sábado, 16 de março de 2013

Metamorfose



"Quando você diz não, não significa que deixou de gostar. 
Apenas pede um tempo pra recuperar o fôlego e decidir
 entre sofrer e seguir em frente" 
(by myself)

Um ano. Este é o tempo em que a lagarta pode permanecer dentro do casulo. É tempo suficiente pra se alimentar, conhecer as flores, as folhas, o vento, a chuva, o sol. Ela é capaz de passar horas alojada, inerte, em meio a um emaranhado de fios e gravetos. Tece sua vida, alheia ao tempo. Até que um dia, a metamorfose acontece. 

O mesmo ocorre com a gente. Fácil cansar de uma vida, de uma situação que não nos é conveniente. Um dia a gente acorda e alça voo. Tingimos os momentos de outras cores, visualizamos outros horizontes. Saltamos o muro que cerca a nossa trajetória. E atrás dele, um universo diferente abre suas portas. 

A gente leva na bagagem da vida o que é importante. Deixa pra trás o que pesa, o que tira nosso equilíbrio e muitas vezes nos faz cair. Com o tempo, a gente percebe que levantar é a melhor parte do dia, quando se tem os pés no chão.

Depois de ganhar asas, uma borboleta pode viver 2, 3 ou até 18 dias. Parece pouco pra quem ficou tanto tempo em um casulo. Mas quem explica a vida, esse ciclo inconstante? O segredo é preencher o caminho de flores, doar pólen, absorver néctar e, no instante certo, simplesmente bater as asas. 


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