Parece incrível as façanhas do destino...
Analise essa situação: não é fácil decidir esquecer alguém que se ama. Não, não é mesmo. Normalmente tem de haver um bom motivo para extrair do coração aquele sentimento que a gente cultiva há um bom tempo, achando que vai vingar uma árvore frutífera e centenária. Pode até ser que isso aconteça, mas esperar 100 anos pra ver se vai mesmo se concretizar... Não dá. Há pelo menos um mês me dispus a esquecer alguém, tentando esvaziar o coração e deixá-lo livre para um novo amor. Quando estava feliz por alcançar quase todo o objetivo, eis que essa pessoa cruza o meu caminho e diz o que toda mulher gostaria de ouvir: eu te desejo, sonho com você, quero de novo o seu beijo, o seu abraço, me perdoa pelo que fiz ou não fiz...
Enfim, é preciso uma boa instrução (em nível elevadíssimo!) para entender o universo masculino e também para decifrar os códigos mais complicados do ser humano. Durante alguns anos essa pessoa pôde me dizer tudo isso e não disse. Podia me ter, não teve. Agora, que a vida dele está ajeitada, inclusive com o coração preenchido por outro amor (que não é o meu), despeja as frases mais lindas em meu ouvido.
É tarde, baby. Quem sente muito sou eu. O amor que eu tinha por você virou poeira e desfez-se com o vento. Sim, eu te amei. Te amei intensamente enquanto você me ignorou e me fez sofrer. Agora chegou a minha vez de ser feliz, e vai ser sem você. Quem sabe numa outra vida a gente acerta o passo. Nessa realmente não deu para caminharmos juntos.
Paula Mestrinel
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