segunda-feira, 15 de abril de 2013

Countdown


Como disse meu amigo, estamos em countdown para a aventura desta semana. E meu coração pulsa na batida desta música, "Girl on Fire", da Alicia Keys. Aquece o frio na minha barriga! 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Eu tomo conta do mundo

Foto: Paula Mestrinel

"Sou uma pessoa muito ocupada: tomo conta do mundo. (...) No Jardim Botânico, então, eu fico exaurida, tenho que tomar conta com o olhar das mil plantas e árvores e, sobretudo das vitórias-régias. (...) Só não encontrei ainda a quem prestar contas". [Clarice Lispector]

Clarice tinha um pouco de mim. Ou eu teria um pouco de Clarice? Os jardins do mundo me encantam, especialmente o do meu quintal, onde recentemente descobri quanta vida há nele. Tomo conta dos casulos e de suas lagartas, mas também das folhas que elas se alimentam e das flores que nutrem as abelhas. É agitada a vida no meu quintal. Toda hora tem visita, gente nova no pedaço. Bem mais movimentada que minha própria casa.

Ontem a lagarta marrom, ainda dentro do casulo, resolver fugir da árvore e caminhou pelo quintal com suas dezenas de patas. Ora, pois. Tenho vigiado a bichana há tanto tempo e agora ela abandona o jardim?! Não, senhora. Pus o casulo de volta na árvore. E ela tornou a fugir. E eu tornei a insistir para que ficasse. Achei uma folha linda, na qual imaginei que ela não teria problema para se pendurar. Dito e feito. Ela ficou. Ufa! A revolta da bichana, devido à poda da árvore, durou pouco. 

Em Santiago, no Chile, encontrei a vitória-régia da foto lá no alto. Clarice teria notado também. Por coincidência, minha amiga Vitória Regina (que recebeu este nome por conta da flor) estava comigo. Como diria Quintana, "o que mata um jardim  não é o abandono. O que mata um jardim é o olhar vazio de quem por ele passa indiferente".

Jamais passo "borboleteando" por um jardim. Reparo em tudo, em todas as minúsculas vidas. Observo a fileira de formigas e até as gotas de chuva deslizarem pelas folhas. Nessas coisas tenho mania de repousar o olhar. E essas coisas eu sinto que fazem cada vez mais parte do meu universo. Sensação de que a natureza me pertence e eu a preservo.

Eis algumas imagens que fiz dos jardins por aí afora:

















Nas imagens: Jardins de Itu, Buenos Aires, Viña Del Mar/Chile e Cancún



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Go, go, go, go...

Tenho cantado essa música de Colbie Caillat, que eu adoro. Achei que eu cantasse sozinha, mas na minha última viagem, uma amiga deu um show no chuveiro. Tem louco pra tudo. Tem gente feliz o tempo todo. 

If you wanna leave then just go
Cause I can't get no sun in your shadow
If you aint gonna love me and find me
Then I'm gonna turn the oter cheek and go, go, go, go...





Morde e assopra

Estamos de férias. De novo. Quer dizer, mais uma vez, pois "de novo" dá impressão que é toda hora. E férias é uma questão de escassez. Parece que escorre pelos dias feito água. Quando menos se espera, acaba. Bom, mas elas acabaram de chegar. Já viajei, já voltei, daqui a pouco vou de novo, e volto mais uma vez. Nunca precisei tanto descansar. Meu corpo tá pedindo socorro. E minha alma já saiu do corpo faz tempo.

Recebi um telefonema estranho um dia antes de minhas férias. Precisamos de um parênteses pra explicar. Ano passado um leitor do jornal em que trabalho encarnou comigo. E eu com ele. Sabe aquela incompatibilidade que rola de cara?! Pois é. Brigamos por e-mail. Foi feio. E ele me escrevia com cópia para o advogado dele, achando que a qualquer momento eu ia surtar e mandá-lo para aquele lugar. Foi por muuuito pouco. A vontade de escrever FDP me consumia dia e noite. E o homem me atormentou por dias! Então pensei. "Chega de discussão. Ignora, Paula. Um dia esse homem ainda vai te agradecer".

Ele passou meses sem escrever um e-mail sequer. Graças a Deus. Até que voltou. Dei a minha resposta automática: "Obrigada por escrever. Aguarde publicação de sua carta nos próximos dias". A história mudou. Começou a me agradecer. (hã?)  Partiu para "Prezada Paula" e, quando vi, já estava me tornando íntima. Então, voltamos ao ponto de onde começamos. Sabe quem me ligou pra desejar boas férias um dia antes de minha evasão? O cara! Se apresentou e disse que estava ligando pra agradecer minha atenção e que eu aproveitasse bem minhas férias, pois eu merecia (imagina a Paula boquiaberta). Ficou meia hora batendo papo comigo, como se eu fosse amiga dele.

Gente, o mundo dá volta. Nunca esse ditado foi tão verdadeiro. Quando uma pessoa pisa na bola comigo, já era. Pode esquecer. Eu não esqueço. Mas de vez em quando relevo. A vida é curta demais pra guardar raiva. E olha que esse cara me fez acordar de madrugada com ódio mortal!!! Tive até pesadelo. Credo. Agora somos "amigos". E ele me convidou até para tomar um café na empresa dele. Pelo amor de Dios, né? Não é pra tanto, mas ele me agradeceu e isso é o que importa. A profecia se cumpriu. Dizer "obrigada" às pessoas não dói.