segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A hospedeira

Dica do dia: para as pessoas que ficam remoendo coisas por muito tempo, que se acham injustiçadas, que lamentam o que não fizeram. Viva o presente, pelo amor de Deus! O ontem e o amanhã não existem. Só hoje. 

Acabei de ler, depois de um longo período de maturação e paciência, o livro "A Hospedeira", da Stephenie Meyer, a autora da saga "Crepúsculo". Acho que ela foi mais feliz com a saga do que com a irritante hospedeira. No início da leitura tive uns pesadelos, fiquei atormentada. Como é que um corpo podia hospedar outro dentro dele? E as duas pessoas conversando - e brigando, diga-se de passagem - o tempo todo? Depois uma se apaixona por um rapaz e a outra, por outro homem. Como é que faz com um corpo só? Foi um tormento na minha cabeça. Mas cheguei ao final de 550 páginas, sem saber se gostei ou não do livro. Mais para não, do que para sim.

Comprei o livro por R$ 9,90 num dia de promoção num site conhecido. Aliás, comprei três neste dia, pois eram todos por R$ 9,90. Ando impulsiva com essas ofertas relâmpagos. Será que alguém pode esquecer o meu e-mail por uns tempos, até meu cartão de crédito voltar ao normal?

Bom, o livro chegou em ordem, perfeito. Aí comecei a ler e percebi, de cara, uma porção de erros de digitação, de tradução e, pra avacalhar, de português - o que é quase inconcebível. Se tem um ou dois erros, tudo bem, é "perdoável". Mas numa mesma página vir grafado três vezes "sinto de segurança"? Eu sinto muito, mas é vergonhoso! Compreendi porque o livro estava tão barato. Já deve ter saído diversas outras edições corrigidas... E não estou exagerando. Qualquer criança apontaria os erros contidos nesta edição.

Só pra completar minha falta de sentido nesta segunda-feira, assista ao filme "A última música" [The last song], do mesmo autor de "Querido John". Tão lindo quanto! Tão choroso quanto! Fica aqui o trailer e uma das mensagens: "às vezes precisamos nos afastar de quem amamos, mas isso não quer dizer que você os ama menos. Às vezes você os ama ainda mais".

Linda a letra da música principal da trilha sonora, "When I look at you". Vale a pena ver o vídeo, as imagens e ouvir a canção, de Miley Cirus.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Digitais




"Me mata essa vontade de querer tomar você num gole só,
Me dói essa lembrança das suas mãos em minhas costas
Sob o sol da manhã,
Você já me dizia: conheço bem as suas expressões.
Você já me sorria ao final de todas as canções
Então por que?
(...) Não vou voltar atrás
Raspe dos seus dedos minhas digitais"

[Isabella Taviani, que canta com muuita emoção] 


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

The curtain


A tecnologia me surpreende cada vez mais. Nunca tinha usado o Skype e não usaria se não houvesse  necessidade, mas foi preciso instalá-lo em casa porque minha irmã mais linda (e única!) está na Alemanha e só volta daqui a 80 dias. Já se passaram cinco e estou na contagem regressiva para o retorno dela. Hoje nos falamos pelo tal do Skype e ela nos mostrou o flat onde está morando.

Reparei que há uma grande vidraça na janela e nenhuma cortina. Já se aproximava de 11 da noite [lá] quando nos falávamos, então percebi que as pessoas que passassem na rua [raramente passaria, já que a temperatura está próxima de zero graus] poderiam vê-la pela janela. Ora pois, onde estava a cortina? E lá vem minha irmã com as histórias cabeludas. Teve um pesadelo comigo, na primeira noite por lá, e desde então deixa a cortina aberta. Como se o sonho tivesse alguma coisa a ver com a cortina... Não, não tinha. No sonho, as gavetas se abriam na nossa frente. Era só isso. Ou ela não quis contar detalhes.

O mais surpreendente foi ver minha mãe conversando com ela via Skype.
_ Segura o microfone e fala com ela, mãe!

A conversa prossegue. Minha mãe se emociona. Diz que minha irmã tá magra. Claro, pra ser bonita tem que ser gorda, pelo menos pra minha mãe. E a Vic sabe bem dessa história... Depois de uns minutos, reparo que ela tá segurando o microfone grudado no ouvido. A cena foi hilária. E ela quase nem percebeu a gafe. Essa tecnologia dá mesmo o que falar. E só de pensar que tem gente que usa o skype todo dia, pra namorar, pra papear, pra fazer reuniões de trabalho... Acho surpreendente. Mas mesmo assim não usaria se não sentisse saudade imensa da minha irmã-parceira. Sou avessa a essas conversas pelo micro, embora já tenha conhecido pessoas interessantes pela internet, que são grandes amigos até hoje.

 

domingo, 16 de janeiro de 2011

O que me interessa



(...) Às vezes eu pressinto
E é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o seu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussura em meu ouvido
Só o que me interessa (...)


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Chove chuva


Tem gente que sonha grande
Tem gente que vive sonhando
Tem gente que nunca sonha.

Tem gente que desejaria ter o mundo.
Tem gente que sonha ter uma casa.
Tem gente que sonha pra sempre.

Tem gente que faz poesia da chuva. 
Tem gente que sonha fazer foto dos pingos.
Tem gente que se realiza com uma foto boba,
Dos pingos, da chuva, das lágrimas dos céus. 



Janela lá de casa... num dia de chuva.
Eu sonhava fazer essa foto,
com uma máquina que fosse capaz de parar os pingos!


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Amor platônico


Um texto que vale a pena ser reproduzido aqui (ou em qualquer outro lugar), do meu querido amigo, recém chegado de Buenos Aires. Também roubei algo de você.

"Todo mundo precisa ter, ao menos uma vez na vida, um amor platônico. Destes que a gente traz da infância ou do supermercado. Mas que seja dos amores impossíveis, inviáveis e nada recomendáveis. O importante, acima de tudo, é que nunca se concretize. (...) Porque um amor real, destes que a gente encontra deitado sobre o lençol quando sai do banho, nunca é do tamanho do amor platônico"

A cor do paraíso


A moça da locadora de filmes é monossilábica. Nunca sugere nada, nunca cumprimenta se não for cumprimentada, nunca fala sobre os filmes. Durante a minha saga de algumas semanas para conseguir locar "Querido John", a única coisa que ela me disse é que não sabia porque eu estava querendo ver tanto o filme, já que ela não achou nada demais. Ignorei. Não a deixei acabar com minha ansiedade.

No último fim de semana lá vou eu à locadora e lá estava a moça estranha. Sem expressão. Sem sorriso. Perguntei se estava locado "A última música" e, depois de checar, ela respondeu positivamente, laconicamente. Fui então à sessão de romance e drama. Quatro velhos filmes me atraíram: "A Casa do Lago", "Falando de amor", "A Cor do Paraíso" e o quarto não me lembro mais.

Quando me viu com os quatro filmes na mão, a moça abriu a boca:
_ A Cor do Paraíso é lindo _ disse ela, para meu espanto.

Voltei pra casa e deixei pra ver a "sugestão" dela por último, na esperança de que fosse o melhor de todos. Pois eu digo que é o filme mais es-tú-pi-do que eu já vi!!! E peço desculpas, mas eu vou ter que contar a história. Trata da vida de um menino cego, rejeitado pelo pai. O garoto sofre o filme todo e no final morre afogado. O pai, que sempre pensava em matar o menino pela sua condição de cego, percebe que o ama ao vê-lo morto. Estúpido. É, realmente, um filme estúpido. 

E aquela criatura da locadora é, com certeza, um... Avatar. Oras bolas, se não vai com a minha cara devia dizer logo!

Só pra constar, deixo a sugestão: nunca assistam A Cor do Paraíso.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Tributo a 2010

Foto: Mauro Nascimento, do G1 (Réveillon em Copacabana)

Melhor dia do ano: o que eu mais sorri.
Melhor viagem: Cancún, México.
Melhor amiga: a que me levanta.
Melhor paixão: a que causa borboletas na barriga.
Melhor beijo: aquele três vezes roubado.
Melhor amor: o que está por vir.
Melhor livro: Querido John.
Melhor música: I gotta feeling, de Black Eyed Peas.
Melhor letra: Teenage Dream, da Kate Perry.
Melhor blog: Desilusões Perdidas.
Melhor momento: com a família.
Melhor presente: minha câmera Canon.
Melhor foto: as do Marcelo Nacinovic.
Melhor medo: o de perder o que não está perdido.
Melhor abraço: o da minha irmã chegando de viagem.
Melhor frase: a incompleta, com reticências.
Melhor sonho: o que ainda não se realizou.
Melhor espetáculo: As Pontes de Madison.
Melhor desafio: a prova oral de inglês.
Melhor problema: o que teve solução.
Melhor alegria: acordar em paz.
Melhor riqueza: saúde.
Melhor refúgio: meu blog.
Melhor lugar: minha imaginação.
Melhor pauta no trabalho: a dos pintores com os pés e a boca.
Melhor expressão: o olhar interpretado.
Melhor solidão: a que me deixa em paz.
Melhor notícia: a cura do câncer de mama da mamãe.
Melhor feriado: 15 de novembro.
Melhor emoção: as pequenas conquistas com meu pai.
Melhor lágrima: a da contagem regressiva, na despedida de 2010.

Que 2011 seja melhor em todos os sentidos! Pra mim e pra você.