor notícia da última década. E não poderia ser num dia mais do que especial. Neste 1º de março completei 10 anos de jornalismo. Dez anos na mesma empresa. É praticamente uma outra família que vive fora de casa e quando um dos integrantes deixa a "embarcação", um mar de lágrimas se levanta. É... algumas vezes isso aconteceu. Pessoas muito especiais passaram pela minha vida e tocaram o barco em outros mares. São amizades inesquecíveis e que ainda as mantenho.
Pois bem... A Ana me ofereceu uma proposta tentadora. E eu teria de abandonar os últimos dez anos. Tocar meu barco, remar em outras marés, de águas doces, eu espero. Mas depois chegamos a um consenso de que este não é o momento. Uma nova proposta pode me trazer mais felicidade em breve e, de cara, gostei da Ana. Ela também gostou de mim. É mais um contato que se cria na profissão. Mais uma oportunidade, que abre as portas pra eu entrar.
Puxa, apenas a proposta me deixou tão feliz [acho que tô bem carente de felicidade]! E foi uma alegria tal qual a primeira, há exatamente 10 anos, quando me deram uma chance pra ingressar no jornalismo. Simplesmente um dia abençoado e nada programado. Sem esperar, acho que recebi mais "parabéns" do que no meu próprio aniversário. Engraçado isso. E uma delícia, confesso. É a família que vive fora de casa falando mais alto neste 1º de março.
Ana, você não terá acesso a este texto. Mas, ó, você foi a pessoa mais importante deste dia e levantou meu astral que já estava de pé. O-bri-ga-da! Pequenas gentilezas, grandes mudanças pra alicerçar as torres de dentro.

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