domingo, 7 de agosto de 2011

Breve vida

Foto: Google
Só hoje descobri que seu nome é plátano. Passei por ela diversas vezes, com uma admiração indescritível. Ela sempre me fez lembrar o outono europeu (que vejo por fotos) e me surpreendi ao encontrá-la em lugares diferentes da Argentina. Passei por ela uma vez e lamentei a ausência da máquina fotográfica. Na segunda vez, ela se multiplicou no chão. Cores e tonalidades que eu nunca tinha visto.

Passei por sua beleza uma terceira vez, ainda sem a máquina. Perdi a oportunidade de fazer a imagem da natureza. E lá ficaram as folhas de plátano, espalhadas pela calçada, fadadas ao vento, ao fim. Seriam em breve alimento de formigas, esconderijo de alguns insetos. Cumpriram seu tempo, o breve tempo de uma folha.

Na próxima primavera, ela renasce. Balança sua vida novamente no alto, entre os raios de sol e um plano de fundo azul. Muda de cores. Faz sombra a quem caminha a passos lentos. Depois de uma estação, despenca. Desprende-se. Ganha as asas da liberdade. E repousa no chão.


 Foto: Google

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