Da preguiça como método de trabalho. Não, não é a lentidão da mente e do corpo pós-Carnaval. É o título do livro de Mario Quintana, uma saborosa miscelânea de contos, crônicas, fábulas, trovas, comentários, entrevistas e poemas. A obra caiu na minha mão ontem, quando uma amiga me ofereceu para ler. Então estacionei a leitura das cem crônicas do Pratinha (Mario Prata), meu escritor predileto, e me contive para não começar a ler “A menina que roubava livros” (Markus Zusak), um presente que ganhei da minha irmã, também ontem. Estou certa de que estarei bem servida nos próximos dias, degustando páginas de autores com estilos diversos. Pra começar a semana, na atípica quarta-feira, deixo duas ‘receitas’ de Quintana:
“... E se eles te apertarem muito sobre o que quiseste dizer com um poema, pergunta-lhes apenas o que Deus quis dizer com este mundo...”
“Quanta história a gente inventa com a maior sinceridade – a história de que me quiseste, a história de que te quis... Tudo foi comédia? Não. Um artista põe toda a alma que ele tem no papel que representa. Por isso a gente é tão feliz... e tão desgraçada também”

Um comentário:
Caralho! Não me lembro de ter lido um poema se quer do Quintana que não fosse do tamanho da realeza do mundo. Tenho inveja dele, preciso confessar. Assim que terminar, leia o teu "A menina que roubava livros", é igualmente sensível, intenso e surpreendente. Um dos poucos best-sellers que me chamaram a atenção nos últimos tempos e um dos raros livros que a gente lê, sofre e nem percebe a diferença entre literatura e vida. PS: há tempos eu não vinha fuçar aqui.
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