quarta-feira, 30 de abril de 2008

Narcisismo

Há pessoas que não vêem outras no mundo, porque acreditam que só existam elas mesmas. Já conheceu alguém assim? Gostar de si mesmo é bacana, mas não de forma exacerbada, como Narciso que teria se apaixonado por sua imagem refletida no lago.
Perceber a presença de outras pessoas ao seu redor, dar bom dia, sorrir ou simplesmente notá-las é algo que todos deveriam exercitar. Não se pode viver num mundo onde o individualismo é cada vez mais prezado e ainda aceitar essa prática. Seja você mesmo, mas perceba o outro. Ele tem as mesmas dificuldades que você; talvez seja mais triste ou mais feliz. Você só vai saber se se aproximar dos outros. Toque a alma de quem está ao seu lado! Adentre o universo desconhecido. Talvez goste tanto que não consiga mais viver só, como um número ímpar ou um zero à esquerda.

Endoideço

Me suga a alma
Ouço suas palavras
Deixo esvair o sentimento
Finjo não ouvir
Não traduzo para o coração
O que queres me dizer
Apenas ouço e desfaço o som
Que antes eu queria ouvir
Exatamente como diz agora
É a minha maneira
De superar teu feitiço
Tua sedução enraizada em mim
Fecho os olhos para não vê-lo
Apago a mente para esquecer de ti
E simplesmente endoideço
Paula Mestrinel

Crime que entra para história

Eu resisti até o último momento para escrever sobre esse triste caso, mas agora não agüentei mais. A morte da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, já deu o que falar nesses últimos 30 dias. Aliás, hoje completa um mês do assassinato da garota e, finalmente, resolveram pedir a prisão preventiva do casal acusado de matá-la de maneira hedionda. Cadeia é o que eles merecem? Sei lá, talvez merecessem massacre em praça pública. Mas a lei maior é a de Deus. De uma forma ou de outra, os assassinos vão pagar pelo que fizeram. E que a lei divina não seja branda como é a Justiça brasileira, aqui por terra! Isabella, descanse em paz.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Minha metade esquecida

Enfim, estou esquecendo você
Diluindo o seu gosto
Desfazendo sua imagem
Acertando a minha vida
Os ponteiros continuam a girar
Mas não encontro mais você
E isso me parece coisa de Deus
Pra eu realmente tirar você de mim
Ainda sinto sua presença
Numa das gavetas do cérebro
Trancada com chaves
Ainda vejo você pelas ruas
Mas me nego a enxergar seu rastro
Seu cheiro, sua boca, suas mãos...
Você já não significa instantes preciosos
É apenas sinônimo de lembrança
De um único momento
Estou esquecendo e vou esquecer você
Hoje, amanhã e depois da chuva
Do pôr-do-sol e das coisas mais importantes da vida.
Paula Mestrinel

Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca

Instintos

Tenho em meu interior
A vontade de gritar
De mudar a alma
Virar a vida do avesso
Tenho na escrita
O meu repouso
A minha libertação
A certeza
Tenho na família a fé
O amor de Deus
A confiança
O porto mais seguro
Tenho em mim
Muitas coisas
Que me fazem ser
Quem eu sou
Uma alma, uma menina
Uma mulher-criança
Uma vida em muitas
E muitas em uma.
Paula Mestrinel

sábado, 19 de abril de 2008

Odeio te amar tanto assim...

É o tanto que eu te amo
É o tanto que eu preciso de você
E eu não suporto você
Tudo o que você faz tem que me fazer sorrir?
Será que eu não posso não gostar nem por um momento?
não...
Você me deixa
Zanga-se e depois torna a me beijar
E assim me faz esquecer (Estou me chateando...)
E não concordo com isso
E eu odeio isso
Você sabe exatamente o que fazer
para que eu não consiga ficar brava por muito tempo,
e isso é errado.
Nada me acalma como você
E acabo me dando conta de que a única verdade é
Que eu odeio te amar tanto
E eu odeio o quanto eu te amo, garoto.
Não suporto o quanto necessário você é para mim.
E eu odeio o quanto eu te amo, garoto.
Mas eu simplesmente não posso te deixar.
E eu odeio te amar tanto
Você sabe o poder que tem sobre mim
E nada mais me impede
É triste e injusta a forma como você se aproveita
do fato de que eu te amo além de um porquê.
Isso é simplesmente errado
E eu odeio o quanto eu te amo
Saber que preciso de você
E eu odeio o quanto eu te amo
Não posso viver sem você
Mas odeio te amar tanto assim
Um dia desses, talvez sua mágica não me afete mais
E seu beijo já não me enfraqueça
Não há ninguém que me conheça tanto
É provavelmente um feitiço que você tenha sobre mim (yeah..)
É o tanto que eu te amo (Preciso de ti)
É o tanto que eu preciso de você (Te amo tanto)
É o tanto que eu te amo (Preciso de ti)
É o tanto que eu preciso de você (Te amo tanto)
Música de Rihanna e David Bisbal

sábado, 12 de abril de 2008

Momento poesia

Vi você ao longe e enxerguei carinho
O coração disparou batendo insegurança
Seu olhar no meu aliviou a sensação anterior
Um beijo, mais tarde um abraço. E silêncio.
Palavras, olhares, gestos, ternura
Pintou um convite, mas você não apareceu
Restou a promessa da gente se encontrar de novo
Num novo dia, numa outra ocasião que nunca chega
Desde que o conheço sempre foi assim
E a gente não sai do lugar, não caminha em direção ao outro
O carinho é enjaulado no coração outra vez
Até que a gente se encontre numa outra oportunidade
Mas ela nunca chega, nunca chega...
Às vezes até torço para não acontecer
Porque chego a pensar que são momentos e nada mais
Mas antes um bom momento do que simplesmente nada mais.
Paula Mestrinel

terça-feira, 8 de abril de 2008

Bala de Canhão

Ainda há um pouco de seu gosto em minha boca Ainda há um pouco de você amarrada a minha dúvida Ainda é um pouco difícil de dizer o que está acontecendo Ainda há um pouco de seu fantasma, sua fraqueza Ainda há um pouco de seu rosto que eu não beijei Você se aproxima um pouco a cada dia que eu não consigo ver o que está acontecendo Pedras me ensinaram a voar O amor me ensinou a mentir A vida me ensinou a morrer assim, não é difícil cair quando você flutua como uma bala de canhão Ainda há um pouco de sua canção em meu ouvido Ainda há um pouco de suas palavras que eu desejo ouvir Você se aproxima um pouco a cada dia Tão próxima, que eu não consigo ver o que está acontecendo Pedras me ensinaram a voar O amor me ensinou a mentir A vida me ensinou a morrer assim, não é difícil cair quando você flutua como uma bala de canhão Pedras me ensinaram a voar O amor me ensinou a chorar Então venha, coragem Ensine-me a ser tímido Porque não é difícil se apaixonar e eu não quero assustá-la não é difícil se apaixonar e eu não quero perder não é difícil crescer quando você sabe que simplesmente não sabe não sabe não sabe Letra de Damien Rice, na música "Cannonball" (Maravilhosa!!!!)