Cometas, luas, galáxias.
Outros olham de banda
Lunetas, luares, sintaxes.
De frente ou de lado,
Sempre tem gente olhando
Olhando ou sendo olhado.
Outros olham pra baixo,
Procurando algum vestígio
Do tempo que a gente acha,
Em busca do espaço perdido.
Raros olham para dentro,
Já que não tem nada.
Apenas um peso imenso,
A alma, esse conto de fada.
Paulo Leminski

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