Provavelmente você ainda não tenha ouvido falar de "Rueda de Casino". Um jogo? Não, não. É um estilo de dança que está virando mania nas escolas. Confesso que estou apaixonada pelo ritmo, envolvido pela dança cubana, pela salsa, pela alegria... Cá entre nós, é a coisa mais divertida que já vi ou dancei. Há duas semanas venho praticando com a turma do Studio de Dança Vitor França e saio de lá nua, após deixar no chão todos os problemas e estresses do dia. O que me veste são boas risadas e humor contagiante. Chego em casa e fico dançando em frente ao espelho, feito uma louca, rindo de mim mesma. Quer coisa melhor? Desculpem, mas eu não saberia explicar pra vocês como é que se dança a Rueda de Casino. Só que vou tentar, de uma forma não muito didática: faz-se uma roda com, no mínimo, três casais e no máximo... ainda não há. Já vi no YouTube uma roda com 200 casais. Então vamos lá, todos dançam ao mesmo tempo, um passo básico que vai sendo enfeitado por coreografias rápidas e troca de casais, sem desmanchar a roda. Se um erra, a dança tende a declinar. Ou seja, é um 'trabalho' em equipe. Além de não parar, você precisa estar atento ao comando do mestre da roda, que a cada momento incita um novo passo, com nomes muito estranhos, do tipo 'dá-me double', 'entchufla', 'pose para foto' e por aí vai... Tudo é muito rápido e a troca de casais é constante, sem nunca parar o passo. No meio disso tudo, saem ótimas risadas e você já nem lembra mais do parceiro inicial. Recomendo! Pelo menos uma vez na vida as pessoas deveriam participar dessa brincadeira que já se tornou competição por aí afora. É divertido a beça e exercita mente, corpo e alma. Como diria minha amiga Vitória, ou o Hugh Grant e Julia Roberts no filme "Um lugar chamado Nothing Hill", é surreal e encantador. Ou seria 'encantador e surreal'? Ah, deu pra entender, né?

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