terça-feira, 2 de novembro de 2010

Plantão

Quem inventou plantão, qualquer tipo de plantão, mas especialmente o jornalístico, devia trabalhar em todos eles. Sem dó nem perdão. Também acho que só deveria haver chefe e não subordinados. Todo mundo seria chefe, todo mundo ia mandar e desmandar, além de fazer o que bem entendesse.

Um plantão normal basta. Um plantão de finados mata. Você sai de casa de madrugada pra percorrer, obrigada, todos os cemitérios da cidade. No primeiro, encontra um ex-caso seu, lá na capela do cemitério, esperando a missa começar. Quer algo mais bizarro que isso? Pra ajudar, o ex-caso tem um irmão gêmeo, que é gêmeo-gêmeo-gêmeo, entende? Idêntico mesmo. Você cumprimenta sem ter certeza se é o seu ex-caso ou o irmão do ex-caso. Eu, a rainha dos foras, não me atrevo a cumprimentar pelo nome numa situações dessas.

Depois de um fim de semana prolongado trabalhando e vendo defuntos - sim, porque na segunda tive pauta em velório - saí do mundinho estranho do "jornalismo" para o ambiente de um café bar. Horas de conversa com uma amiga querida, muito parecida comigo em questões existenciais e inexplicáveis. Mas a gente tenta decifrar todos os enigmas possíveis.

_ Ó, Paulinha, aquele de barba, tomando um suco, é bonitinho. Será que é gay?

_ Não duvido, Van.

_ Não dá a mínima pra gente.

_ Pois é...

E assim caminha a humanidade. Um dos melhores momentos desses últimos quatro dias foi a seleção musical de minha amiga Teresa, preparada especialmente para que eu curtisse neste feriadão. Adorei! O clipe abaixo também foi escolhido por ela. Sem comentários! Até combina com finados, "Here without you". A única diferença é que a música é ma-ra-vi-lho-sa.

Um comentário:

Jana disse...

essa música é muito linda...