quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Gafes floridas

Sabe aquele dia em que parece dar tudo errado? Primeiro: acordar muito cedo, com chuva, cabelo arrepiado. Segundo, chegar no trabalho, sair correndo, viajar uma hora e meia pra chegar na pauta e, quando põe os pés na cidade, descobre que não era aquela pauta. Bate o desespero. "A chefe vai me matar!", penso eu, lá onde Judas perdeu as botas. Ligo pra ela. E então ela não acredita. [Convenhamos, se ela me mandou pra lá, não sou a única culpada, certo?]. Na verdade, são duas coletivas pra anunciar a festa das flores naquela cidade pequenina do interior - considerada a maior produtora de plantas do Brasil. O fato é que a gente foi na coletiva errada, dia errado, tudo errado. Era a mostra de decoração e paisagismo. Não era nossa pauta.
Tá, tudo bem. Passar o dia fora já é uma grande coisa! Fiquei tão 'absurdada' com a situação, que cometi uma gafe. Sabe como é... Arquitetos, decoradores, espaços chiques, cheios de frescuras. Avistei um espaço criado para cães. Muito fofo! Era um quintal pra cachorro, com guarda-roupa, almofadas, jardim e outros mimos. Não pensei duas vezes. Vi uma pata no chão (aquela foto no alto deste post) e fui pisando também. Aí escuto: "Moça [voz de desespero], não é por aí que entra. Não pode pisar aí!". Pô, eu já tinha afundado numa areia branca. A m... tava feita! Sem querer, deixei minhas patas lá também. E saí de fininho.
Lembrei de uma amiga que chegou do Pantanal domingo e veio me contar sua gafe mor. Entrou numa loja no aeroporto de Campo Grande, de mochila nas costas. De repente fez uma curva pra direita e esbarrou numa obra de arte: um cavalo de madeira entalhado. O objeto simplesmente caiu e partiu o cavalo ao meio. Resultado: teve de pagar R$ 130. E trouxe o cavalo na mochila, muito a contragosto! Só pagou pelo deslize com medo de que chamassem a Polícia Federal.
Acho que até vou contar minha gafe também mor. Aquela que deixei de narrar uma vez aqui, por ser constrangedora. Mas quem é que não comete as suas, né? Olha só. Mulher menstruada fica, naturalmente, mais discreta. Quer dizer, tenta. Se você vai ao banheiro, discretamente leva uma necessaire com as coisinhas de que vai precisar dentro. Pois eu estava trabalhando um dia, nestas condições, e levantei com a minha necessaire agarrada às mãos. Estava quase chegando ao banheiro, quando ela caiu. Abaixei pra pegar e notei que estava aberta. Gelei!!! Já foi subindo o sangue na cabeça e me senti roxa. Olhei pra trás. Lá estava um rastro de absorventes espalhados pelo chão e me seguindo até o banheiro. Juro que eu queria morrer!!! Como é que pode uma coisa dessas??? Nem preciso contar o resto, né? Há trocentas mulheres na redação, mas aquele dia, um dos homens assistiu toda a tragicomédia. Até ia me ajudar a pegar as coisinhas do chão, mas quando viu o que era, disfarçou.
Com certeza foi a minha maior gafe. E já que é pra contar tudo, a segunda foi ter caído do ônibus quando cheguei na rodoviária de Itu, certa vez, indo dormir na casa de uma amiga. Tropecei no degrau e caí por cima da mala. Perdi o sapato. Me esparramei pelo chão. Na hora veio aquele monte de gente me socorrer, pegar meus sapatos, minha mala, minha mão. Encarar o olhar de pessoas desconhecidas é muito engraçado. Você sabe que elas querem rir, mas não o fazem porque não te conhecem.
É... Duvido que essas coisas só aconteçam comigo!

2 comentários:

Gustavo disse...

Nossa Paulinha, como você é desastrada... essas coisas nunca aconteceram comigo não! rsrs
Quer dizer, só aquela vez que troquei o secretário de educação por um diretor da mesma pasta... e aquela vez em que... e aquela outra também... bom, deixa pra lá!

Beijo

Jana disse...

ah... acontece sim.. vez ou outra também tenho meus momentos de "onde vou enfiar minha cara agora?!".
Normal... mais uma das "coisas" que serve pra rirmos depois que passa. Como agora, por meio do post!
Beijo