segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A vida que ninguém vê

Leitura - Virei a última página do livro mais surpreendente que já li da minha-jornalista-predileta-favorita-e-tudo-mais, Eliane Brum. Que coisa extraordinária! Histórias alinhavadas de vidas que ninguém veria se não fosse pelo olhar poético de Eliane. Aliás, eu não acreditaria nas crônicas-reportagens se não fosse ela a autora. São 23 histórias, narradas pelas palavras da jornalista."Por que uma frase só existe quando é a extensão em letras da alma de quem a diz. É a soma das palavras e da tragédia que a contém. Se não for assim, é só uma falsidade de vogais e consoantes, um desperdício de som e de espaço". Esse é o trecho de "Enterro de Pobre" que, com muito custo, escolhi como minha crônica favorita. Já tinha ouvido falar deste texto na pós-graduação, mas não tive a oportunidade de passar os olhos sobre ele até então. Só pra constar, o livro "A vida que ninguém vê" ganhou o prêmio Jabuti de Jornalismo 2007. Se vale a pena ler? Eu diria que é bom você não morrer antes dessa leitura. E aqui deixo um petisco, o início do texto que mencionei: "Não há nada mais triste do que enterro de pobre. Porque o pobre começa a ser enterrado em vida (...)"

Viagem - Redescobri Campos do Jordão no fim de semana. Devo admitir que a segunda impressão é a que vai ficar. Um charme aquela cidade! Irresistível os chocolates e os morangos-com-chocolate. Impossível não se impressionar com o sol quente do dia ou com o frio da madrugada. É quase um andar de mãos dadas com a primavera num dia de inverno. Isso mesmo! As flores de Campos me encantaram. Deram à cidade o colorido que faltava ao meu olhar. Uma pena que minha amiga Vic talvez não tenha reparado nestes detalhes devido ao mal-estar. Quem sabe não mereça uma segunda impressão?

Humor - Fazer comédia bem feita é um desafio nos dias de hoje. E telespectador que se valha sabe disso. Dá para contar nos dedos - e ainda sobram oito - os programas de humor na tevê que não riem da nossa cara. O primeiro é "A Grande Família", que eu a-do-ro e sou fã de todos os atores. Acho que nunca houve uma equipe de profissionais em tão boa sintonia. O segundo programa é "Cilada", com o Bruno Mazzeo, no Multishow. Ele é o cara! Os textos são muito bons.

Jabá - O jornalismo me decepciona, mas eu tenho fé, embora não saiba o quanto ela resistirá. Chegar ao ponto de ligar para o entrevistado e ver se ele quer falar "de graça" é o ó do borogodó. Ele fala. Daí o departamento comercial liga em seguida e oferece o anúncio. E se ele não anunciar o que acontece? A gente sabe como termina essa história. Sem história, claro.

Eu, Campos do Jordão e a poluição (até lá chegou!)

2 comentários:

Vick disse...

Com certeza preciso voltar e ter a segunda impressão... ;)
Beijos

lipe fonseca disse...

sobre jornalismo: que bonito que você ainda tem fé... eu virei ateu faz tempo, embora continue amando nossa profissão.

sobre A Grande Família: a-do-ro! acho o texto ágil, objetivo e de um humor muito eficiente. pra ser sincero, queria eu ter tido essa ideia antes.