segunda-feira, 22 de junho de 2009

Este minuto é do silêncio

Não consigo acreditar que não vou mais te ver, Du. Agora mesmo imagino seu rosto, mas sei que não vai mais me dar o beijo carinhoso de sempre nem o sorriso sem-vergonha. Não vai mais mexer no meu cabelo e não te encontrarei casualmente no corredor ou na escadaria da empresa. Foi estranho não te ver hoje no trabalho; angustiante perceber que você não estava almoçando na lanchonete da esquina; triste demais ver a sua foto na página policial. Chega a ser ironia do destino você virar notícia no jornal onde trabalha. Trabalhava. Levaram sua vida, mas não o seu sorriso da minha lembrança. Prefiro acreditar que você se foi por um tempo. Daqui a pouco vai reaparecer e lascar-me um beijo estalado na bochecha, como todos os dias fazia. Que brincadeira foi essa de morrer, Du? Que estupidez foi essa de te matarem?! Em tempo: Eduardo Borriero tinha a minha idade e foi enterrado hoje. Era meu colega de trabalho, amigo de muita gente, dono de sorriso e humor contagiantes. O levaram deste mundo, mas ele deixou algo em cada um que o conhecia.
"Te trago os meus versos simples, mas que fiz de coração"

7 comentários:

Vitória disse...

Por que inventaram a morte? Como diz Martha Medeiros, "morrer é um exagero"...

Garota no Divã disse...

Linda sua homenagem. Chorei mais uma vez.
beijo

Jana disse...

"É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais"

*** Legião Urbana

Beijo

lipe fonseca disse...

poxa, que triste
sinto muito...

Cintya disse...

linda homenagem Paulinha, exatamente o que estamo sentindo...o q vamos lembrar...

Temporal disse...

Ofereceu uma rosa. Que lindo.

Unknown disse...

Muito obrigada pelo carinho de todos!