quarta-feira, 3 de junho de 2009

O escafandro e a borboleta

Cena do filme francês - Imagem Google
Sábado fui ao Espaço Viva, em Jundiaí, assistir ao filme "O escafandro e a borboleta", produção francesa que recebeu alguns prêmios em Cannes - incluindo o de melhor filme e direção -, em 2007. Esperava encontrar mais gente, mas apareceram só três pessoas, quatro comigo, cinco com a coordenadora do espaço, Lu Minelli, psicóloga que me convidou. O local é muito bacana e estruturado, por isso vale a propaganda. Já o filme... Que filme! Levei um tapa na cara com a história, com o esforço de um homem de meia idade que sofre um derrame e tem todos os movimentos do corpo paralisados - exceto o do olho esquerdo. Enfim, não fala, não come, não mexe um dedo, apenas pisca. Aliás, a câmera também pisca, porque o filme mostra a visão dele, como se estivesse sendo filmado de dentro do olho. É de arrepiar! Tudo o que ele tinha era o cérebro sadio e a criatividade. Então, com apenas uma visão, aprendeu a mostrar as letras do alfabeto, piscando uma vez quando indicavam a letra que ele queria escrever. Após cinco anos, ele, que era editor de uma revista famosa antes do derrame, conseguiu escrever um livro [redigiram para ele, conforme o sistema 'piscado' que ele aprendeu]. Então, nasceu a sua história. Nasceu o filme, verídico, filmado no mesmo hospital em que ele ficou internado durante anos. É bárbaro. Triste, claro. Mas mostra como o protagonista estava cheio de vida, embora tivesse tantas dificuldades externas. Apresenta tudo o que ele podia imaginar, criar e ver. Afinal, o que é senão uma mente sadia? O cara tinha tudo. E sabia disso. Eu, que também tenho cérebro pensante, tenho um livro parado há um bom tempo sobre a história do meu pai, que está perdendo a memória. E aí, Mariposa Apaixonada, qual é o seu escafandro?

2 comentários:

Anônimo disse...

Oi Paula
Valeu pela dica do filme...
E bela poesia do Edno.

Beijo, Jana

Unknown disse...

Bom te ver por aqui, Jana!
Bjo