domingo, 31 de julho de 2011

Além da vida

Ouvi o bater de uma porta, o badalo do molho de chaves. Um trinco se fechando, trancando o passado. Algo aconteceu. Uma tsunami passou pela vida. Uma onda gigante causou rebuliço, mas parece símbolo de mais um começo. Recomeço.

Isso é o que me faz pensar do filme "Além da Vida", que logo no início traz uma cena "impressionante", no sentido de ser uma das mais bem feitas que já vi, de uma tsunami na Tailândia. Matt Damon interpreta um vidente e Cécile de France, uma jornalista francesa, que sobrevive à tsunami. Um belo filme de Clint Eastwood. Com muitas portas abrindo, fechando e happy end.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tarja para piadas

Não entendo de futebol. Também não gosto. Mas ultimamente estava admirando alguém que falava de futebol de um jeito diferente e bem criativo. Ia além de uma bola e de uns caras (quantos mesmo?) correndo no campo. Tiago Leifert está de volta ao Globo Esporte, desde segunda-feira. Admiro a competência dele e seu jeito bem humorado de falar sobre esporte, ou mesmo sobre a hérnia cervical que teve no pescoço - por isso o afastamento do trabalho.

Senti falta do rapaz, que trouxe um novo ar ao jornalismo esportivo e, claro, todo mundo percebeu. Até eu, que nunca lia ou assistia qualquer coisa relacionada a este meio, passei a gostar de assistir ao programa. Como não torço (loucamente) pra nenhum time, nunca me senti ofendida com as brincadeiras ou piadas do Tiago. Mas ele aguenta a reprovação do público nas redes sociais e ainda satiriza os comentários. Um bom jeito de sair pela culatra.

Acredito que a parte mais legal do Tiago, no jornalismo, seja atingir seu alvo: um público jovem ou não, que tem a sua cara e sua linguagem. Vale conferir a entrevista divertida no Programa do Jô, na qual ele relata o filho que teve pelo pescoço ou o programa mentiroso de 1º de abril, além da intenção de colocar tarja avisando sobre piadas. Pra quem as leva a sério! Sou sua fã, Tiago Leifert.



terça-feira, 26 de julho de 2011

Valerie

Eu não era fã de Amy Winehouse, mas gostava de "Valerie", que até virou toque do meu celular.
Uma moça tão jovem se vai, uma voz tão linda fica.






quinta-feira, 21 de julho de 2011

O silêncio de um olhar

Ela acordou de madrugada. A gatinha arranhava a janela, do lado de fora, querendo aconchego do lado de dentro. Levantou, abriu a janela, e a danada saltou para a folia. A menina tentou dormir de novo. A gata fez do interior da casa um parque de diversões. Não imaginava quão veloz eram os ponteiros do relógio. Às 8h, o despertador tocou. Mas a menina já estava acordada há tempos, com um dorzinha profunda, incômoda, desde o início da semana.

Levantou pela segunda vez, e agora de vez, para começar o dia. Ligou o botão automático da vida e assim passaram-se as horas, se arrastando. Botou um sorriso no rosto. Ninguém percebeu que o coração da menina sangrava. Evitou conversas com os amigos. Fechou um novo contrato para ocupar mais o tempo. Falou apenas de trabalho.  Leu crônicas tristes sobre a morte e a saudade. Chorou.

Por um longo instante olhou em outros olhos. Emudeceu. O coração sangrou mais um pouco e naquele olhar repousaram a alegria e a tristeza. A certeza e a incerteza. A angústia da falta de diálogo. De palavras. Silêncio. A menina escreveu uma carta na mente e imaginou a entrega. Caprichou nos rabiscos, mas eles se transformaram em garatujas incompreensíveis. Tudo o que tinha a dizer era... Era algo intenso demais pra ser dito. Não havia palavras que pudessem descrever a dor e a paixão que sentia.

Os ponteiros do relógio giraram pelo dia até chegar a noite. A menina voltou para casa, ainda acompanhada de uma tristeza profunda. Não era uma companhia bem-vinda. Mas era a única que tinha naquela noite. Quando elas adormeceram, as lágrimas inundaram o travesseiro. A menina mergulhou em sonhos confusos. A tristeza velou seus sonhos e não despertou a menina para a realidade.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O turista em Jundiaí

A bolha assassina. Nome de um filme antigo, mas bem que poderia ser o nome do que tenho no meu pé. Uma bolha enorme, que me faz andar meio torta. Ou mais torta, sei lá. É resultado do passeio do fim de semana. Jaú. Ou melhor, o paraíso da mulherada que gosta de sapatos. Eu gosto. Mas não sou louca por eles. Mesmo assim exagerei no "consumo" e voltei pra casa cheia de sacolas. Domingão resolvi passear e bater pernas com uma das novas aquisições para meus pezinhos. Deu no que deu. A bolha assassina. Daquelas que dão choque na hora do banho. Mas tudo bem. Vai passar. Tudo passa nessa vida.

O passeio de domingo foi divertido. Falamos inglês, espanhol, português e enrolation. Minha irmã trouxe o Felix para almoçar em casa. É um alemão que não fala português, só inglês e um pouco de espanhol (minha salvação!). Daí fiquei encarregada de apresentar os parques de Jundiaí para o rapaz, além de levá-lo ao supermercado para comprar uma lista de coisas. Foi divertido! Especialmente pela barreira da linguagem, que eu acreditava ser uma tragédia. Foi melhor do que eu esperava. E também falo mais do que eu imaginava. O Felix aprende português rápido demais! E por que eu não aprendo inglês da mesma forma? Incógnitas da vida... Minha amiga Luciana, que também fala um pouco de inglês, nos acompanhou. E gostou da aventura.

Felix vem ao Brasil pela primeira vez e fica até setembro, trabalhando. Está numa felicidade só. E o mais engraçado é o dicionário dele em português, que ensina frases prontas como "eu tomei pinga" (tomou mesmo!), "sou rico e solteiro" ... e por aí vai. É um rapaz descolado. Dança, canta, faz piadas, se sente à vontade em qualquer lugar. Ficou impressionado, no caixa do supermercado, quando viu os garotos de um time de rugby comprando apenas bolachas Trakinas (as minhas preferidas!). Tá. Mas é que os jogadores compraram uns 30 pacotes da bolacha. E apenas isso. Supersaudável. 

Ah, e o alemão a-do-ra, e joga, futebol. Parava em frente a qualquer televisão que via, já que o Brasil enfrentava o Paraguai no domingo. Na hora dos pênaltis, fomos embora do supermercado. Felix quase surtou. Bom, mas acho que nem valeu a pena esperar o resultado do jogo, certo? Ainda mais vendo o Felix com a camisa do Brasil... Welcome!


Felix e Lu. Neste clique a bolha assassina já me incomodava


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Idas e vindas

Acordamos cedo. Bem cedo. Eu e ele. Estavam marretando o telhado da casa da vizinha, a poucos metros da janela do meu quarto. Era meu dia de folga. Levantei da cama contrariada. Ele, comigo. Tentei um acordo. Eu vou. Você fica. E quando já estava sentadinha no banco, olhando a paisagem pela janela do trem, lá estava ele. Comigo. Me perseguiu em cada cenário. Travou vários diálogos mudos. Sempre comigo.

De repente entra uma mulher segurando um guri com topete de jogador de futebol. Cheio de gel. Era a minha oportunidade de distração e de não enxergá-lo em cada paisagem da janela. _ Sente-se no meu lugar _ sugeri. Mas a mulher não quis. Me deu as bolsas para segurar e o garoto se agarrou às sacolas e à mão da bisavó. _ Vou descer na próxima estação. Obrigada. _ justificou ela. 

Chegamos à Estação da Luz. Ele ainda estava comigo. Andei sem rumo pelas escadas, catracas e becos. Devagar. Ele me acompanhou. Atravessei uma avenida. Subi uma passarela. Andei mais um pouco. Lá estava a rua 25 de Março, o lugar em que é impossível se sentir sozinha. Para minha surpresa estava bem tranquilo. Entrei em várias lojas. Tentei me distrair de novo. Mas ele estava comigo a todo instante.

Resolvi me estressar. Entrei na fila do McDonald's. Meia hora pra conseguir um lanche. Sentei com uma desconhecida. Recebi uma mensagem no celular, de uma amiga que estava tomando caipiroska em Porto Seguro (que chato!). Barriga cheia. Pernas em movimento. Fui até a Ladeira Porto Geral e aos poucos ele foi me deixando. Comecei a voltar. A voltar a ser quem eu era. Ou sou. Já não sei mais. Entrei em mais uma porção de lojas. Comprei presentes para os outros. Nada pra mim.

Na rua das Noivas, uma jovem me pergunta como faz para chegar à Estação da Luz. Ensinei. E assim conheci Paloma, menina de bom coração. Simpática. Falante. Sentou comigo no banco do trem. Me fez companhia até Franco da Rocha, onde ela mora e trabalha. Acabou de se formar em Nutrição. Espantou-se que me formei em Jornalismo há 11 anos (caracas, é tempo pra caramba!). Encarei como elogio o espanto dela. Desejei sorte a Paloma, que tem pressa de subir na vida. Na carreira. Vai prestar um concurso pra dar aula em curso técnico de Nutrição. _ E você, quais são suas pretensões? _ perguntou-me. _ Eu? _ desconversei. Tanta coisa pra dizer... Mas a profissão não era o que me incomodava naquele momento.

Paloma chegou à Estação Franco da Rocha. Disse que esperaria me ver um dia no lugar da Fátima Bernardes. Tá. Tá bom. Nos despedimos e a vi sair pela porta, no meio da multidão. Olhei a paisagem na janela e ele estava lá. Calado. Mas estava. Voltou ligeiro pra me acompanhar até Jundiaí. Até este exato momento.

Ah, pensamento!  Não me deixa nunca esquecer... O que não quero esquecer.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Onde é o seu lugar?

Foto: Paula Mestrinel - 20/09/2006


Perguntas e perguntas...
Respostas sem solução.
Hoje meu lugar é nesta paisagem.
Nos Lençóis Maranhenses.

Vontade de pisar na areia
Ouvir a mansidão das águas
Brincar de pega-pega com o vento
E deixar o sol queimar a pele.

Me deitar sobre uma esteira
Olhar para o horizonte
Descobrir caminhos
Lembrar de tudo de bom até agora.

Molhar os pés na lagoa cristalina
Refrescar a alma de prazer
Respirar fundo, fugir da rotina.
Fugir... Sempre uma boa ideia.

domingo, 10 de julho de 2011

Onde o amor está. Cilada?!

Acabo de ver o filme "Onde o amor está", com a excelente Gwyneth Paltrow em uma de suas melhores interpretações. "Country Strong", o nome original, combina mais com a história. Kelly Canter (a Gwyneth) é uma estrela da música country, mas está em fase de reabilitação (do álcool, do coração, da vida). Ama um homem, distrai-se com outro(s), lamenta  a perda de seu bebê e, vez ou outra, entrega-se nos braços da bebida.

É uma história de superação, ou pelo menos tentativa de superar algo que nunca será enterrado. Mas também é uma história como tantas outras reais, de ter medo de se apaixonar, de errar, falhar, ser esquecida. A trilha sonora é linda, especialmente para aqueles que apreciam música country. E o ator Garrett Hedlund (que interpreta o jovem cantor Beau no filme) é capaz de encantar qualquer mulher, seja pela beleza ou voz indiscutíveis.   

Eu diria que vale a pena ver. Foi indicado ao Oscar de Melhor Canção original e ao Globo de Ouro na mesma categoria, com "Coming Home", canção interpretada por Gwyneth Paltrow e escrita por Jennifer Hanson. Sim, a Gwyneth canta muito bem!

Eis o trailer, pra quem tiver curiosidade de assistir.


Outra dica é ver o filme brasileiro "Cilada.com", em cartaz nos cinemas. Bruno Mazzeo está impecável, como em todos os programas da série Cilada, no Multishow. Mas acho que pecaram por escolherem Fernanda Paes Leme para ser a namorada do Bruno. Sei lá, acho que não rolou "química" neste casal. Gosto mais da Débora Lamm, que interpreta a mulher do Bruno na sitcom brasileira. E dispensa apresentações ou máscaras. No seriado, Bruno é Bruno, Débora é Débora, e no cinema, Fernanda também é Fernanda.  Tá bom, vale a pena ver também. Ri à beça! Mais um trailer, portanto.


terça-feira, 5 de julho de 2011

We are the World



Tem que ver. Não precisa ler esta postagem. Mas precisa ouvir essa canção. Vinte e quatro músicos de Jundiaí se uniram em estúdio para gravar "We are the World", um dos clássicos de Michael Jackson. Ó, sem rasgar seda pra ninguém, simplesmente amei. Conheço o trabalho de grande parte deles e, cada qual, tem seu estilo musical diferenciado. Porém, neste dia, eles se sintonizaram na mesma estação. Eis o vídeo. Tem que ver! Tem que ouvir!