Discutir literatura com pessoas que gostam do tema é bacana. Você percebe o quanto não sabe nada. E às vezes, o seu pouco conhecimento pode ser maior que o de outras pessoas. Uma troca interessante, eu diria. Embora Hesse fosse o autor da vez, falamos de Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Dostoiévski, Alberto Camus... e por aí vai. O foco é o contexto em que os escritores viveram para, depois, entender suas obras, identificar aspectos em que eles citam a própria história num trecho do livro, por exemplo. Mas eu quis tentar o contrário: compreender a obra e depois entender a chatice de Hermann Hesse [esse aí da foto abaixo]. Vou começar tudo de novo, com novo olhar. Prometo pra mim.
Acho que conhecimento nunca é demais. É um valor agregado. Meu cérebro está recebendo informações que nunca conheceu e imagino uma sacolinha sendo arquivada com o nome Hermann Hesse. "Chato". É, por enquanto, a associação que faço ao nome dele. Mas há quem garanta que o rapaz alemão, que morreu em 1962, tem coisas boas, títulos interessantes como "Siddharta", "Felicidade", "Narciso e Goldmundo"... Eu, que fui conferir a obra mais lida, "O lobo da estepe", não me encantei. Mas também não cheguei à metade do livro. Portanto, não faço nenhuma crítica - só em relação ao rebuscamento de sua escrita, muito difícil. Ou ele quis dificultar. Onde já se viu complicar até a expressão "de vez em quando"? Pois ele diz "de quando em vez". 
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