terça-feira, 24 de março de 2009

Banal(idade)

Folga - Nunca pensei que acordar cedo num domingo, com chuva, fosse me agradar. A cama sempre me faz convites tentadores aos domingos, quando preciso dormir mais. O último domingo, porém, foi uma exceção. Acordei cedo para trabalhar e tinha de estar antes das 8h30 em Vinhedo. O céu parecia um lençol de algodão cinza, com rugas mais escuras que se desfaziam com um sopro de vento. Muita gente havia acordado cedo e estava sob aquele céu, que ameaçava uma chuva zangada. Mas ela escorreu bem fina, delicada. Depois do trabalho, veio a folga na segunda-feira ensolarada. Já não me lembro mais há quanto tempo eu não tinha folga numa segundona. Aproveitei pra fazer várias coisas que estavam pendentes e também curti o sol de outono na piscina, na casa de uma amiga. Eu diria até que não é uma casa, mas sim um esconderijo da vida urbana, num condomínio ao pé da Serra do Japi, onde a gente ‘invade’ o habitat dos animais e das aves. Foi uma das melhores folgas que já tive! O único problema é que dá uma preguiça de começar tudo de novo na terça... Pandeiro - Não foi só no domingo que acordei cedo. No sábado também e tive de me apressar pra sair da cama, pois meu carro havia dormido fora, na oficina. Peguei o ônibus - agora com essa história de descer num terminal e pegar outro coletivo - que demorou uma hora para chegar ao local de trabalho, sendo que de carro (são 7 km) chego em 12 minutos. Tudo bem, o problema nem foi pegar ônibus, mas sim deparar-me com um sujeito (mano mesmo) dentro dele. Entrou com um pandeiro na mão e um celular tocando música. Quer dizer, pagode. E vez ou outra o mano acompanhava o refrão no pandeiro. Gente, será que isso é normal e eu não sabia? O rapaz sentou atrás de mim e tive de agüentar um percurso de uma hora ouvindo o tal do pagode. Não só eu, mas todos os enlatados que ficaram em pé. Em dezembro, última vez que tinha pego um ônibus, também entrou outro brother com um celular tocando... Quer dizer, rap. Estava no último volume. Em poucos minutos entrou o seu oponente: um mano armado com outro aparelho tocando o mesmo estilo de música. Quer dizer, era qualquer coisa parecida com o single das 'piriguetes'. [Se você ainda não ouviu essa 'canção', não faça tanta questão de, por favor]. Bom, só sei que os concorrentes sentaram bem longe um do outro pra não atrapalhar a freqüência ou a 'energia' musical dentro do coletivo. Mas todo mundo teve de aturar as duas coisas ao mesmo tempo, num volume absurdo. Será que isso é mesmo normal? Ou eu tô ficando velha e crica? Achei que os fones de ouvido ainda servissem pra alguma coisa...

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