Não consigo acreditar que não vou mais te ver, Du. Agora mesmo imagino seu rosto, mas sei que não vai mais me dar o beijo carinhoso de sempre nem o sorriso sem-vergonha. Não vai mais mexer no meu cabelo e não te encontrarei casualmente no corredor ou na escadaria da empresa. Foi estranho não te ver hoje no trabalho; angustiante perceber que você não estava almoçando na lanchonete da esquina; triste demais ver a sua foto na página policial. Chega a ser ironia do destino você virar notícia no jornal onde trabalha. Trabalhava. Levaram sua vida, mas não o seu sorriso da minha lembrança. Prefiro acreditar que você se foi por um tempo. Daqui a pouco vai reaparecer e lascar-me um beijo estalado na bochecha, como todos os dias fazia. Que brincadeira foi essa de morrer, Du? Que estupidez foi essa de te matarem?!
Em tempo: Eduardo Borriero tinha a minha idade e foi enterrado hoje. Era meu colega de trabalho, amigo de muita gente, dono de sorriso e humor contagiantes. O levaram deste mundo, mas ele deixou algo em cada um que o conhecia.
"Te trago os meus versos simples, mas que fiz de coração"
7 comentários:
Por que inventaram a morte? Como diz Martha Medeiros, "morrer é um exagero"...
Linda sua homenagem. Chorei mais uma vez.
beijo
"É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais"
*** Legião Urbana
Beijo
poxa, que triste
sinto muito...
linda homenagem Paulinha, exatamente o que estamo sentindo...o q vamos lembrar...
Ofereceu uma rosa. Que lindo.
Muito obrigada pelo carinho de todos!
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