O gato também é arte. Não é gato em Embu das Artes.
A semana quase sempre termina na quinta-feira para mim. A sexta é diferente, trabalho diferente, horário diferente, pagamento diferente, acordo meio assim... Diferente. E sei que terei muito trabalho... Pela frente (só pra rimar, talvez dê samba). Então eu me descabelo pra fazer tudo numa semana de quatro dias o que eu faria em cinco, perco a aula de dança (tudo bem, era o Zouk!), volto pra casa com os olhos embaçados e me pergunto o que fazer com o que sobrou da quinta-feira, tirando o trabalho. A resposta é sempre péssima. Então venho blogar. Meu Deus, já estou aderindo a esse 'verbo'! Daqui a pouco eu blogo, tu blogas, ele bloga. Ou como diria meu amigo Jeff, eu tango, tu tangas, ele tanga, nós tangamos. É que ele me chama de tangueira - aquela que dança tango. Blogueira é quase a mesma coisa, uma conjunção de termos estranhos que nascem na internet todos os dias.
Escrever com sono é nisso que dá. Não sai nada que preste. Ontem à noite a Rosa Maria, minha amiga mais louca (terapeuta, claro!), veio em casa pedir ajuda com a revisão de um texto sobre desenho gráfico. Apresentou-me uma apostila de trocentas páginas, elaborada pelo chefe dela, e que deveria ser corrigida para anteontem. Então nós começamos a ler e quando viramos a primeira página não sabíamos do que o homem estava falando. Hein?! Enfim, iniciava na pré-história e seguia falando sobre a régua, inclusive descrevendo-a centímetro por centímetro, assim como o compasso, a borracha, o lápis e, pasmem, o apontador. Coisas do tipo: aprenda a técnica correta de apontar um lápis. Foi uma experiência interessante, mas nós terminamos a noite falando de ex-namorados, de amores impossíveis, do príncipe que não aparece nunca, das viagens divertidas que fizemos na época em que dávamos aulas juntas (tínhamos férias em janeiro, julho e dezembro...imaginem!) e coisas do gênero. Com a Rosa, mesmo quando o assunto é sério, a gente ri.
E falando dessas amigas que não aparecem sempre, encontrei a Vanessa, amissíssima de infância. Estava caminhando até a Festa Italiana quando ela apareceu. É sempre emocionante o nosso reencontro, coisa de amigas que se gostam desde sempre. De apertar até sair lágrima, sabe? Veja só, ela virou para minha mãe e disse que nunca vai esquecer que ia à minha casa para receber carinho. Ela invejava o amor que minha mãe tinha pelas filhas, pois não recebia a mesma atenção em casa. Pô, Vâ, até minha mãe chorou! Infelizmente, anos mais tarde, houve uma verdadeira tragédia com a mãe dela e hoje essa amiga tão querida entra e sai de depressões. É uma guerreira! Vítima da saudade de quem foi embora cedo.
O Gilson também não vai ficar fora dessa. Depois de tanto tempo sem vê-lo, apareceu com uma caixa de chocolate. E não foi qualquer chocolate. Era Sensação, meu predileto. Caracas, como ele lembrou? É dessas raras pessoas que se casam, ocupam-se com as crianças (três gatos e um cachorro), mas não se esquecem das amigas, nem que seja numa sexta-feira, quando tudo parece ser diferente.
Dá até pra brincar de Paula Toller, né Paulla Mestrinell? "Amanhã é 23, são oito dias para o fim do mês... Faz tanto tempo que eu não te vejo, queria o seu beijo outra vez..."
Seja bem-vindo, ó grande e poderoso dia que antecede o sábado!
"Nunca peça aos deuses aquilo que você pode fazer por você mesmo"
(li isso em algum lugar essa semana e achei bonitinho)
Um comentário:
cara Paulla, adoro quando falta apenas oito dias para o fim do mês. é uma ótima data para se reencontrar grandes amigos distantes. e quando chegam com chocolates, meu deus!, a sexta vira de primeira!
montou o flickr?
eita, que demora, mulher...
de qualquer forma, bom final de semana.
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