Acordei com 32 anos sábado, com uma dor de cabeça que eu não merecia. Não bastasse a dor, logo cedo dei mal jeito no pescoço e travei totalmente. Mas nada conseguiu abalar as coisas boas do meu particular ano novo. O primeiro presente chegou um dia antes. Veio de uma pessoa que pouco conheço, mas que sempre me surpreende. Era um CD com a gravação de um programa de rádio em minha homenagem. Pelo terceiro ano consecutivo o apresentador Odair Cantamessa, da Rádio Difusora, me presenteia desta doce forma. Numa mistura que congrega música, poesia e literatura, lá está a Paula, retratada em versos e prosa. Que belo presente! Nem sei se mereço tanto. Junto com o embrulho estava uma carta da escritora e poetisa Yole Antiqueira, querendo me ofertar as coisas mais lindas do universo: o brilho das estrelas, a claridade do luar, o calor do sol ardente e a suavidade do mar. E continuou a listar: a beleza da rosa, o cantar do pássaro, a alegria da criança... Fiquei emocionada.
Já nos primeiros minutos da minha nova idade, recebi um telefonema especial. A voz macia como pêssego me fez companhia durante uma hora e meia, ao telefone. Embora estivesse longe, foi como se ficasse ao meu lado nos primeiros 90 minutos do meu aniversário. Adorei!!! Presentaço na madrugada. Se você estiver lendo esta página, saiba que me fez muito feliz, querido.
Minha melhor amiga estava no Espírito Santo, mas me mandou uma mensagem à meia-noite. Que fofa! Não me senti só, embora ela tenha feito muita falta.
As pessoas se acostumaram ao Orkut, então, recebi poucos telefonemas e muitos recados na minha página da internet, onde guardei mensagens lindas, de amigos distantes e outros bem próximos. O tempo ainda me presenteou com uma leve chuva, garoa de fim de tarde. Imaginei gotas de um suave perfume molhando delicadamente a janela do meu quarto e inundando o ambiente com o aroma de lírio. Tenho certeza que você, que me fez companhia na madrugada, teria tido a mesma sensação se estivesse por aqui... Aliás, a foto acima é em sua homenagem.
O único “eu te amo” veio de uma pessoa que eu já esperava que dissesse, pois eu também a amo infinitamente: minha irmã. Particularmente, não gosto de aniversário, especialmente o meu. Da mesma forma que não aprecio Natal e Ano Novo. São datas que me entristecem e não sei explicar o motivo. Mas este ano quero enxergar apenas as coisas boas acontecendo.
Êpa, a minha amiga mais doida, a Rosa Maria, também disse que me ama nos 45 do segundo tempo. Estava quase me esquecendo... E meu pai, em silêncio, me abraçou fraternalmente. Disse muito nesse gesto. O meu maior desejo neste dia é que ele ainda passe muitos aniversários comigo.
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