domingo, 24 de abril de 2011

Ushuaia, Fim do Mundo

 Fazenda de criação de cães em Ushuaia

 Olhar de quem quer comida

 Outono em Ushuaia

 A raposa vermelha, que apareceu para o piquenique na floresta

 Passeio de 4X4 com o Valter, motorista maluco

Depois do piquenique... Lindo fim de tarde!

Estrada gelada

 Trajeto do Tren Del Fin Del Mundo
 Paradinha na Estação Macarena

 Vista da montanha El Condor

 Paisagem de tirar o fôlego!

 El Condor, de outro ângulo, de outra trilha

 Lago Acigami

Lago Acigami, com um pouco de graça

 Canal do Beagle

 Uma das minhas imagens preferidas...

Amanhece o dia em Ushuaia... Céu tingido de tonalidades

[Fotos: Paula Mestrinel]


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Patagônia

Um pouco de mim ficou na Patagônia. Um pouco da Patagônia está dentro de mim, pra sempre.


Ushuaia, capítulo 1.

Um par de tênis, uma bota, dois agasalhos flanelados, e jaquetas poderosas para o frio [coisas que parecem detalhes, como luvas, gorro e cachecol também são necessárias]. Isso tudo é suficiente para quem pretende ir à Patagônia Argentina e deslumbrar-se com as paisagens de tirar o fôlego, literalmente.

A primeira parada é Ushuaia. Imagine o mapa da América do Sul. Agora pense naquele pontinho extremo lá embaixo. Ali é Ushuaia, encravada entre os oceanos Pacífico e Atlântico, na província da Tierra Del Fuego [ imagem ao lado retirada do blog do Daniel De Granville, que coincidentemente esteve por lá na mesma semana que eu]. Dizem que é a cidade mais austral (ao sul) do mundo. Por isso ficou conhecida como "Ciudad Del Fin Del Mundo". O cenário é encantador. Montanhas e montanhas cobertas de neve e um oceano no miolo, que reflete a imagem da cidade e das casas na água. Não existe nada igual. Quando o avião sobrevoa Ushuaia, os passageiros ficam embasbacados. Parece cenário de cinema, mesmo depois de todo o trajeto incrível, de Buenos Aires a Ushuaia [4 horas de voo]. O que se vê lá de cima, com a cabeça entre as nuvens, é inacreditável.

Amanhece tarde na cidade do fim do mundo, por volta de 8h a 8h30 no outono (abril), quando o céu  se tinge de tonalidades azul e cor de rosa. O frio corta a face logo cedo. No fim da tarde é pior. É de chorar porque, mesmo que você não queira chorar, já que se sente tão bem de estar ali, o vento forte lhe arranca lágrimas dos olhos. A estrada que serpenteia as montanhas e florestas se cobre de gelo antes do anoitecer.  Mas as árvores, com folhas vermelhas, amarelas e cor de laranja pincelam a paisagem a qualquer hora do dia.

Um passeio de 4X4 no meio da floresta dura o dia todo. Um motorista maluco faz os turistas gargalharem com as aventuras na trilha. Abandona a direção, sai do carro, e deixa a condução automática para nosso espanto. O banheiro é o mato. O horizonte, as montanhas. O almoço, um piquenique. A visita ilustre, a raposa vermelha. Para aquecer, uma fogueira. Para comer, churrasco. Para beber, vinho. Para brindar, saúde!

O passeio acaba no fim do dia e um frigorífico parece despencar do céu em forma de gelo. Muito gelo na estrada. No dia seguinte, a direção é para outro lado de Ushuaia. O conhecido "Tren del Fin del Mundo", que também percorre montanha e faz os turistas desembarcarem numa paisagem surpreendente. Seguimos por trilhas no meio da floresta, vamos às montanhas, conhecemos lagos de águas verdes e observamos, como dizem por lá, a "tragédia" causada pelos castores. Milhares e milhares de árvores são derrubadas por esses roedores.

Por mar, vamos ao Canal do Beagle, um cartão-postal de Ushuaia. Ali vivem os leões-marinhos e os pinguins, além de muitas aves. Mais trilhas por lá, muito mais frio, mas não abandonamos a câmera fotográfica. A noite cai e navegamos pelo oceano, de volta à cidade gelada, rodeada por montanhas e iluminada pela lua, refletida no mar.

Nunca gostei tanto de uma mochila nas costas e nunca dei tanto valor a um par de tênis, específico para montanhismo. Aliás, nunca gostei tanto de uma viagem como esta. Fiquei encantada em Ushuaia, em êxtase de contemplação. Depois de três dias, voamos mais uma hora, rumo a El Calafate, na província de Santa Cruz. Achei que nada seria mais belo que Ushuaia. Me enganei. A pequena cidade, próxima aos glaciares, é um charme. O lago argentino é imenso, um sem fim de água verde. Maravilhoso. A paisagem é completamente diferente do 'fim do mundo'. Mas essa história ficará para outro dia.


P.S. Algumas das 1.500 imagens que produzi estão no Facebook: http://www.facebook.com/paulamestrinel?sk=photos. Difícil escolher uma para colocar no blog. Em breve tentarei postar algumas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Até já!



"Estou saindo de férias, volto assim que me encontrar"
[ Martha Medeiros]



quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tiroteio na consciência

Hoje é um daqueles dias em que me sinto abandonada. Eu me abandonei. Nhaca. Essa é a palavra que define o meu dia. Se você está de férias, com gripe e sob efeito de antialérgico (ô negócio pra dar sono!), o que se tem pra fazer, além de dormir? O fato é que eu não consigo dormir à tarde. Se a luz do dia pelo menos se apagasse... E se meu cérebro parasse de pensar por alguns minutos...

Tenho vontade de ler. Mas a coluna desta velha moça já não é mais a mesma. Tenho dor nas costas toda vez que sento-me à cama para a leitura. E há um montão de livros para ver e viajar por suas páginas. O dia está lindo lá fora. Porém, ando meio compulsiva. Se saio, compro alguma coisa. Já nem sei se caberá tudo na mala de viagem. Já nem sei se consigo controlar meu descontrole. E nem sei se eu preciso de tanta coisa.

Uma amiga querida me disse outro dia que tudo o que tenho está aqui, dentro de mim. É verdade. A gente se esquece disso. Temos tudo pra ser feliz e muitas vezes não encontramos a receita ali dentro.

A notícia de hoje, na tevê ou em qualquer outro lugar, é a da tragédia no Rio. Jovem entra em escola e mata 11 estudantes. Um tiroteio na consciência de qualquer pessoa. O que anda acontecendo com a juventude? Por que matar crianças inocentes? Perguntas sem resposta, embora haja tentativas de explicar o inexplicável.

Me lembrei de uma frase agora: "embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim". [Chico Xavier]

Que os pais dessas crianças saibam fazer um novo fim, com justiça e dignidade.

domingo, 3 de abril de 2011

Túnel do tempo




Um pouco de nostalgia não faz mal a ninguém. Esta música, de Richard Marx [que nem sei se está vivo ou morto] foi a primeira canção que cantei em inglês, na minha aborrecência. E cantei por obrigação, porque a professora Simone, lá dos anos mais antigos do passado, quando eu cursava o ginásio, fez a turma toda cantarolar para os estudantes da escola. Nunca mais esqueci a letra. É uma linda música!