terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Pautas que rendem

Às vezes a gente reclama de uma pauta jornalística, de trabalhar no sábado, no domingo. Mas uma pauta de "buraco de rua" pode surtir efeitos positivos. Domingo, por exemplo, resolvi dar uma volta nas redondezas do meu bairro e apontei na reportagem todos os buracos que vi, dando, inclusive, os nomes de ruas. Na segunda-feira (ontem), quando ia trabalhar e percorri o mesmo caminho, a Prefeitura estava fechando todos os buracos. Não sobrou nenhum!

Outro dia, quando citei aqui no blog sobre os gatos gigantes Maine Coon - e pus uma nota minúscula no jornal sobre a feira que terá em São Paulo - um leitor ligou dizendo que tinha quatro gatos da raça. Por coincidência, ainda mora perto de casa e registrou um gatil para criação dos Maine Coon. Também rendeu uma pauta bacana e eu, claro, finalmente consegui abraçar um felino gigante. Muito, mas muito fofo! Este aí abaixo é o Bygul, o macho que peguei no colo. Tem cerca de 1 metro de cumprimento e pesa 7 quilos. A foto foi feita pelos proprietários.



Taí, recomendo a profissão! Mas é claro que a gente não tem esses méritos pessoais sempre. Na maioria das vezes, jornalista é mal visto, mal quisto, mal falado... Tudo depende do ângulo do olhar, e da pessoa que olha, certamente. Quando o jornalismo nos leva a ajudar alguém, e conheço vários que seguem este caminho, a felicidade é imensa!

3 comentários:

Gustavo disse...

Na maioria das vezes o jornalista, principalmente em cidadezinhas interioranas bairristas, é humilhado com pautas que nada mais são que "negócios", e é muito mal remunerado, sem contar que não é sequer mais reconhecido como profissional cuja responsabilidade é tão ou maior que a de um médico e mesmo assim, é comparado a um cozinheiro. Nada contra os cozinheiros, mas se fazer jornalismo é o mesmo que cozinhar, vamos torcer para que o "cozinheiro" utilize bons ingredientes.
Desculpe-me pelo desabafo, Paulinha, mas assim como você, consegui fechar muitos buracos de rua, consegui que muitas pessoas fossem atendidas em pronto-socorro lotado, mas chega um ponto que essas recompensas sociais, apesar de sustentar o ego e a consciência de ter feito o seu trabalho, não é suficiente.
Para os novatos de profissão aconselho que aprendam a jogar o nem sempre limpo joguinho da influência, se quiserem vislumbrar algo melhor para o futuro. Aos idealistas convictos, torço para que a ficha caia depressa, mesmo a minha tendo custado a despencar.

Beijão Paulinha, e desculpe-me novamente, mas eu precisava falar!

PS: não preciso nem dizer, né? rsrs

Angelique disse...

Oi Paula, acabei de ler seu artigo no jornal de Jundiaí. Ficou muito bom viu, parabéns. merecidos são os louros tb para a publicação dos buracos nas ruas..Quisera eu comentar os de Sampa, putz...aqui o q não falta é buraco, aliás crateras...Ah, o Bygul é lindão hein.

Garota no Divã disse...

quero um gatão igual aquele! muito lindo