sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Momento musical

Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança
Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...
(trecho de Por Onde Andei, composta por Nando Reis)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Desejar...

"Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais, e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer..."
Comprei um guarda-chuva e deixei no trabalho, para estes dias em que a chuva chega de surpresa, estreia numa tarde sem fim. Mas hoje, quando começou a cair água do céu, desejei estar no meio da rua, descabelada, sentindo as gotas percorrerem meu corpo até inundarem minha alma. Desejei. Apenas desejei.
No outro dia, quando encontrei você no supermercado, me imaginei fazendo compras pra nós dois, arrumando os armários da nossa casa, fazendo um jantar especial e depois ver a lua se despejar sobre o nosso amor. Ah, como desejei!
Na semana passada, de segunda a sexta-feira, estive em consultórios de mastologista, oncologista, pneumologista e clínico geral. Notícias nem sempre boas, até que uma auxiliar de um médico me chamou e me entregou um trecho da bíblia. Dizia que "se houvesse doença na família, que o desespero não tomasse conta da gente". Desejei que aquela senhora tivesse um dia abençoado, uma vida abençoada.
Rafaella. É uma agenciadora de viagens que me ofereceu o sonho de ir pra Paris. É a Rafaella de um e-mail qualquer, que chegou à minha caixa postal, e disse que eu tinha três dias para fechar a viagem a um preço que daria para ir ao nordeste brasileiro. Medo, foi o que me deu. Mas desejei chegar à agência, com uma coragem que eu não tenho, e dizer a ela: eu vou! Desejei chegar a Paris sozinha, ficar uma semana comigo e com a Cidade Luz.
Às vezes a gente deseja demais, sonha demais, realiza de menos. Deixei que o guarda-chuva me protegesse de uma garoa que podia ter lavado meus pensamentos; que aquele homem fizesse as compras sozinho e fosse para uma casa onde não estou; que a senhora do hospital me presenteasse sem que eu desse algo em troca - um abraço que fosse; e que a viagem dos meus sonhos ficasse nos sonhos, não no meu cartão de crédito ou nas minhas próximas férias. Deixei de conhecer a Rafaella.
Às vezes me canso de fazer a coisa certa por achar que não era a hora certa. Me canso de fazer a coisa errada, e achar que estava fazendo certo. Me canso de mim, me canso dessas duas pessoas tão diferentes que habitam aqui dentro. Uma diz sim, outra diz não. Por que é que não existe um meio termo na vida da gente? Por que um 'sim' pode mudar tudo, da mesma forma que um 'não' pode acabar com tudo?
Se eu tivesse fechado o guarda-chuva...

domingo, 25 de outubro de 2009

Tudo que eu queria te dizer

Querida Paula,
Não gosto quando você fica desse jeito, no quarto, com um livro nas mãos, longe de todo mundo. Prefere ficar em casa a sair. Dá prioridade às páginas do que aos seus amigos. Devora uma folha atrás da outra e, quando vê, já acabou o livro. Tá certo, você está com conjuntivite, quase curada, mas não precisa se isolar. Se quer saber a verdade, eu adoro te ver deste jeito. Pra baixo, deprimida, sem ânimo. Te faço companhia e, então, você me valoriza, me reconhece. Há quanto tempo estamos juntas?! Eu, mais do que ninguém, te entendo, te compreendo, te escuto. Ouço o teu silêncio e me alimento dele. Por favor, não vá se animar agora. Aos domingos, você é minha.
Um beijo,
Solidão
A carta acima foi inspirada no livro que acabei de ler: "Tudo que eu queria te dizer", da cronista e escritora gaúcha, Martha Medeiros. É a terceira obra dela que leio e me delicio. Esta, no caso, traz várias cartas, nas quais a autora se coloca no lugar de alguém - pode ser da mulher traída, da mãe, da filha, do esquizofrênico, da prostituta, do padre, do demônio [que há em cada um], da adolescente, do machão... Uma obra e tanto, que ela define assim:
"O que você sempre quis dizer a alguém e nunca teve coragem? O que precisa falar de uma vez por todas, mas desiste, espera até chegar o momento mais apropriado? As pessoas que assinam as cartas deste livro decidiram não esperar mais. Absurdamente reais, trágicas, por vezes cômicas, devastadas por sua dor, cada uma das personagens deste livro atravessa um ponto de virada em suas vidas - e resolveu colocar suas cartas na mesa".
Excelente, esta é a minha definição.

Helena

Até poucos anos atrás eu só conhecia uma Helena. E ela morreu de Mal de Alzheimer. Eu não conhecia a doença, não sabia nada sobre essa demência, e me culpo pela falta de informação, ou melhor, pela ignorância. A minha experiência, péssima, não deve ser seguida por outras pessoas e, por isso, gosto de escrever sobre o tema hoje em dia, já que meu pai foi pego de surpresa com esta doença. Quanto mais informação, mais preciso será o diagnóstico, e também o tratamento.
Helena era a avó do meu ex-namorado. Namoramos durante quatro anos e, todos os domingos à noite, íamos à casa dela. Eu, que sempre tive minha avó longe, considerava dona Helena a minha avó. Ela era bem pequena, magrinha, olhos azuis atrás dos óculos de lentes grossas, sorriso fácil. Até hoje seu sorriso não saiu da minha mente. Dona Helena adorava assistir Silvio Santos e se divertia com o programa dominical do apresentador. Nos comerciais, buscava alguma guloseima pra gente comer, e contava suas histórias, sempre adoráveis.
Com o passar dos anos, ela foi ficando ainda mais sorridente. Ria de tudo. Lembro-me que uma de suas manias, já nesta época, era certificar-se de que a porta da cozinha estava fechada. Fazia isso várias vezes - exatamente como o meu pai faz hoje, com todas as portas e janelas. Dona Helena adoeceu muito rápido. "Coisa da idade", diziam. Para mim, que à época tinha pouco mais de 20 anos, também achava que devia ser coisa da idade [imperdoável, Paula!].
Ainda hoje a risada da dona Helena soa em meus ouvidos. Foi o riso mais gostoso que já ouvi. Contagiava. Mas logo essa alegria foi se apagando. Seus dias se passavam numa cadeira de rodas ou numa cama. Ajudei algumas vezes a dar banho em seu mirrado corpinho, participei das refeições, servindo-a, mas não me lembro do seu enterro. Em menos de dois anos, após acharem que 'era coisa da idade', ela morreu. Fiquei apenas com a imagem do sorriso de dona Helena - uma Helena completamente diferente destas que vemos nas novelas. Para mim, ela era um anjo em pessoa.
O namoro acabou há dez anos. Dona Helena morreu, provavelmente, em 1998, se não me falha a memória. Em 2005, meu pai começou com os mesmos sintomas: um sorriso que nunca teve antes, manias, esquecimentos, machucados, insegurança, escondendendo coisas... Não achamos que fosse "coisa da idade" e logo procuramos vários médicos, até chegar ao diagnóstico do Mal de Alzheimer, embora ele só tivesse 60 anos. Já se passaram quatro anos e o tratamento faz muito bem a ele. Mas é impossível parar a doença.
Prefiro pensar que dona Helena é mesmo um anjinho hoje. E, pela experiência que tive, não admito que ninguém diga que determinada pessoa está doente 'por causa da idade'. Isso realmente não existe! Quem ama, procura saber qual é o problema, trata, supera, vai em frente.
Não podemos deixar que a falta de informação nos contamine. Mais de 35 milhões de pessoas sofrem de Mal de Alzheimer atualmente e, segundo um estudo de uma universidade de Londres, esse número deve dobrar a cada 20 anos. Sinceramente, não quero correr o risco de minha memória falhar e, daqui 20 ou 30 anos, alguém achar que é coisa da idade. Quantas pessoas já devem ter morrido antes da hora, sem tratamento?! Não há cura para esta doença, mas o tratamento prolonga seus estágios, dando mais qualidade de vida à pessoa, além de abrandar os sintomas.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

E agora, José?

A única coisa boa da conjuntivite é ficar em casa. Mas não é nada agradável ficar com cara de choro ou parecer ter levado um soco nos olhos. Nem vou escrever muito pra vocês não correrem o risco de contrair esse transtorno. Aliás, acho que é a melhor definição da conjuntivite. Transtorno total.

Fiquem com palavras prontas, já que ando sem inspiração, sem vontade até de fugir.

"E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? E agora, você? Você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? E agora, José?

[Carlos Drummond de Andrade, trecho de "José"]

domingo, 18 de outubro de 2009

Olha o passarinho!

No meu micro não existe domingo, 18 de outubro. O calendário mostra sábado, 17. E amanhã, 19. Domingo, evaporou. Seria pane em função do horário de verão? Creio que sim, pois meu dia é bem real. Essa pessoa que vos escreve, também. Aliás, domingo foi dia de faxina nas gavetas. Devo ter jogado fora uns 10 quilos de papel. Explico: meu pai guardava contas de telefone, água, luz e outros serviços há mais de 10 anos. Achei uns boletos de 22 anos atrás. Puxa, eu era uma criança! Agora, controlo toda a organização da papelada e senti necessidade de ter mais espaço para essas coisas. Então, nada melhor do que jogar fora o que não serve mais.
Ontem mesmo joguei 23 fotos minhas. Minha mãe não acreditou que eu tive essa cara de pau. Explico de novo: me ligaram dizendo que eu ganhei uma sessão de fotos, daquelas produzidas, que resultam num book. Mesmo sabendo que eu ia ganhar apenas 1 foto, e teria de comprar as outras, caso me interessasse, eu fui. Que mico! Fiquei quase três horas no estúdio. A primeira coisa que fizeram foi a maquiagem. Odiei. Quando olhei no espelho e vi o batom vermelho que passaram nos meus lábios, pensei: 'isso não vai prestar'. Eu simplesmente detesto batom vermelho! Havia pedido marrom, mas talvez a moça seja daltônica, sei lá o que aconteceu. Resultado: não prestou mesmo. Fizemos 24 poses diferentes e eu, a chatinha, não gostei de quase nenhuma foto. Depois de descobrir os valores [mais de R$ 1.500], achei que fosse piada. Queria ficar com três, mas vendem no mínimo oito [por R$ 500]. Ora, pois. Fiquei com uma foto, a que eu ganhei. E a vendedora me disse: 'mas você vai perder todas as outras?'. Sim. Com o valor do álbum eu faço uma viagem bacana, produzo fotos naturais, sem batom vermelho e cenários que eu gosto.
Afinal, Paula Fernanda, você não é mais uma criança pra fazer um book com vários acessórios bregas. Aprende, mulher! Talvez eu até poste no blog a foto, quando ficar pronta, só pra vocês rirem... E eu também.
Bom, já que perdemos uma hora deste domingo ou, como diz meu amigo Gustavo, "um assalto no horário", preciso ir, antes que o dia acabe e se evapore de verdade. Boa semana, bom horário de verão pra todos!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Neuroses saudáveis (por leite condensado)

Embora ninguém queira saber, minha semana foi boa, obrigada. E, pra mim, já acabou. Sexta é sempre meu início de semana. Dia que eu mais gosto! Dia de festa para um professor adorável, dia de bolo e presente. Na verdade, Dia do Professor é hoje, mas faremos uma festa atrasada para o mestre Bandini, que exala inteligência e faz do nosso trabalho um dia mais alegre. Ele até parou de me chamar de "monstro de escuridão e rutilância". Que bonzinho! Essa semana não sei o que me deu. Inventei de emagrecer, já que a balança inventou de me dar 2 quilos a mais. Corri feito doida na esteira, caminhei com música acoplada no ouvido, e quase levei um capote na esteira quando fechei os olhos. Fiz abdominais, pulei corda... Mas daí, hoje, cheguei em casa com uma necessidade tremenda de tomar leite condensado. Pensei em trocar a aula de dança por essa guloseima. Que nada! Me deliciei com um terço da lata de leite condensado e, de última hora, fui pra aula de samba. Já devo ter perdido algumas calorias. Coincidência ou não, disseram-me esta semana que estou muito magra. Alguém até comentou que minha cintura tá muito fina [né, Santiago? vou adorar tê-lo como colega de trabalho de novo]. Neste momento, passa na tevê aquela série "Aline" e o episódio de hoje era exatamente sobre a neurose de se achar gorda. Bom, quem é que não tem dessas coisas? Mas, ó, juro que o leite condensado me fez um bem danado... Amanhã acordo cedo e vou até o salão de cabeleireira cortar minhas madeixas. Vou caminhando, claro! Deus queira que a chuva não inunde os meus planos...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ê moleque lindo!

O Dia das Crianças já passou. Eu, Leonardo*, não ganhei uma família. Tenho 9 anos. No dia 12, a Paula [blogueira], me conheceu num sítio a 32 quilômetros de Jundiaí. Eu estava na festinha, comendo salgadinhos, quando ela perguntou meu nome.
Fui contando minha história pra ela, que me deu um abraço apertado e um beijo na bochecha. Moro no sítio há 4 anos, tomo um remédio cor de rosa todo dia, e ninguém me ligou no Dia das Crianças. Vim parar no sítio porque minha mãe, a Laurinha, não tinha dinheiro para comprar o remédio.
Eu morava lá na rua Doce. Sabe onde é? Perto da rua da Morte, onde tinha traficante, bandido e sequestrador. Uma vez deixei meu jeep amarelo lá. Era desse tamanho. Tão lindo! Mas meu avô disse para eu não ir até a rua da Morte porque era perigoso. Guardei essas lembranças. A Laurinha não era minha mãe de verdade. Minha mãe morreu quando eu nasci. Quando vi as fotos dela, chorei.
O telefone fica ali naquela sala, tá vendo? Eu choro também quando vejo o telefone. A Laurinha não mora mais na rua Doce. Não sei onde ela está. Até queria morar com outra família. Uma vez veio uma moça no sítio e disse que talvez fosse me adotar. Mas ela não voltou.
No Dia das Crianças? Eu queria mesmo é ganhar uma tevê de plasma, um nintendo, um videogame, um tabuleiro de xadrez... Agora preciso ir lá pra festinha. Não esquece de escrever aí que eu gosto de jogar futebol, tá?
Tá bom, não esqueci. *Leonardo é o nome fictício deste garoto de 9 anos, portador do vírus HIV, retirado da família adotiva por decisão judicial. É um menino de olhos de ameixa, pele negra, janelinhas no sorriso, cabelo encrespado, saúde de sobra e inteligência transbordando. Está num abrigo para adoção. Quando crescer, quer ser artesão ou "artista de desenho".

sábado, 10 de outubro de 2009

Entrevistados estranhos

Tenho uma amiga que odeia entrevistar pessoas que estejam com pelos saindo do nariz. Pois bem, outro dia ela voltou enojada de uma entrevista. Disse-me que os pelos "da vítima" estavam enrolando pra fora do nariz e ela não conseguiu prestar atenção no que dizia o rapaz...
Hoje, uma outra amiga me contou que durante uma entrevista, a pessoa parou no meio da conversa pra dizer que a "sua peixa" dentro do aquário era uma belezinha. Até então, ele, o entrevistado, não tinha olhado sequer um momento para o rosto da minha amiga repórter. Mas parou para admirar o peixe, que era, na verdade, fêmea. A peixa.
Uma vez entrevistei um rapaz que afirmava que a cidade precisava de mais cem pontos de táxi. Não sei porque isso o prejudicou quando a reportagem foi publicada. Então, ele me mandou uma carta dizendo que queria dizer 44 e não cem. Hein?! Fiquei sem entender.
Ontem mesmo uma mulher ligou no jornal dizendo que o marido dela esperou o fotógrafo a semana inteira na casa dela para uma pauta. A Robertinha, dona da pauta, checou o que havia ocorrido. O fotógrafo fez a pauta no início da semana e o entrevistado, lesado, esqueceu que havia sido clicado. A gente passa cada uma...
Quem trabalha em jornal impresso geralmente é confundido com repórter de tevê. Motivo: as pessoas acham que o fotógrafo do seu lado é um cinegrafista. Outro dia minha amiga aguardava no portão da casa de uma senhora, para entrevistá-la. A mulher mandou perguntar para qual canal seria. Quando disse que era jornal, a entrevistada desanimou... Vira e mexe me perguntam: que horas vai passar na tevê? E eu ainda vou responder um dia: será às 6 da manhã, na próxima banca de jornal.

Mulher solteira, procura-se (para homem desesperado)

Que eu estou solteira, o mundo inteiro sabe. Que eu estou feliz assim, também. Mas eu encontrei uma figura na internet que criou um site para desencalhar. Ou seja, é da minha espécie - a dos avulsos - só que não deve estar feliz. Entrou em desespero para achar alguém e faz um apelo pra Deus e o universo verem. E pior: me parece que a peça é de Jundiaí. Sem querer jogar um balde de água fria, mas já jogando... Qual mulher vai se relacionar com um rapaz que cria uma coisa dessas na rede e ainda faz uma série de exigências inacreditáveis? Coisas do tipo: "você tem ex-marido/namorado vivo?", "já foi atriz de filme erótico?", "se nasceu antes de 79 não serve" [ah, que beleza, estou fora da parada!], "se tem menos de 1,71m também"... É por isso que há muitas mulheres solteiras. As opções que nos restam são desanimadoras. Tá, nem sempre. Mas eis aqui um exemplo do que digo. Aliás, há fotos do maluquinho de todos os jeitos: de frente, de trás, perfil, sentado, em pé... Que Santo Antônio ajude esse moço!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Tempo de pensar

Num dia quase se morre de calor
No outro, chuva e frio castigam
Alguém entende o tempo? Ou o tempo está tentando entender a gente?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Muitas emoções

Tenho andado com Caetano e Roberto Carlos em meu carro. Enquanto dirijo, eles cantam juntos bossa nova num CD excepcional que ganhei de presente na semana passada. Quem me conhece, sabe que não é muito o meu estilo ouvir Roberto Carlos, mas tenho de tirar o chapéu para este álbum, com canções de Tom Jobim.
Duas músicas são especiais para mim: "Chega de Saudade" e "Garota de Ipanema". Mas também adoro "Wave", "Águas de março", "Corcovado" e "Samba do Avião". Fica a dica para quem gosta de bossa nova. E para esta sexta-feira, um trecho de "Chega de Saudade", que eu canto no semáforo, nas curvas, nas esquinas, na estrada...
"Vai minha tristeza / E diz a ela / Que sem ela não pode ser / Diz-lhe numa prece / Que ela regresse / Porque eu não posso mais sofrer / Chega de saudade / A realidade / É que sem ela não há paz / Não há beleza / É só tristeza / E a melancolia / Que não sai de mim / Não sai de mim, não sai / Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda, que coisa louca / Pois há menos peixinhos a nadar no mar / Do que os beijinhos / Que eu darei na sua boca..."
Vale lembrar que "Chega de Saudade" também é o nome de um filme nacional que eu indico num fim de semana qualquer. É um baile da vida, onde a vida acontece e se derrama em música.

Cena do filme brasileiro